quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vídeo Treino Piloto Clay Lopes

Segue abaixo o vídeo do Piloto de Brasília Clay Lopes em Piracicaba a bordo do "negro 27". Reparem que Clay ainda tem alguns tiques de kart, coisa natural para quem nunca tinha pilotado um carro de corrida antes... No fim dos treinos ficar a apenas 4 décimos do piloto veterano Sandro Freitas anima qualquer pessoa. Bom trabalho Clay e divirtam-se.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um treino... Duas vitórias





Já corri um punhado de vezes. Já participei de provas das mais diversas, principalmente no kart. Acompanhei muitas corridas nos boxes de todas as categorias pensáveis que já correram no Brasil. Já vi vitórias de todos os jeitos. De ponta a ponta, na última curva, no seco, na chuva, lado a lado, com milésimos do ganhador para o segundo. Mas vitória em treino eu nunca havia visto. Ainda mais em dose dupla.
            Nesse sábado, 17 de dezembro, fui para um treino com 2 pessoas interessadas em conhecer o Fórmula Vee. Clay Lopes e o Sr. Fontes.



 
            Clay disputou o kart nos anos 80, e em novembro agora, após 25 anos, disputou uma prova de karts Vintage em Curitiba, se saindo vitorioso. O vírus estava adormecido, porem ainda existia. E latente. Foi o suficiente para descobrir a Fórmula Vee e desejar realizar um teste. Devido a seu baixo custo é uma opção barata para quem quer saber qual a emoção de um carro de corrida. Clay nunca havia andado num carro de corrida, quanto mais num monoposto. Sua experiência no kart conta muito, mas a tocada do Vee é muito sutil, pela potência do motor, não permite erros ou sua volta vai para o espaço. Qual minha surpresa, ao ver no final do dia, Clay andando a apenas 4 décimos do Sandro Freitas, piloto veterano em diversas categorias do nosso automobilismo e proprietário de um Vee. O sorriso de Clay demonstrava sua felicidade, e eu no meu papel de vendedor de sonhos, contabilizava 1x0 no meu placar.



            No segundo caso, do Senhor Fontes, a situação era um pouco mais delicada. Com 64 anos bem vividos, o Sr. Fontes estava realizando um sonho de infância que o perseguria até aquele dia. O de andar num carro de corrida. Nunca tivera experiência nenhuma com nenhum tipo de corrida, seja ela de kart ou de carro, atuando como bandeira de posto de sinalização em uma etapa do campeonato paulista a alguns anos. Essa era toda sua experiência. Cinto afivelado, instruções dadas, corro para o muro acompanhar a pilotagem. Ele passeava pela pista, como quem, em extâse, curti cada metro do autódromo de Piracicaba. Apreciava as curvas, intimidava as zebras, notava coisas, que nós pilotos normais, quase nunca notamos. Na primeira parada nos boxes o tempo de 2:16 (quase um minuto acima do recomendável) desanimaria qualquer mortal. Mas não o Sr. Lopes. Seu semblante era o de mais feliz entre todos, e na segunda saída minha recomendação era de apenas tentar abaixar de 2:00. Dito e feito. Segundo treino terminado, o cronômetro mostrava 1:59:00 como a melhor volta, e ao mostrar isso a ele, sentiu o dever cumprido até ali. Mais uma saída, e a tentativa de baixar dos 1:50. Chegada nos boxes após 10 voltas e 1:43:400 guardados no colete. Me empolguei e pedi, para a próxima saída, um tempo abaixo de 1:30. Isso daria menos de 10 segundos dos tempos que foram virados pelos segundo pelotão na ultima corrida. Mas daí fui eu o ansioso demais. Ele queria bater seus limites e 1:43 tinha sido seu limite para aquele dia. O semblante satisfeto e os dentes que insistiam em não sumir do seu rosto, se escondendo sob os lábios era a mostra fatal. 2x0. Com a total sensação de dever cumprido na bagagem , esse vendedor de sonhos aqui, fez um treino e obteve duas vitórias. Que venham outros e que brindem conosco mais vitórias.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ayrton Senna e sua experiência num Fórmula V





Poucas pessoas sabem, mas está relatado no excelente livro do jornalista Lemyr Martins, "Uma estrela chamada Senna" (Editora Panda), a experiência de Ayrton Senna com um carro de Fórmula V. Ela se deu através do piloto na época, e tio de Rubens Barrichelo, Dárcio dos Santos.
          Ayrton chegou ao boxe de Interlagos em 1o. de maio de 1978 e ficou observando o acerto de Dárcio no seu V, que estava preparando o carro para a etapa de Brasília ( bons tempos aqueles, quando se podia treinar tranquilamente em Interlagos). Dava atenção a cada detalhe dos mecânicos nos acertos do carro, e pediu uma informação a Dárcio, se deveria começar no automobilismo na Fórmula V ou na extinta Fórmula Ford. Dárcio o aconselhou, que, se fosse no Brasil, melhor começar pela V que era mais organizada e tinha mais corridas no calendário.
          Após algumas voltas, e considerando o carro pronto para enfrentar mais uma etapa, Dárcio deu o trabalho por encerrado, próximo a hora do almoço. Ayrton observava tudo e Dárcio entendeu o seu pedido subliminar. Convidou Ayrton para acelerar, após o almoço, antes de carregar o carro para a viagem. Curiosamente, Ayrton já havia levado seu capacete (todo piloto anda sempre com sua "fantasia" pronta).
          Dárcio foi almoçar na sua casa, que era perto do autódromo e ainda teve tempo de brincar com o sobrinho de 6 anos, Rubinho Barrichello.
          Após ouvir com atenção as instruções de Dárcio, Ayrton se posicionou no monoposto, tendo atenção especial a caixa de marchas, que era invertida. Primeira no lugar da terceira, e segunda no lugar da quarta. Ele ligou o motor e saiu para sua primeira volta num Fórmula. Acelerando no limite  entrou no retão do traçado antigo de Interlagos com o pé no assoalho. contornou a curva 3 e rodou na curva 4. Dárcio, vendo tudo dos boxes, já avisara o mecânico para dar placa de abaixar velocidade, pensando no pior. Ayrton entrou forte na curva do Laranja e o carrinho saiu de traseira, rodopiando duas vezes e indo de encontro ao muro.
          Dárcio já estava dizendo adeus a corrida de Brasília, mas com o trabalho dele e dos mecânicos, arrumaram o carro no autódromo mesmo, deixando algumas coisas para acertar em Brasília. Dárcio conseguiu largar em terceiro e venceu a prova.
          Na volta a São Paulo, quando foi comprar as peças para refazer  o Fórmula V mais uma surpresa. Ayrton tinha pago todo o estrago e eles se tornaram amigos. Ayrton foi para a Europa, e o resto da história, todos nós, amantes ou não do automobilismo, sabemos de cor.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ayrton - O herói revelado




