segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aconteceu o Big One.

Acidente na F-Vee prova a segurança do chassis e a seriedade da categoria.


Após quase 2 anos desde o ressurgimento da categoria, sempre pairava sobre todos os envolvidos, quando aconteceria algum acidente sério. Claro que ninguém queria que acontecesse. Mas em se tratando de corridas, os acidentes fazem parte do cotidiano. Tanto pairava sobre nós e nos rondava que esse acidente já tinha até nome antes mesmo de acontecer: Big One. O acidente de "respeito". Alguns pequenos acidentes aconteceram no decorrer das corridas. Uma mão luxada aqui, um vergão de cinto ali, mas nada demais, ainda bem. Esses acidentes não eram dignos do "Big One". Esse teria que ser um acidente para colocar a prova todo o tempo de testes, a experiência do resgate, e claro, escrever dele como um "teste de sobrevivência" realizado com sucesso. E foi assim. Para participar dessa árdua tarefa, obviamente ninguém se voluntariou. Coube ao piloto soteropolitano Raphael Soares ser "sorteado" para tal fim. As imagens falam tudo. O carro capotou respeitosamente e parou na posição de corrida, como se quisesse voltar para a pista para disputar as posições... Infelizmente não dava... O piloto precisava de cuidados e o carro também. Suspensão dianteira avariada e o Santo Antonio com algumas gramas a menos, deixados na pista por alguns metros arrastados não deixava o Veezinho voltar para o seu habitat natural. O piloto teve atendimento após meros 7 segundos pelo medical Car e 11 segundos pelo resgate, provando que, equipes bem treinadas só podem trabalhar com maestria. Assistam aos vídeos, vejam as fotos do nosso amigo e fotógrafo onipresente Rodrigo Ruiz e tirem suas conclusões.

http://www.youtube.com/watch?v=XvpTJdnldyQ&feature=youtu.be
Vídeo On Board do carro de Fernando Monis.


http://www.youtube.com/watch?v=6L5LGpP7IPw

Vídeo realizado por Rodrigo Daprá








Foto: E ai, vai encarar?

terça-feira, 8 de maio de 2012



O Blog PDC entrevista o piloto e dono de equipe Sérgio Silva. Nessa entrevista o aficcionado sobre competições fala sobre sua categoria, a Fórmula Vee.

Conte-nos um pouco da sua trajetória.


Comecei a acompanhar o automobilismo no fim dos anos 70 e início dos anos 80. Ia ao autódromo assistir as corridas no muro da Curva 3 do traçado antigo. Aquilo despertou minha paixão, mas a vida sempre acaba nos impondo outras prioridades. Só depois de adulto pude realizar uma parte do meu sonho, disputando o Campeonato Paulista e Kart Granja Vianna, me sagrando campeão na categoria Sport B e tambem fazendo meu primeiro curso de Pilotagem. Trabalhei como instrutor de pilotagem, junto a uma empresa de eventos automobilísticos, executando cursos para grandes montadoras e fábrica de autopeças. Mas daí vem as prioridades e precisamos corrigir um pouco a rota. Me afastei por alguns anos e com o ressurgimento da Fórmula Vee, encontrei o que procurava e "casava" exatamente com meu orçamento e meu sonho.

E porque a Fórmula Vee ?

A F-Vee tem a melhor relação custo/ benefício do automobilismo brasileiro. Um orçamento girando em torno de R$ 1700,00 por corrida, para quem tem o carro, é irrisório quando a conversa é automobilismo. Mas não é só isso. Por esse valor, temos um carro moderno, com um projeto ousado e seguro, uma categoria com mais de 20 carros no grid, se tornando a maior categoria de fórmulas do Brasil e um campeonato disputadíssimo, aonde, não raro, 3 ou mais pilotos terminam a prova com diferença de décimos de segundo. Preciso dizer mais? Então está bem. A categoria faz investimentos incessantes para se tornar a maior categoria de carros de corrida do país.


E qual sua perspectiva para a categoria para esse ano?