O livro definitivo e mais contundente que li sobre  o Ayrton Senna foi  do jornalista Ernesto Rodrigues com o título dessa minha matéria, Ayrton, o Herói revelado (não deixem de ler). Nele o escritor não endeusa nosso mito, mas mostra que ao mesmo tempo que a obsessão era sua maior qualidade, era tambem um inimigo cruel dele mesmo. Nada, nem ninguem era mais importante para ele do que o automobilismo e suas vitórias. E por isso foi quem foi. Andou como andou, tirou leite de pedra de carros bem inferiores no grid. Hoje o que vemos é uma penca de pilotos burocráticos. O máximo que fazem é uma disputa breve no início do confronto entre os dois para saber quem será o primeiro piloto, relegando o outro ao cargo do segundo piloto, o trabalho mais árduo, os ajustes primários, as ultrapassagens no box, as "quebras" de marcha e coisas afins. Tenho um sentimento muito antagônico com relação a Fórmula 1. Da mesma forma que amo automobilismo mais do que qualquer outro esporte, acho a Fórmula 1 algo um tanto insosso. Antes que os amantes ferrenhos da F1 se alterem, deixem eu me explicar. A tecnologia é absurdamente maravilhosa, a logística é precisa, o evento um dos maiores do planeta e os carros são excelentes. Fora o barulho e o cheiro que são inconfundíveis. Só que hoje o fator humano é apenas uma "peça" a mais na engrenagem. Foi-se o tempo que um Ayrton Senna com uma modesta Lotus, podia ameaçar os ponteiros apenas porque chovia. Tudo bem, Ayrton era uma exceção. Estava um nível acima dos pilotos. Só que hoje, voce pode pegar um Vettel e um Michael Schumacher e colocar numa equipe nanica e me digam o que vão fazer. Eu digo, não farão nada. E para nós brasileiros a situação ainda é pior. Parece que nossos dois pilotos brazucas estão mais interessados em serem apenas mais um carro no grid, acomodados com suas situações, enquanto a promessa de um sobrenome por enquanto não está dizendo a que veio, apesar de seu esforço. Só uma coisa a dizer a Bruno Senna. Não conheço nenhum campeão mundial de F1 que seja bonzinho. Infelizmente para o esporte, ele é um ótimo menino.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Fraternidade e uma canja da pista da ECPA

Infelizmente o final de semana não foi como o esperado. Dos 2 carros da Scuderia Dino na última etapa da Copa Mobil de Fórmula Vee, nenhum alinhou no grid. O carro do piloto William Ayer, apresentou perda de potência, e o outro piloto preferiu apenas pegar a mão melhor do carro e esperar a próxima etapa, se aprimorando com os monopostos. No caso do William Ayer, mais uma vez a fraternidade da categoria se fez presente. A parceria da Scuderia Dino com a TJ Competições valeu mais uma vez, com Emanuel e Thomaz, nos alugando um carro para fazer o piloto William poder largar. E ele não fez feio. Após uma falha na largada, caindo para último lugar, ele foi retomando as posições e cruzou a linha de chegada em sexto lugar. Segue abaixo o link da tomada de tempo, com acompanhamento da telemetria. Não percam a oportunidade de ver o carrinho rasgando a reta da ECPA. Meu muito obrigado a toda equipe TJ principalmente aos meus amigos Thomaz, Emanuel e tambem ao Gera e Gilmar. Obrigado principalmente a pessoa de Dito Giannetti, por nos proporcionar um autódromo particular, único no estado de São Paulo e um dos dois únicos do Brasil, se não me falha a memória. Bom vídeo a todos. As imagens e a configuração ficaram a cargo do nosso outro amigo e piloto Sandro Freitas, que logo mais tambem estará alinhando o seu Vee

http://www.youtube.com/watch?v=83dTaS8RYqk

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sucesso na Scuderia Dino


Ocorre nos dias 02 e 03 de Dezembro agora, a última etapa da Copa Mobil de Fórmula Vee. Nossa Scuderia Dino vai com 02 carros. Um para o experiente piloto William Ayer e o outro para uma promessa futura, Felipe Marra. O objetivo traçado lá atrás, quando montamos a Scuderia Dino foi alcançado. Chegar ao fim do ano com 2 carros alugados. Mas desta vez, não pilotarei, ficarei do muro orientando os pilotos e conferindo os tempos. Ajudando a fazer acertos e buscando a melhor performance dos carros. Isso foi o que sempre sonhei. só que o fato de não acelerar, confesso que está mexendo comigo. Como o automobilismo é viciante. Por isso já vi muita gente despejar dinheiro que às vezes nem tinham, para sentar num carro e acelerar. Mas o momento agora é de manager e não mais de piloto. No ano que vem estamos fechando um patrocínio, daí quem sabe com um terceiro carro na equipe volto a acelerar e continuar realizando meu sonho de piloto. Dessa vez o sonho de Chefe de equipe será realizado, focando somente nos pilotos e torcendo que eles tenham uma boa colocação na prova e os carros terminem bem. Segunda-feira, 05 de dezembro, espero estar fazendo uma matéria bem otimista.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fórmula Vee no mundo





Para aqueles que acham que a Fórmula Vee no Brasil é uma categoria jurássica e uma alucinação de meia dúzia de malucos, segue abaixo alguns dos campeonatos de Fórmula Vee no mundo, salientando que essa categoria é a que tem mais carros de corrida no mundo todo, se somados. Dêem uma olhada nos links

www.fvee.org.au/   Fórmula Vee Austrália

www.formulavee.ie/  Fórmula Vee Irlanda

www.formulavee.co.za/ Fórmula Vee África do Sul

www.formulavee.us/ Fórmula Vee Estados Unidos da América

http://www.fvaq.org.au/  Fórmula Vee de Queensland - (outro campeonato Australiano)

http://www.fvansw.asn.au/ Mais uma associação Australiana

http://www.750mc.co.uk/F-formula-vee.php Fórmula Vee Inglesa (Esse site tem que ser visitado, pois tem regulamento e tudo mais)

www.formulafirst.co.nz/ Fórmula Vee Nova Zelândia

www.vintageformulav.com/   Uma Fórmula Vee Vintage

rfraceportugal.foruns.com.pt/t3-vintage-formula-veesextas-feiras    Essa é Vintage mas é de Portugal
Tem todas essas mais a Fórmula Vee Uruguay que eu não consegui achar, mas sei que eles estãono Facebook.
Esse relato é para voces terem uma idéia da força da categoria no mundo e agora tambem no Brasil

sábado, 19 de novembro de 2011

Realize seu sonho

Venha realizar seu sonho e se tornar um Piloto de Corrida


Campeonato Paulista de Fórmula Vee
Autódromo de Interlagos

Diferente das demais categorias do automobilismo, aonde se despejam rios de dinheiro para realizar uma corrida, na Fórmula Vee você pode competir a preços bem competitivos. Existem várias opções junto a Suderia Dino, desde comprar um carro, até alugar um carro para treinar ou mesmo correr.

Características do Fórmula Vee

Motor 1600cc VW a Ar
Cambio 4 marchas VW
Suspensão dianteira VW
Suspensão traseira com amortecedores e molas especiais para a categoria
Chassi tubular
Pneus radiais com longa duração (mais de uma temporada)
Carenagem de Fibra
Velocidade final : 180km/h real
Potência: 75 cv



Scuderia Dino

Montagem de carros
Estocagem
Acompanhamento de pista nos treinos com telemetria e instrutor
Treino para até 4 pilotos dividindo as despesas
Acompanhamento de pista nas corridas
Total suporte ao piloto

Venha realizar seu sonho  Ligue para nós e tire suas dúvidas

Scuderia Dino
Tel (11) 3486-8533
Tel (11) 3409-1406
Cel (11) 9974-3111
Nextel 7*42800
Falar com Sérgio



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Encontro HotVolks



Convidados pela organização, fomos num domingo chuvoso ao Encontro de Fuscas da HotVolks, um grupo de apaixonados pelos Vw a ar. Nossa expectativa não era grande, afinal, só soubemos do evento pelo Facebook e um domingo no meio do feriado não devia tirar muita gente de casa. Ledo engano. 491 Volkswagens a ar foram prestigiar o evento, que somado ao nosso Fórmula Vee totalizaram 492 carros. Perto de 2000 pessoas passeando entre os carros. Gente de Poços de Caldas, Belo Horizonte, Curitiba e outras cidades, nos mostrou que a paixão não tem limites. Carros maravilhosos, montados com esmero e cuidado em trabalho de anos desfilavam por lá. Quando acionávamos o motor do nosso Fórmula, a quantidade de pessoas que nos rodeava era impressionante. Prova que o nosso carro ainda é desconhecido da grande marioria.
                    No final, ao fazermos o balanço do evento, além da conclusão de absoluto sucesso, a busca por novos lugares aonde expor nossos carros e divulgar a categoria, que começara 2012 muito forte, eu garanto.
                    Agradecimentos a todos da HotVolks, em especial ao amigo Anderson Russo, que nos deu um tratamento privilegiado.
                   Fizeram parte da comitiva, Claudio Cobeio, preparador da Scuderia Dino, Roberto Zullino, Organizador, criador e Promotor da Fórmula Vee,e esse que lhes escreve, Sérgio Silva. Que mais eventos surjam para divulgação de nossa categoria.