Esse ano deixei um pouco de lado o cargo de "chefe de equipe" e vou estrear no ano como piloto. Estamos finalizando o motor do carro e a expectativa é de chegar no fim do ano entre os 6 primeiros mesmo entrando no meio do campeonato, e brigar para ficar entre os 3 primeiros nas corridas restantes. Sei que é um objetivo um tanto ousado, com tanta gente boa andando na categoria,  mas o foco agora é esse. Estamos desenvolvendo na Cobeio Car, com o Claudio Cobeio, um carro, pensando no todo da coisa e não apenas no motor. Acredito que aí pode estar o diferencial. Mais do que isso é segredo de equipe. (risos). Espero que tudo saia conforme o planejado e conto com a torcida de voce, caro leitor. Para quem quiser assistir a categoria dos boxes, é só entrar em contato comigo pelo Facebook ou pelo meu celular.

Valeu

Abraços

Sérgio Silva
Cel.: 9974-3111





segunda-feira, 16 de abril de 2012

Curiosidade



Impressionante como as palavras "acidente" e "morte" geram curiosidades. Ontem fiz um texto cujo título começava com essas 2 palavras. Em menos de 24 horas se tornou o segundo texto com maior visitação do meu blog. Infelizmente. Tive boas e más repercussões. Gostaria de salientar que criei esse blog para automobilismo, lazer e diversão. E não para criar inimizades. Longe disso. Pessoas com muito mais tempo de automobilismo deram sua opinião, o que me fez rever minha posição e excluir o texto em questão.
          Creio mesmo que a atitude certa a ser tomada é junto aos pilotos participantes da minha categoria, a Fórmula Vee, e não expondo todos a uma leitura não muito agradável. Em nenhum momento do texto disse que a Fórmula Vee é perigosa. E não acho isso até agora. Ao contrário. O projeto do carro pesa tranquilamente 20 kg  a mais do que poderia pesar, apenas por questão de segurança. O carro já passou por mais de 30.000 km nas pistas se levarmos em consideração os carros participantes e as etapas com treino, classificação e corrida. E nenhum, simplesmente nenhum problema, foi detectado com relação a segurança.
          Já,  a atitude dos pilotos,  realmente é preocupante. Mas isso será tratado caso a caso e sei que a FASP e a organização da categoria está de olho.
          Me considero parte da organização da F-Vee como muitos. Apesar de não ter participado da construção do carro, sei que colaborei e colaboro para a divulgação e crescimento da mesma. E como tal, vou insistir na punição de irresponsabilidades executadas na pista.
          Alguns pilotos parecem que se atrapalham ao  colocar o capacete e o colocam de forma invertida. Ou ainda alguns capacetes devem ter dispositivos de choque, ou algo assim. O que não quero é pagar pela insanidade de alguns. Ando todos os dias de motocicleta no trânsito caótico de São Paulo. Sei que o risco é exponencialmente maior do que participar de uma corrida. Só que nas ruas da nossa cidade, nada posso fazer. Qualquer reclamação são palavras ao vento.
          Já, na pista, vou continuar lutando incansavelmente por um automobilismo coerente, com disputas cada vez mais acirradas, porem com responsabilidade e segurança.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Quem venceu?

     


   Sei que os compêndios de redação sempre nos ensinam a não começar um texto, com uma pergunta. Até  hoje ainda não descobri o porque. Então, me achei no direito de começar a falar da Terceira etapa do Campeonato Paulista de Fórmula Vee, dessa forma. E voces vão entender o motivo.
          Nos treinos de Sexta-feira, já antevíamos 2 recordes. Um facilmente detectado, seria o de inscritos (tivemos 19 carros alinhando no grid) e o outro, seria o recorde da pista para a categoria. O anterior de 2:06:650 seria pulverizado, dado os tempos do treino.
          Na tomada de tempo do sábado, já tivemos os 2 recordes quebrados. Os 19 carros que alinharam no grid encheu os olhos de todos (apesar de 20 carros irem para tomada, Flavio Gomes da Tj Competições teve problemas e não largou). Dois carros estrearam, o de Adriano Griecco pela Duka preparações e o do nosso simpático Juquinha de Piracicaba pela Juka Motors. Um terceiro carro estreante, do pessoal de Minas, deve ter dado algum problema, pois abandonaram o autódromo após o treino de quinta. Mais sorte na próxima e saibam que a categoria é uma irmandade, caso precisem de algo. A volta de Rodrigo Rosset foi voadora e seguem os tempos