sábado, 12 de novembro de 2011

Acidentes mostram evolução da segurança


Esse vídeo nos mostra o que era o automobilismo em priscas eras. Reparem na total falta de segurança. Infelizmente muitas vidas se perderam ao longo dos anos e ainda hoje é um esporte de alto risco, porém com um nível de segurança muito melhor se comparado aos acidentes desse vídeo. Não gosto de colocar fotos nem vídeos de acidentes, pois diferentemente de alguns, eu gosto do automobilismo pela disputa, e não pela tragédia. Postei esse vídeo como informação para voces terem uma idéia do quanto evoluiu a segurança, tanto na parte mecânica, quanto na parte técnica e desportiva.

video

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sonho


Que correr de carro é a realização de um sonho, ninguém tem como negar. Eu mesmo, estou realizando meu sonho de infância, quando ia ver os Opala da Stock Car e os Fiat 147 descendo a reta antiga e frear na Curva 3, lugar de onde assistíamos já que só tinha o dinheiro contado do ônibus. Hoje, ter um Fórmula Vee e estar envolvido com a categoria é a atividade mais prazerosa que exerço e o faço porque tive a oportunidade de realizar esse sonho. Quando eu receber a bandeira quadriculada da vida vou poder contabilizar como um sonho realizado e tirar esse objetivo da lista de frustrações. Mas quantos podem fazer isso? Quantas pessoas podem se dar ao luxo de participar de uma corrida no Autódromo que é considerado o templo do automobilismo brasileiro, Interlagos? Eu mesmo posso responder. Muitas pessoas podem realizar esse sonho.
            Vejo nos kartódromos que passo, diversos pais, tentando realizar esse sonho nos filhos. Filhos esses que nem sempre estão lá porque querem, mas sim porque o sonho é do pai. Dou a esse evento o nome de “transferência de sonhos”. O pai, quis um dia andar, não teve condições por diversos fatores e transfere seu sonho para o filho, muitas vezes sem perguntar se essa é a vontade dele.
            Então temos aqui duas situações. Pessoas que não sabem como realizar seus sonhos, se acham velhos, acham que correr de carro é caro, que não conhecem quem pode lhes inserir no automobilismo. E pessoas que utilizam a “transferência de sonhos” como uma válvula de escape. Cabe a mim, como integrante de uma categoria de novatos, apesar de não tão novatos na idade, informar a vocês que estão lendo essa coluna, que é muito fácil realizar seu sonho. E não tão caro quanto vocês podem imaginar. Basta um pouco de força de vontade e logo você estará cortando a reta oposta e esperando passar a placa dos 50 metros para enfiar o pé no freio e contornar a famosa curva do lago, esperando ansioso pela capiciosa curva do laranjinha. Ou então acrescentar essa frustração na lista, quando você também estiver para receber a sua quadriculada da vida.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vende-se um Fórmula Vee

Nosso amigo Régis Cava resolveu se desfazer de seu Fórmula Vee. O mesmo encontra-se em perfeito estado, bastando abastecer e ir para pista. O carro chegou a subir no pódio na quarta etapa de Interlagos do Campeonato Paulista e agora está melhor ainda, com alguns ajustes realizados na Cobeio Car. Acompanha carreta, se o comprador tiver interesse e tambem pode ser vendido sem motor. Na foto é o carro branco. Interessados entrar em contato pelo fone (11) 9974-3111 ou (11) 3486-8533. É a sua chance de vir fazer parte da família Fórmula Vee...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Quanto custa andar num carro de corrida?


         Você está numa situação estabilizada na sua vida e decide realizar seu sonho que lhe persegue desde a infância: Participar de uma corrida de carros. Andar no templo maior do automobilismo brasileiro, Interlagos. Sentir a emoção de acelerar e ouvir o ronco do motor invadindo o Box... saindo devagarzinho até o fim dos Box no acesso à pista... Contornando o “S” do Senna por fora e entrando na reta oposta. O ronco sobe rápido, você engata as marchas para cima e se posiciona à direita esperando a placa dos 100 metros. Desce a Curva do lago e vai sentindo o carro enquanto seu sonho é realizado. Mas afinal, quanto custa isso? Vou pegar a categoria que mais estou envolvido, a Fórmula Vee para lhes dar uma idéia.

         Para começar, você tem que ter a licença de piloto. Para a Fórmula Vee você pode tirar a PNC, Piloto Novato de Competição, que lhe custará R$ 720,00 para um ano. Essa carteira pode ser tirada em diversos Clubes de Automobilismo espalhados pelo Brasil.
         De posse da carteira, o próximo passo é a “fantasia” de piloto. Para o kit básico, temos as sapatilhas (R$ 200,00), as luvas (R$ 80,00), o macacão de nomex (R$ 1300,00) e um capacete de boa qualidade para automobilismo (R$ 1400,00). Esses preços são aproximados e as boas lojas do ramo facilitam em 3 ou 4 vezes, senão mais.
         Devidamente habilitado e fardado, o candidato a piloto necessita do carro. Aqui temos duas variantes. Ou ele tem o carro próprio, ou aluga um carro. Se ele preferir um carro próprio, sugiro fazer um treino antes para ter certeza que é isso mesmo que deseja. Para realizar um treino na pista da ECPA em Piracicaba o candidato irá gastar algo em torno de R$ 1400,00 com tudo. Carro, aluguel da pista, combustível, acompanhamento mecânico e técnico, telemetria, etc. Ele só precisa estar lá. Caso tenha gostado do carro e queira adquirir um, irá gastar entre R$ 22mil /R$ 24 mil para montar o carro completo por conta própria e entre R$28/30 mil se for montar o carro nas equipes já montadas. Esse carro será montado com todos componentes 0 Km, `a exceção da suspensão dianteira que será inteiramente revisada e montada e o Câmbio que será todo desmontado e revisado. Todas as demais peças serão novas. O carro é entregue pronto, bastando abastecer e acelerar.
         Caso o piloto queira alugar um carro gastará em torno de R$ 2.900,00 por prova. Dependendo da equipe esse valor poderá variar para cima ou para baixo, mas a média é mesmo essa.
         E quanto custa uma prova? Bom agora que você tem a carteira, a “fantasia”, o carro (próprio ou alugado) quanto custa uma prova? A inscrição de 2011 foi de R$ 450,00 para Interlagos ou Piracicaba na Copa Mobil. Para 2012 não deve sofrer grande alteração. Fora isso, se você alugou o carro, não tem que se preocupar com mais nada. Tudo já está incluso, e salvo algum acidente, você não gastará mais nenhum centavo. Caso você seja o proprietário, terá que desembolsar R$ 1500,00 de mecânico, uns R$ 120,00 de combustível, uns R$ 300,00 de peças em geral (óleo, velas, etc.).

         Claro que aí temos diversas variáveis, pois tem piloto que vai treinar e não possui nada, aonde emprestamos macacão, capacete e os demais itens. Esses valores são apenas para terem uma idéia de quanto se gasta para andar de Fórmula Vee.
         Para se ter uma idéia. Um kart com motor 2 tempos de competição sai entre R$ 15mil e R$ 40 mil, dependendo do modelo, e o custo por prova nunca é menos de R$ 1600,00.

Espero ter elucidado algumas dúvidas e tenho dito.