1 Rodrigo Rosset            2:05:444
2 Fernando Monis           2:07:791
3 Adolpho Rossi             2:07:827
4 Bruno Leme                 2:07:832
5 Marcos Leão               2:08:924
6 José Moreira                2:09:037
7 Marcelo Chamma         2:09:504
8 Gustavo Santos            2:09:652
9 Cristiano Gameiro        2:09:758
10 Lucca Paulinelli          2:09:986
11 Raphael Soares          2:11:115
12 Juliano Gandelin         2:12:088
13 Roberto Novembre    2:12:748
14 Marco Vale                2:12:892
15 Flavio Gomes             2:13:822
16 Kenner Garcia            2:14:440
17 Ademar Spallini          2:14:512
18 Arthur Leme               2:19:495
19 Adriano Griecco          Sem Tempo
20 Glaucio Doreto            Sem Tempo




          Para não descumprir a regra, a largada foi emocionante, Fernando Monis assumiu a ponta e ficou revezando com Rosset num briga limpa até o final. Dois acidentes de pequeno porte tiraram Bruno Leme e Marco Vale da prova. Cada um com um companheiro diferente. Segue os tempos da chegada


1 Rodrigo Rosset            25:18:551      12 voltas
2 Fernando Monis           25:18:879      12 voltas         .328
3 Marcos Leão                25:59:175      12 voltas     40.624
4 Glaucio Doreto             26:01:241      12 voltas     42.690
5 Lucca Paulinelli             26:02:373      12 voltas     43.822
6 Gustavo Santos            26:02:496      12 voltas      44.395
7 Raphael Soares            26:32:396      12 voltas      1:13:845
8 José Moreira                26:33:784       12 voltas     1:15:233
9 Juliano Gandelin            26:40:613      12 voltas      1:22:062
10 Roberto Novembre     26:52:861      12 voltas      1:34:210
11 Marcelo Chamma       27:10:416       12 voltas      1:51:865
12 Ademar Spallini           27:18:731       12 voltas     2:00:180
13 Kenner Garcia            26:01:301        11 voltas
14 Arthur Leme               26:02:482         11 voltas
15 Adolpho Rossi                                      7 voltas
16 Bruno Leme                                          3 voltas
17 Cristiano Gameiro                                  1 volta
18 Marco Vale                                            0 volta
19 Adriano Griecco                                     0 volta

          A lembrar que o recorde que foi pulverizado por Rodrigo Rosset, foi novamente pulverizado, dessa vez por Fernando Monis que cravou a marca de 2:04:702.
          Após mais uma excelente corrida veio a vistoria. Os 5 primeiros tiveram seus cabeçotes desmontados, seus carburadores inspecionados. O regulamento existe e foi feito para ser cumprido. Nenhum problema foi constatado nos carburadores, o mesmo não acontecendo com os cabeçotes. 4 carros tiveram seus cabeçotes enviados a FASP e por enquanto o resultado está em suspenso.
          Porque do título da matéria? Não vamos ficar sabendo quem foi o vitorioso? Engano seu caro leitor, o grande vencedor dessa etapa foi a própria Fórmula Vee, que além de ter 20 carros para sua corrida, ainda teve uma vistoria para mostrar seriedade, experiência e competência. Não me cabe aqui dizer que fulano ou ciclano estavam fora do regulamento. Acho mesmo que, se alguem o fez, não o fez com a intenção de melhorar o carro e sim corrigir uma falha ou defeito que surgiu. Mas a organização da Fórmula Vee nos faz crer que automobilismo sério se faz aqui. E isso me enche de vontade de aprontar meu carro para alinhar na quarta etapa e bater novamente o recorde de inscritos. Aguardem...



terça-feira, 27 de março de 2012

Supershow versus Abandono

       


  Vocês já repararam no NBB ?  Novo Basquete Brasil. Fui jogador de basquete no final da década de 80 e o esporte era mais magro do que muitos jogadores. Não havia público, salvo raríssimas exceções. O Brasil ficou de fora das Olímpiadas durante vários anos e agora teve a vaga olímpica conquistada com muito suor e garra. Só que os organizadores transformaram o basquete. O que antes era apenas um jogo ( e cá pra nós, até eu acho chato assistir), se transformou num evento. Bonecos promovem o espetáculo, DJs tocam musicas e animam as torcidas. No intervalo show de enterradas, de arremessos de 3 pontos e jogadas de efeito. O Basquete renasceu, se recriou como esporte. E o Feminino caminha na mesma estrada. Times do interior são a certeza de casa cheia, criando um bairrismo salutar.