* Para efeito de cálculo, U$ 1,00= R$ 1,80 aproximadamente

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Família Fórmula Vee

Outro dia, numa entrevista com o piloto de rally Luis Tedesco, para publicar nesse mesmo blog, ele respondeu que nunca se interessou pelas categorias de asfalto ou autódromo, pelo clima de rivalidade extrema existente, mas que estava repensando isso. Concordo com a resposta dele, mas gostaria de dizer que existe um oásis nesse deserto. E esse oásis se chama Fórmula Vee. Sempre ficamos no mesmo Box em Interlagos, aonde colocamos mais de 15 carros. Os poucos participantes que ficam fora do box, são porque os seus preparadores fazem outras categorias e pela logística da coisa, não se unem a nós.
Na Copa Mobil de Fórmula Vee essa união mostrou-se mais forte. Eu diria até que na essência formamos uma família. Sim, há divergências quanto a regulamento, e da forma que a categoria está sendo gerida. Cada um tem sua opinião e tenta convencer os demais das suas razões. Mas em qual família não há discussões acaloradas por assuntos às vezes banais.
No caso da Fórmula Vee o termo família é o que mais se adequa. Temos as nossas divergências, que não são poucas, mas existe um cooperativismo nos boxes raramente visto. Chaves de boca trocam de mãos na ânsia de aprontar o carro para alinhar no grid, não se importando com a pessoa que está dentro do capacete. Claro que existem os que ficam quietos no seu canto, mais interessados em cuidar do seu próprio carro e não se preocupar com os demais. Mas isso também é respeitado. Claro tambem que existem esparrelas na vistoria. Isso é intrínseco do automobilismo.
Para vocês terem uma idéia, ontem dia 02/11, dia de Finados e feriado em São Paulo, cheguei a Piracicaba às 08h00min na oficina da TJ. Thomaz, da TJ, chegou logo em seguida, e com o carro dele, rebocamos nosso “Negro 27” para a pista da ECPA. O nosso Veezinho fica “estocado” na oficina da TJ enquanto a Copa não finda e um dos sócios da empresa, ainda nos auxilia no traslado do nosso carro até a ECPA a cada treino que fazemos. E ainda fica para um bate papo enquanto fazemos alguns acertos. Tenho certeza absoluta que se pedíssemos seu auxílio para qualquer acerto o mesmo não seria negado. E só quem faz isso é quem é da mesma família. Nossa visão é para um mesmo horizonte. Buscamos alinhar o maior número de carros possível para, num todo, termos a parte que nos cabe desse latifúndio.
Vida longa e sucesso a Fórmula Vee. Que venha 2012, o Campeonato Paulista e a Copa Mobil. E voce? Está esperando o que para vir fazer parte dessa família?

Sérgio Luis é piloto da Fórmula Vee e proprietário da Scuderia Dino e vai alinhar 2 carros no grid de Piracicaba para a última etapa da Copa Mobil.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Oswaldo Negri Jr., piloto internacional no PdC

Oswaldo Negri Jr., piloto que compete na Europa e EUA, com protótipos e corridas de longa duração, respondeu 3 perguntas ao PdC.



1- Porque resolveu sair do Brasil para se profissionalizar no exterior?

                   Eu sabia desde meus 9 anos de idade que eu queria ser um piloto profissional e chegar a F-1, o caminho certo entao era a Europa e depois de correr de Mini Formula, Kart e F-Ford 1600 no Brasil, fui para Inglaterra correr de F-3.

                     
                  (Acabou ficando por lá e se tornando um piloto profissional de extremo sucesso apesar de não ter competido na F-1)


 
2-Voltaria para o Brasil para disputar algum campeonato? Qual?

Voltaria sim, mas não tenho planos nenhum ainda, sou um profissional super bem reconhecido aqui, estou competitivo como nunca,  e gostaria de realizar algumas metas ainda como ganhar as 24 Horas de Daytona e correr em Le mans.

 

3- O que poderia ser usado no Brasil, da organização dos eventos, que já é utilizado lá fora?

O Brasil tem grandes organizadores...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Débora Rodrigues, piloto da Fórmula Truck




Débora Rodrigues

Ela já foi babá, motorista de ônibus de bóias-frias e de caminhão, frentista de posto de gasolina, recepcionista ,secretária e apresentadora. Sua virada começou em outubro de 1997 ao receber o título de Musa dos Sem-terra e posar para a revista Playboy.
Filha de caminhoneiro, aprendeu a dirigir caminhões aos 12 anos e hoje se destaca na Fórmula Truck aonde começou a se interessar em 1998.

1-    Como é conciliar ser mãe de família e piloto?
É normal,afinal a maioria das mulheres trabalham e cuidam da casa, da família e tem uma profissão. A diferença e que minha profissão é ser piloto.

2- Voce tem vontade de correr em alguma outra categoria?

Gosto muito da Itaipava GT Brasil,quem sabe um dia...


3- Qual a maior dificuldade que voce vê para o praticante do nosso esporte?

o                                                        A maior dificuldade é patrocínio,  afinal o esporte a motor depende sempre de desenvolvimento,  e isso custa caro!

4- O que voce definitivamente não gosta de fazer?
o                                                        Detesto malhar! Mas é um mal necessário, não dá para fugir.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Celsa Bermello mãe e ex-esposa de piloto, administra a Paioli Racing



Celsa Bermello, mãe da piloto Graziela Paioli e ex-esposa do piloto Marcos Paioli, administra a Paioli Racing e  dá um depoimento ao PdC

1-Mãe de Piloto (Zizi Paioli), foi casada com o Piloto e Chefe de equipe (Marcos Paioli), e totalmente envolvida com o automobilismo, como é seu dia a dia?
Esclarecendo,  eu e o Marcos estamos separados há alguns anos mas continuamos trabalhando juntos e somos muito amigos.Meu dia é praticamente: a oficina, a pista e as viagens.Gerencio tudo, desde a compra de material de limpeza até a compra dos carros. Mas gosto muito de cuidar em casa,  das plantas e dos meus gatos.



2- Qual a sensação de ver o Marcos e a Zizi competindo. Quando eles estão na pista o que passa na sua cabeça?

A sensação de vê-los na pista é a resposta de um trabalho em família.  Mas te falo,  fico muito mais preocupada com a Zizi, o sentimento de mãe é diferente  e mais forte. Mas tenho preocupação pela segurança de qualquer piloto que esteja em nossa equipe.




3- Algum tempo atrás, uma cegonha com vários carros de voces,  pegou fogo. Voce pode falar sobre isso e de que forma superaram?

Foi um choque muito grande, 13 anos construindo uma equipe, perdemos 4 carros, 90% de nosso ferramental e a estrutura completa para compor dois box em Interlagos.Superamos com muito apoio de amigos e de nossos funcionários. Precisei demitir alguns que hoje estão conosco novamente.

4- Quais os planos da Paioli racing para 2012?
Continuaremos na Mercedes Benz Grand Challenge, e com os Clios no Regional, temos intenção de fazer as 24 de Interlagos em Janeiro, alguns pilotos nos procuraram.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Luis Tedesco, piloto de rally


1- Voce sempre se destacou no rally. Como acha que está a categoria no momento e quais as perspectivas para 2012 no geral e para voce?

       Na verdade só comecei a me destacar após 8 anos de rally. Como nada na vida é fácil, tivemos muito trabalho e persistência, pois nossos primeiros anos de rally foram desastrosos no quesito resultado;
O Rally é um esporte único, onde quem participa de uma prova, nunca mais esquece, falo isto pelas experiências contadas de diversos pilotos, inclusive da F1. A plástica do rally é única e quem assiste fica fascinado.

A nível de Brasil, creio que 2012 será um ano difícil, devido ao pouco investimento dos patrocinadores em virtude da queda nas vendas e também pela falta de sensibilidade da CBA em ver que as coisas não estão boas após a troca de gestão.

2- Nunca se interessou por velocidade no asfalto?
       No início não tinha interessa em andar em pista por ver que 99% dos pilotos eram inimigos, coisa bem diferente no rally onde temos amigos do Chile à Suécia. Agora um pouco mais maduro, posso pensar na idéia. Quem sabe aparece uma boa oportunidade.



3- Piloto/navegador. Como é essa relação?
       É uma relação de cumplicidade e parceria. Não adianta o navegador ser bom dentro do carro e não participar fora dele. É um time e desta forma devemos tratar. Sou um dos pilotos que mais formou navegadores no Brasil e tenho a honra de poder vê-los campeões, tanto comigo quanto com outros amigos pilotos.


4- Qual a grande dificuldade que voce encontra ainda hoje em dia?

             A falta de interesse de fabricantes de carros investindo na categoria. Fico abismado com a falta de criatividade dos Marketeiros de fábrica que não vêem o rally como uma ferramenta de trabalho. No rally os carros são testados 120%, portanto, um carro campeão de rally é tudo que uma fábrica precisa para divulgar seu produto. Robustez, resistência, confiabilidade, etc... Além disto quem não gosta de ver um carro de rally fazendo uma curva de lado ? Independente da paixão que tenho por este esporte, acho que as fábricas nacionais deveriam alertar para isto.
5- O que voce acha das categorias monomarcas?
              Não creio que seja uma forma de divulgar os produtos, uma vez que o carro que vencerá será o mesmo. Isto só valoriza o produto. Creio que um campeonato de monomarca pode ser usado para novos pilotos. Como um centro de captação de novos talentos. Diferente disto cada fábrica deve apostar em um time oficial e tentar vencer a concorrência.
             
6- Fale cobre a TedRacing?
           A TedRacing Sport é uma empresa especializada em Off-Road, onde prepara carros  e camionetas de rally. Também tem um centro de treinamento para novos pilotos, chamado Projeto Piloto. Neste projeto fazemos um teste com jovens pilotos e caso vemos que ele serve, oferecemos um pacote de serviços do time; carro, apoio mecânico, trenamento em pista, treinamento de levantamentos, assessoria de imprensa e tudo que um jovem precisa saber para ser um campeão.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Hybernon Cysne no PdC

O piloto Hybernon Cysne, de Fortaleza, competindo em várias modalidades, responde a algumas perguntas para o PdC.


1- Como voce classifica o automobilismo brasileiro? Organização, pilotos e governo.

 O nosso auomobilismo ainda é muito empírico ou seja,  amador mesmo. O governo não ajuda em nada. Veja um exemplo: a Petrobrás patrocina um  carro de Fórmula 1, no entanto dá uma migalha de dinheiro para o automobilismo brasileiro. As fábricas nao ajudam em nada, e as leis de incentivo são muito difíceis de conseguir. Quanto a organização, só tem 02 categorias no país,  a Stock Car e a Fórmula Truck,  que ficam com um grupo de pessoas que ganham muito e nao ajudam em nada as equipes!! Os pilotos  são de um nível muito bom e respeitado no mundo todo,  mas no Brasil,  talvez uns 10 pilotos ganham salário,  o resto,  ou seja 99%,  pagam para correr ou tem um patrocínio que ajuda as custas parciais e o piloto completa o restante. Por isso quase todas as equipes de automobilismo do Brasil estão no vermelho  ficando de fora poucos times.
 
2- Quais os planos para 2012?

Esse ano de 2011 dei uma parada para cuidar de problemas pessoais e me dedicar um pouco mais nas minhas empresas,  mas em 2012 volto,   na Stock ou na GT3,  nao sei ainda,  mas patrocínio já está certo que é o mas difícil.
 

3- Qual a maior dificuldade para um piloto e como resolver?

A maior dificuldade é só uma:  grana!!!!!  Patrocínio voce só consegue se tiver amizade e bom conhecimento,  então sem grana,  sem corrida,  pois voce sabe que temos pilotos maravilhosos, rápidos mas sem correr porque não tem patrocinio e as equipes não podem pagar salário.


4- O que definitivamente voce não gosta de fazer?
De ficar em casa sem fazer nada,  sou muito ativo,  100% elétrico. Adoro adrenalina então, ficar sem fazer nada, detesto.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Jan Balder Piloto veterano e amante do automobilismo no PdC


Nascido na Holanda, em Amsterdã, Jan Balder veio para o Brasil com 8 anos de idade. De cronometrista da equipe Vemag,  começou a correr de moto em 1964 e em 1966 começou a correr de carro, então com 20 anos. Não parou mais. Formou dupla com Emerson Fittipaldi nas Mil milhas e participou de várias corridas de longa duração com pilotos como ele, consagrados. Jan Balder nos concedeu a entrevista abaixo:

1- Claro que existem diferenças tecnológicas abissais entre as carreteras e um Stock Car, mas a essência do piloto é a mesma, não importa se a 5, 10 ou 50 anos atrás... O que, na sua opinião, faz uma pessoa correr de carro?

        Como voce já disse- Os equipamentos cada um na sua época- o piloto acompanha esse desenvolvimento e cada qual tem seu limite, e andar nesse limite é o grande desafio e o prazer de tentar realizar.

2- Qual o carro de corrida que voce gostaria de ter pilotado e não teve seu sonho realizado.

Pilotei muitos modelos entre carros de Turismo, Protótipos e Fórmulas. Senti falta de não poder participar em prova longa na velha e longa pista de Nurburgring, com 22 Km. Estava quase tudo arranjado pelo meu amigo Antonio Carlos Scavone, mas infelizmente ele recebeu a bandeirada perto da chegada. Fiquei tão triste com a falta dele que abandonei o projeto. 


3- O que acha do renascimento da Fórmula Vee? O que deve ser feito para aprimorar a categoria?

 Acho que o automobilismo brasileiro precisa e muito de categorias intermediárias. Ao sair do kart, passar por uma categoria-escola é fundamental. A Fórmula Vee, recriada pelo Roberto zullino e outros é um bom passo, porem ficaria melhor com equipamento atualizado. Os motores Vw a ar fizeram muito, e atualmente sem produção, ficam obrigados a recorrer de peças no mercado paralelo.

4- Hoje, tirando a Stock Car e a Fórmula Truck, as demais categorias são combalidas no quesito arquibancada. O que voce acha que deve ser feito para atrair público aos autódromos?

As corridas brasileiras precisam de mais ações paralelas para atrair mais público. Ações ligadas diretamente ao automóvel. Falta, por exemplo em Interlagos  um museu com a história de como tudo se desenvolveu e evoluiu, esportiva e tecnicamente. Afinal a indústria automobilística mudou a cara do Brasil que em novo ciclo obteve inúmeros títulos em todas categorias internacionais.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pé de Pato Mangalô, mandingas e afins...


É sabido historicamente que o Homem é um ser supersticioso. É sabido tambem que o Brasileiro é mais supersticioso que a média mundial. Piloto de carro de corrida então, nem se fala. É um tal de fitinha no capacete, amuleto no bolso, entrar no carro com o pé direito, orações rezas e afins. Descobriu-se que na Fórmula 1 não é diferente. O atual bi-campeão Sebastian Vettel corre com um amuleto no bolso. O pluricampeão Michael Schumacher adotou um cachorro no Brasil e disse que ele lhe dava sorte. Sorte nesse caso, foi do animal, que antes era um cachorro de rua e agora vive uma vida de privilégios. Mas gostaria que cada um que lesse esse texto, postasse abaixo, nos comentários, qual a proteção que se utiliza. Eu por exemplo, sempre oro e peço a Deus por mim e pelos demais companheiros que estão na pista, principalmente com as condições adversas que a Fórmula Vee anda correndo ultimamente. Vamos lá, vamos ver as respostas

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Helena Soares, piloto de Rally e Musa da X-9 no Carnaval 2012



Ela já foi navegadora e hoje atua como piloto. Disputou o Rally dos Sertões, Mitsubishi Cup e o Paulista de regularidade. Foi na Escola de samba X-9 paulistana como piloto ( a X-9 terá o Rally dos Sertões como enredo) e saiu como a musa do carnaval da escola. Vejam abaixo o depoimento dela.