          E o Volei? Ah, esse tem a já vitoriosa Superliga. Não precisam fazer mais nada. Somos Top Five no esporte, tanto no masculino quanto no feminino. Para que mexer em algo que está funcionando. Certo? Errado. Colocaram um microfone no árbitro para saber o que é falado durante a partida, Troféu para o melhor jogador ou jogadora da equipe vencedora, estatísticas infindáveis abastecem nossa torcida por esse ou aquele time. Disputas em excelência e jogos de altíssimo nível coroam todo o esforço.


          E no MMA? de briga de rua, se transformou num evento esportivo de sucesso. Quem entra num octógono (é assim mesmo?) sabe o risco e existem regras para serem cumpridas. Pronto. Mais um evento de sucesso. E que sucesso. Vida longa ao UFC.
          E na natação? Troféus internacionais, atletas indo treinar em outros países, piscinas e parques aquáticos moderníssimos. Resultado: de meros espectadores dos Marks Spitz e Michael Phelps da vida, viramos torcedores de Cielos e companhia.
          Pode reparar, é só um esporte despontar, que um back-office forte já está trabalhando para transformar qualquer campeonato num evento superestelar. Volei de praia, futebol society, futevolei, motocross, supercross, skate, surf, futsal e tantos outros.



          E o nosso combalido automobilismo? Daí vem o otimista e me diz: Temos a Stock, a Fórmula Truck... Isso mesmo. Temos a Stock e a Fórmula Truck, dois exemplos de evento, e eu citaria tambem a Porsche GT, se essa fosse voltada ao público que assiste e não aos pilotos. Mas entendo, a vocação e o compromisso dela é com os pilotos. E que mais? Temos respingados campeonatos estaduais, vivendo com tubos de oxigênio pelos pilotos apaixonados pelo esporte.  O Fórmula 3 Open só não foi um fracasso retumbante pelo esforço dos pilotos presentes que quase cabiam nos dedos de uma só mão.Esporte esse que nos deu  7 títulos mundiais na categoria supra sumo, além de tantos outros em tantas outras categorias. E que mais? Vá voce, aspirante a piloto de qualquer categoria, vender um patrocínio para um empresário, contando com o público da arquibancada? tire uma foto de qualquer campeonato regional do país e leve ao seu patrocinador. Tiro n'água na certa.
          O autódromo de Interlagos, maior templo do automobilismo brasileiro estaria jogado as moscas, se elas entrassem lá. Nem mendigo para fugir da chuva, faz uso das arquibancadas cobertas. Temos um parque automotivo maravilhoso e que é usado para aferição de táxis (isso mesmo) edesfiles de escolas de samba de grupos longínquos.  Bispos, pastores, padres, apóstolos usam o autódromo para arrebanharem público e fiéis. Exposições, feiras, encontros e mais uma dezena de atividades é realizada no nosso autódromo. Menos o evento principal para o qual foi criado: corridas. "Uma corrida não é completa se não tiver público na arquibancada". Com essa frase termino a matéria de hoje na esperança de ter soprado um pouco de ar dentro do pulmão do nosso autódromo. E nem pensem em tirar o tubo...

segunda-feira, 19 de março de 2012

A difícil pilotagem da F-Vee não é na pista.




Depois de um ano e pouco do retorno da categoria Fórmula Vee, está chegando o momento que a "pilotagem" dos organizadores está sendo bastante exigida. O produto é ótimo, de fácil aceitação, super viável. O carro é fácil de guiar, barato e prazeiroso. O ambiente com os concorrentes é agradável e as batidas de roda ocorrem apenas na pista.