1- Como voce iniciou em corridas, o que te chamou para ficar, e quais os planos para 2012?
 Em 2006 participei de um rally em comemoração ao dia da mulher, na ocasião eu pilotei e minha irmã navegou... a gente nem sabia o que estava fazendo ali, mas eu me apaixonei, quis aprender , chamei o marido pra pilotar , comprei uma TR4 pra andar no campeonato Goiano de regularidade, neste mesmo ano, fiz o rally dos Sertões  na regularidade que foi uma escola pra mim. Andamos tambem no Mitsubishi Motorsports, e encerramos o ano de 2006 vice campeoes goianos.
Em 2007 disputamos o paulista de regularidade e o Brasileiro, fui campeã no Paulista e no brasileiro ficamos em terceiro lugar (vinhamos liderando ate que atolamos num riacho ) e em 2007 mesmo já partimos para um desafio maior, andar no cross country de velocidade. Começamos no mitsubishi cup e no rally dos Sertões, mas perdemos nossa caminhonete num incêndio durante a quinta etapa. Compramos outra e continuamos no esporte, mas a a partir disso somente no velocidade, por dificuldade de conciliar os calendários. A separação da dupla se deu por consequência do fim do casamento, embora ainda muito amigos. Continuei navegando até o ano passado quando decidi pilotar.
Minha estreia foi no rally dos amigos em Dezembro de 2010 e eu nem andei 4 kms de prova, bati numa árvore e acabei fora da competição, eu nunca havia nem sentado no banco do piloto e parti logo para um rally,  e aí que eu quis mesmo aprender, me senti desafiada por mim mesma, e abandonei de vez a navegação. A segunda prova foi este ano, em Barretos, duas especiais de 150 km, muita lama, lombas, trechos rápidos e trechos bem travados, tinha um pouco de tudo, e um super prime incrível com uma mega rampa de salto. Não deu outra, saltamos bem alto e foi um show a parte. Sem incidentes terminamos a etapa. E então esse ano, me aventurei em pilotar no Rally dos Sertões, o segundo maior do mundo e a edição mais difícil da história do rally. Fiz um rally de chegada, minha meta era colocar o carro no parque fechado da ultima etapa e conclui. Tivemos dois dias péssimos onde nao completamos a especial, em outros dias, tive problemas com embreagem, vinhamos em 7o. na categoria e eu percebi que dava pra chegar entre os cinco e pegar um podium... o que acabou não acontecendo devido a uma quebra. Na oitava etapa andamos forte, pulamos da 41a. colocação na geral pra 25a.,  e com isso veio a certeza que eu estava no caminho certo, que eu tenho potencial.
Então meu plano para 2012 é disputar na categoria. Antes eu andava com o mesmo carro de 2007, sem muita preparação, mas agora é diferente.Para o próximo ano vou investir mais no meu carro, na preparação e apoio nas provas, antes não adiantava muito pensar nisso , mas agora já é a hora de começar a dar trabalho para essa homarada ai. Para 2012 , vou continuar em dupla feminina, vamos disputar o Brasileiro e o Rally dos Sertões, havendo possbilidade de disputar o Paulista tambem, isso vai depender do calendário de provas.


2- Mãe e piloto de rally. Quais as semelhanças?

     Tento conciliar toda a minha vida ao esporte, pois claro que a familia é prioridade. Aqui em casa todos com excessão da minha filha mais velha gostamos de automobilismo e praticamos, meus dois filhos são pilotos de kart e disputam profissionalmente pelo Brasil todo. São muitas viagens e finais de semana dedicados ao esporte, eles tem planos para o futuro e eu incentivo muito, assim como eles me incentivam, se orgulham, e  a gente acaba trocando experiencias embora sejam modalidades distintas.



3- O que definitivamente voce não gosta nas corridas?

              De não participar! Por exemplo, esse fim de semana passado teve uma etapa que eu infelizmente não pude participar por questão de saúde, acho que todas as dificuldades, sejam qual for servem de experiência, e fazem parte do rally... não seria tão bom se não fosse difícil. Temos que contar com vários fatores, carro, competência, sorte, e imprevistos sempre acontecem. Pode ser que um regulamento falho ou alguma questão ligada a isso possa trazer certo descontentamento, o que geralmente, é raro acontecer. Sou definitivamente apaixonada pelo esporte, e quanto mais dificil, melhor.


4- Nunca pensou em competir numa categoria de asfalto?

           Gosto do clima do esporte off-road, não tem aquela rivalidade de pista, no rally é cada um querendo superar seu próprio limite, seu carro, a briga é dentro do carro, vence quem tem a melhor sincronia com o navegador, o melhor ajuste do carro dentro, do que é permitido no regulamento, quem tem mais sorte... No rally, cada um larga no seu tempo, e a diferença de uma largada para o outro carro é de dois minutos entre os ponteiros e um minuto do restante, vence quem completar o percurso em menos tempo, com isso, o carro alcançado é carro ultrapassado, não tem aquele mano a mano das pistas. Pelo contrário, a gente se ajuda, empresta peça, para pra dar uma forcinha... as vezes vc já vem na prova com algum problema e sabe que não esta mais na disputa e mesmo assim é prazeroso continuar andando forte , sentir a caminhonete escorregar, trazer de volta, e ai vê outro competidor atolado por exemplo, ai é ajudar, depois comemorar num churrasquinho no apoio... enfim... é uma grande familia. Claro que tem as disputas, mas é muito mais saudável. Quando eu penso em automobilismo de pista, logo penso na monotonia e previsibilidade, o rally me encanta pela imprevisão. A gente larga sem saber o que nos aguarda, o tipo de solo, as dificuldades, se é travada , se é rápida... a cada curva nao se sabe o que vem depois, se tem um barranco no escape ou se tem uma valeta na reta... fica tudo nas mãos do navegador que atua como se fosse os olhos do piloto.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Artmix, de Bruno Theil, no PdC


Bruno Theil, proprietário da Artmix e da Uracer, nos conta o que faz a cabeça dos pilotos.

Voce era um workholic, até que teve um problema de saúde. Quer nos contar sobre isso e como reagiu a essa situação?

Nunca deixei de ser workaholic, na verdade essa questão não se refere ao trabalho em si, mas é inerente tão somente a inquietude interna. A motivação que parece efervescer dentro de cada um de nós, mais em uns (mais criativos) e menos em outros (menos criativos, porém mais "calmos"). É ter uma idéia nova a cada três minutos, enquanto se faz cinco outras "coisas" simultaneamente. Isso não mudou, faz parte da minha essência... hoje em dia tento "dividir o uso dessa energia" entre trabalho, ser pai, ser marido, cuidar de si, o que faço com retiros estrategicamente posicionados entre as corridas e práticas diárias de meditação.

Quando voce sente a missão de "dever cumprido"?
 Por alguns minutos após entregar projetos grandiosos, mas essa sensação não dura mais de cinco minutos, então acredito que começo agora a sentir e aproveitar essa sensação, em especial após algumas perdas (Gustavo Sondermann, Dan Wheldon, ..) as quais também nos trazem sabedoria e nos abrem os olhos para os valores permanentes.
 Quais as dicas para fazer um capacete bonito? E o que deve ser evitado?
Para um capacete ficar realmente bonito, é necessário: percepção, planejamento, conceito, estilo, sensibilidade, e muito trabalho, muita dedicação, em todos os detalhes. Os detalhes fazem toda diferença e a Arte é algo que não tem fim, a Criação é algo abstrato até o momento de se materializar... então mesmo colocando todo seu esforço, sempre haverá pontos para serem melhorados. É por isso que a cada ano, a cada temporada e a cada Capacete, um fica mais bonito que o outro. O que deve ser evitado enquanto se cria e pinta um Capacete, é a postura negativa, isso acaba com qualquer tipo de trabalho. Para você ter uma idéia aqui nossos artistas trabalham sorrindo pelo prazer de criar com amor, mesmo quando estamos trabalhando sérios e compenetrados. Isso muda totalmente não só o resultado final do Capacete pronto, mas também purifica toda a atmosfera ao nosso redor, melhora o mundo e desperta o potencial criativo existente dentro de cada um nós.
Quais os planos da Artmix e da U-Racer para 2012?
 Os planos são de expansão, sobre Uracer muita coisa é estratégia e requer sigilo no momento. Já sobre ARTMIX nosso objetivo para 2012 é crescer no mínimo 20% em faturamento anual.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mãe de piloto, Mari Camilo nos conta um pouco das alegrias e preocupações




Ter um filho campeão em qualquer esporte, é, com certeza, orgulho para qualquer mãe. Mas no automobilismo esse orgulho vem junto com uma preocupação e cumplicidade inigualável. Thiago Camilo disputa a Stock Car, e sua mãe, Mari Camilo,  nos dá um depoimento bem interessante. Confira.


Eu gostaria que você falasse das agruras de ser mãe de piloto... de como lida com o perigo da pista, a deslealdade de alguns competidores, a injustiça que as vezes acontece por parte dos comissários ou da organização, a emoção de uma vitória, a tristeza de uma quebra.
                  Ser mãe de piloto, claro que não é fácil. Lido com emoções o tempo todo. Automobilismo é um esporte de risco, desde os 8 anos que Thiago está nas pistas e a cada prova existe uma emoção diferente. Impossível o coração não bater mais forte, ou eu permanecer calma, por mais que tente. Rezo muito pela proteção, peço a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que proteja a ele e a todos os pilotos SEMPRE.
DESLEALDADE. Piloto desleal! Não acredito nisso. Hoje em dia, falando de Stock Car, existe um alto nível de profissionalismo e regras estão sendo aplicadas com seriedade. Acredito em rivais dentro da pista, afinal todos estão lá por um mesmo objetivo.
INJUSTIÇA  = Tenho que ser espectadora nessa hora, pois às vezes, minha visão não é a mesma das autoridades competentes. O que não pode acontecer são erros ou precipitações em alguma penalização dada ao piloto. Aí sim diria que é injustiça. Qualquer erro, qualquer injustiça, pode custar um campeonato!
“LEIS E REGRAS SÃO FEITAS  PARA SEREM  CUMPRIDAS E SE ERROU TEM QUE PAGAR” !
Sobre a vitória, digo sempre que é o puro extase, a sensação única. Quanto as quebras, é uma tristeza e um peso na alma e uma dor no coração, porem nada acontece por acaso, Deus sabe o que faz. Neste esporte, temos que saber lidar com todo tipo de situação, o importante é seguir adiante de cabeça erguida.


 Quero saber como voce participa?? atuando ou apenas como espectadora?
Atuando sempre. Quando ele acelera, eu acelero junto, estou presente em cada momento, porem não me envolvo em assuntos PILOTO/EQUIPE/PILOTO. Se o Thiago me pergunta eu respondo, se me pede conselhos eu dou. Nada além disso.  Como espectadora, além de mãe e fã número 1, admiro o Thiago como pessoa, profissional dedicado e a cada ano me orgulho com a maturidade e evolução dele.
E por ultimo,voce gostaria que ele praticasse outro esporte??? ou que ganhasse a vida de outra forma.
Quando ele tinha 3 anos de idade ele já falava que seria piloto, eu dizia que piloto não era profissão e ele retrucava dizendo "é profissão e eu vou ser piloto".
Confesso que até tentei, por medo da velocidade, direcionar ele para outros esportes, mas em tudo que praticava sempre dizia que era apenas um hobby. E foi mesmo. Entrou na faculdade de propaganda e marketing, mas por conta das viagens e corridas, não conseguiu concluir. Enfim, ele escolheu automobilismo como profissão e hoje, não consigo vê-lo atuando em outra área.
             Para chegar aonde chegou, o caminho é longo, mas sei que com a dedicação e a paixão que tem pelo que faz, ainda vai muito longe. E nós, da família, estaremos sempre apoiando e torcendo. 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Orlando Sgarbi, da Corsa, no PdC


 Orlando Sgarbi, proprietário da Corsa, fala de segurança, inovações e futuro. Confira.
1- A Corsa hoje é uma das referências em equipamentos de segurança para competições. Gostaria que voce nos contasse qual a preocupação com desenvolvimento de novos produtos/materiais e qual a perspectiva da Corsa para o ano que vem?
A Corsa está sempre pesquisando novos materiais e equipamentos que possam minimizar danos aos pilotos em caso de acidentes ou melhorar o conforto na pilotagem de carros e karts.Os macacões evoluíram bastante neste últimos anos ficando mais leves, confortáveis e seguros. A disseminação do uso do Hans (restritor de movimento cervical) tem salvado vidas apesar de pouco divulgado. Creio que no próximo ano teremos uma novidade no que se refere a protetores cervicais com mais proteção e conforto. Este assunto tem muito a evoluir.
2- Em que situação voce acredita que está o automobilismo brasileiro. O que pode ser feito para incrementá-lo.
O automobilismo brasileiro precisa de “Planejamento” . A grande incógnita é o “o que irá acontecer no próximo ano e nos outros que se seguem?” .
Para incrementar e fortalecer o que já existe,  já valeria fazer um portfólio das categorias nacionais e rever o perfil dos pilotos a fim de restringir a participação em algumas delas.
Neste sentido o automobilismo regional precisa ser melhor valorizado e planejado também.
Se tivéssemos categorias de formulas regionais como temos no RS poderíamos treinar e garimpar novos talentos dos jovens que deixam o kart.
Hoje estes jovens de 15/16 anos saem do kart para participar de provas de fórmula nacionais e muitos vão direto para campeonatos internacionais sem a devida experiência.
3- Depois de trabalhar durante tanto tempo no backstage do esporte, numa das funções mais críticas (segurança), como voce vê o nível de segurança do automobilismo brasileiro em comparação a outros países
O que citei acima é um dos problemas;”pilotos sem experiência correndo em categorias rápidas”
Quanto à segurança propriamente dita, existe falta de exigência dos comissários técnicos quanto ao uso de equipamento adequado. Vejo provas regionais em que vários pilotos usam macacões de Kart, que são resistentes a rasgos e protegem os kartistas porem são péssimos em caso de incêndio. Podem virar uma tocha com a queima do materiais sintéticos. Brinco dizendo, “seria melhor correr pelado”.
Banco e cintos de má qualidade e vencidos também são comuns nestas provas.
Outro item que tem causado danos aos pilotos são os autódromos sem conservação com  áreas de escape inadequadas e guard rails ruins.
4- Não tem vontade de participar ativamente de competições, competindo, organizando uma categoria, sendo dirigente de equipe ou coisa assim?
Comecei como a maioria pilotando karts, em 1969. Depois de correr de kart muitos anos promovi e corri de F-200, umas provas de Copa Corsa e fiz três Mil Milhas, porem acho que não fui bom o suficiente como piloto e acho que me dei melhor como empresário mesmo.
Outras atividades como Promotor e dono de equipe não seriam compatíveis com o meu negocio principal que é a CORSA que não pretendo deixar.
Ser dirigente, não sei !! Acho que não é muito o meu perfil pois a política é muito necessária nestas funções e me acho muito pragmático.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Segunda Etapa Copa Mobil de Fórmula Vee