Só que, agora que a categoria está devidamente estabelecida, as tomadas de decisão têm de ser certeiras, pois uma decisão errada pode por tudo a perder. Isso desde alterações no carro, passando por alterações no regulamento e implantação de outras praças e terminando na organização de corridas extra-calendário.

Vejo a categoria terminando 2012 com mais um estrondoso sucesso, com quase 30 carros no grid, mas isso se tomarmos cuidado com alguns detalhes. As vistorias tem que ser mais rígidas, as mudanças no regulamento tem que ser exaustivamente testadas, a implantação em outras praças tem que ser melhor trabalhadas e avançarem nesse sentido e a organização de corridas extra calendário tem que ser melhor analisada.

Tivemos um Desafio de Verão nesse fim de semana que só não foi um fiasco porque trabalhamos exaustivamente para fazer um grid razoável. E isso de última hora. Esse tipo de coisa não pode se repetir. O barco está funcionando pela inércia, o mar está bom e não podemos nos dar ao luxo de irmos para cabine dormir. Temos que ficar na ponte, observando e analisando os dados da embarcação.

E isso vale para os pilotos, mecânicos, comissários desportivos e principalmente aos organizadores da categoria. Continuem trabalhando da forma que vêm trabalhando e não deixem que os pessimistas de plantão se animem.

Até a próxima...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Não apenas um degrau, mas "o" degrau




          Para os que vem acompanhando o automobilismo de perto, em meados do ano passado, surgiu a Fórmula Vee. Essa categoria se solidificou, hoje temos 38 chassis entregues, 25 carros prontos e grid se aproximando de 20 carros. Por enquanto a categoria está direcionada para diletantes, pilotos que correram no passado e que agora vem nos Vee uma oportunidade de voltar ao automobilismo com baixíssimo custo e apaixonados por carros de corrida que nunca tiveram chance de correr. Em 2011 realizamos o Campeonato Paulista em Interlagos e a Copa Mobil com 3 etapas em Piracicaba, dando premiação aos vencedores.
          Agora a categoria entra numa nova fase, com seu segundo ano. Existe um abismo para os pilotos novos que saem do kart e almejam o automobilismo. Basicamente só há 2 caminhos. Ou o piloto deixa o kart e senta num F-3 ou parte para a Fórmula Futuro. Em ambos os casos os carros são de tecnologia de ponta e chegam a virar até em 1 minuto e 29 segundos em Interlagos, atingindo máximas superiores a 230 km por hora. Isso compreende um orçamento bem superior ao do kart. O piloto terá que andar vários quilômetros até se adaptar ao bólido, desperdiçando um ano antes de se tornar competitivo. Além de ter uma reserva considerável de dinheiro.
          Aí que entra o Fórmula Vee. O piloto sai do kart e senta num carro que atinge 185 km/h e “vira” em Interlagos em 2:07. Aprende a usar a embreagem, se situa com a diferença de um autódromo para um kartódromo, aprende a “burocracia” de uma corrida de carros. É nesse momento que os pessimistas de plantão entram para dizer que o Vee não tem ajustes, que o carro é frágil e etc. Vamos lá. Se o carro não tem o recurso aerodinâmico das asas, sobram ajustes. O piloto tem que acertar a calibragem, camber, caster, convergência, entender se o carburador está com excesso, com falta, se a falha que está dando em alta é elétrica ou de combustível, pedir para avançar ou atrasar o ponto do motor, enfim, ter noções de mecânica e sensibilidade para ajustes. Quanto a durabilidade, um motor dura em média meia temporada sem se mexer neles. Isso com um orçamento irrisório, bem mais barato inclusive que o próprio kart.
E de quebra ainda anda com feras que correram no passado e fizeram uma carreira de sucesso aqui e no exterior. Pessoas que, como Dárcio dos Santos, Campeão Paulista de Fórmula Vee em 1978 e Vice campeão em 1979, tio de Rubens Barrichello, amigo de Ayrton Senna, Raul Boesel, Chico Serra entre tantos outros campeões. Além de outras feras que estão chegando. Que me desculpem os pessimistas de plantão, mas não há aprendizado melhor do que esse.