Para esta segunda etapa da Copa Mobil de Fórmula Vee, além da minha presença como piloto e de Claudio Cobeio como Chefe da equipe e mecânico, recebemos o reforço de seu neto Daniel, para a função de intendência e "faz tudo" na equipe. O que antes era apenas um dueto, agora se transformara num trio. E trio é uma coisa arriscada. Da mesma forma que poderíamos ser os Três Mosqueteiros, a sombra dos Três Patetas nos rondava.
            A chegada em Piracicaba se deu na quarta-feira, dia 12 de Outubro na oficina da TJ onde estava guardado nosso carro. Cobeio e Daniel começaram a retirada do câmbio antigo, para colocação do que levamos. A esperança era que esse, mais curto, fosse funcionar melhor no travado traçado da ECPA. Enquanto eles se atinham no câmbio, e ajustes no carro, eu e o Thomaz, sócio da TJ, nos encarregamos da difícil tarefa de providenciar um churrasco. Tudo ficou pronto com a rapidez de sempre, em se tratando do “Seo” Cobeio. E agora a confiança no carro era total, já que o câmbio foi a única peça que ainda não tínhamos mexido.
            Quinta-feira, tudo pronto, carro carregado na carreta, nos dirigimos ao ECPA para treinar. O Sol do dia anterior, já tinha nos abandonado, migrando para outros prados, nos preparando para o final de semana aquático. Chegamos à pista, e devido ao tempo ruim, com muita chuva, apenas acompanhamos um treino de um carro da TJ alugado para o piloto soteropolitano Rafael. Por razões econômicas e de clima abortamos nosso treino.
            Na sexta-feira, inscrição para a prova feita tinha o dia todo para treinar. Carro pronto, vários acertos feitos. Cambio novo, alavanca do cambio modificada para melhor manejo, amortecedores traseiros originais, para não causar polêmica no regulamento, ponto um pouco adiantado e fui para a pista. Molhada, muito molhada. O carro parecia bem na mão e eu me sentia bem a vontade, terminando o treino com a nítida sensação que estava tudo tranqüilo. Não cronometramos o tempo e percebo agora, a importância do GPS nessa fase de testes. Vai ser providenciado. A expectativa do treino cronometrado do sábado, aonde iria me comparar com os demais carros, era grande.
            No sábado pela manhã, treino livre cronometrado sem chuva, e entro na pista acompanhando o ritmo dos demais. Ao final do treino o quinto  lugar, me deixou bem estupefato, já que por ter apenas oito carros, achei que ia ficar mais para frente. A lição de casa foi feita com a sensação que estava tudo certo, e qual nossa surpresa, quando o “professor” cronômetro, nos coloca no nosso devido lugar. Tinha feito tudo que podia, acertos que só melhorariam a performance, estava pilotando com a sensação de fazer um traçado perfeito e o tempo não condizia com minha condição de pista. Mas é claro que tinha algo errado.
            Fomos para a tomada de tempo, e qual não foi nossa decepção ao ficarmos na sétima e penúltima posição, tomando mais de 2 segundos do pole position, Rodrigo Rosset.
            Segue classificação da tomada.
1º.  19  -  Rodrigo Rosset          1:17.082
2º.  26  -  Andre Nohra              1:17.378
3º.  78  -  Bruno Leme               1:18.412
4º.  84  -  Emmanuel Calonico   1:18.540
5º.  16  -  Ricardo Soares           1:18.666
6º.  89  -  Gláucio Doreto          1:18.980
7º.  27  -  Sérgio Silva                1:19.350
8º.  53  -  William Ayer             1:30.386

                   Vamos ao relato da corrida. Após uma hora do término da tomada de tempo, a chuva começou a cair, o que seria uma rotina até o término do dia. Saímos para formar o grid de largada e já dava pra perceber que minha situação ia ser de espera. Não tinha motor para acompanhar o resto do pelotão e não fosse o Thomaz da TJ insistir comigo para mexer na calibragem, eu não conseguiria ficar na pista nem por uma volta. Dada a largada o “spray” que levantava impedia de enxergar até o bico do carro. Saía do traçado dos carros da frente para tentar enxergar alguma coisa, mas me mantinha na mesma sétima posição da largada. Por volta da quinta ou sexta volta, Bruno Leme e Ricardo Soares, da mesma equipe, se enroscam na saída do “S” de baixa e o Bruno fica fora, entalado na zebra. Passo por ele cumprindo minha tarefa de terminar a prova, tão somente. Com Ricardo Soares poucos metros na minha frente, tomo um susto ao vê-lo rodar na saída da ferradura, quase causando um acidente comigo, no “Negro 27”. Consigo desviar, mas nem me animo muito, pois sabia que o teria no meu encalço em pouco tempo. Enquanto isso, lá na frente Rodrigo Rosset, capitaneava a fila, seguido por André Nohra, Emmanuel e Gláucio Doreto. William Ayer, que não conseguiu acertar seu carro, havia parado, sendo a única quebra de equipamento, entre os Vees.

            Na volta seguinte, ao passar pela ferradura, noto o carro do Ricardo Soares parado, indicando que ele também estava fora. Para mim, essa quinta colocação estava mais do suficiente, frente ao equipamento que dispúnhamos.
            Mais uma volta e Gláucio Doreto, perde o controle do carro no traçado encharcado da ECPA e roda. O suficiente para que eu pudesse ultrapassá-lo. Sabia que para segurar a quarta posição seria um milagre, pois o carro dele estava muito mais acertado que o meu. E não deu outra. Por mais de 10 voltas travamos um dos duelos mais bonitos já vistos por quem acompanha a Vee. Ele, com o carro muito mais forte, não conseguia enxergar o suficiente para me ultrapassar, em função do “spray” de água que meu carro jogava sobre o dele. Eu, só tinha uma coisa para fazer, encaixá-lo nos meus retrovisores e fazer a marcação de forma limpa e com esportividade. E foi o que foi feito até o fim da prova, me fazendo cruzar em quarto, ficando o Gláucio com a quinta posição e na frente nenhuma alteração.
            Grid de chegada
1º.  19  -  Rodrigo Rosset         
2º.  26  -  Andre Nohra             
3º.  84  -  Emmanuel Calonico 
4º.  27  -  Sérgio Silva
5º.  89  -  Gláucio Doreto
6º.  78  -   Bruno Leme            
7º.  16  -   Ricardo Soares        
8º.  53  -  William Ayer          

            Bandeira quadriculada agitada e com o sentimento de dever cumprido com o quarto lugar me encaminho para o parque fechado. O Comissário desportivo da FASP,  José Roberto Ricciardi, pede aos 3 primeiros colocados que retirem os carburadores para verificação do Venturi. O comissário tem uma ferramenta na mão com a exata medida de 22,12 mm, dando uma “sobra” de 0,12 mm no regulamento. Nos carburadores do carro 19 do Rosset e nos do carro 84 do Emmanuel, a ferramenta não passa pelo Venturi, mostrando que estavam dentro da medida. Porem nos carburadores do 26 de André Nohra, o gabarito passa, mostrando que estava “fora”. Só que aqui cabe uma ressalva. A peça era da medida especificada no regulamento e não havia nenhum indício de retrabalho. Além do que, a medida acusada na peça era de 22,42. Ficou público e notório que o ocorrido foi uma verdadeira fatalidade. Numa consulta jurídica rápida, deu-se o nome de “culpa de terceiro” para o ocorrido (quem fabricou ou quem vendeu).
            De caráter indiscutível, a TJ Competições vem trabalhando para o crescimento da categoria desde sua criação, sendo a equipe com o maior número de carros no grid. Improvável pensar, além de tudo, que um Venturi 0,42 mm maior, traria qualquer benefício, no estado em que se encontrava a pista. Porém, como regulamento é para ser seguido, o carro do piloto André Nohra, teve que ser desclassificado para manter a retidão e precisão da vistoria técnica, deixando o preparador Thomaz desconsolado. Um recurso será entregue na FASP essa semana, senão para tentar reverter o resultado final da corrida, para mostrar que a equipe preparadora de Piracicaba foi vítima de toda essa situação por um fator externo.
            Com a desclassificação de André Nohra, trago para São Paulo o troféu de terceiro lugar. Confesso que não me senti a vontade com a posição de terceiro no podium, porem, seria mais constrangedor ainda contestar o resultado dado pelos vistoriadores.
            Meu agradecimento aqui a todos que nos acolheram em Piracicaba, em especial ao Emmanuel e Thomaz, que nos cederam a TJ para que pudéssemos fazer ajustes no “negro 27” além de guardar o carro para a etapa de dezembro. Até lá.
Classificação final 2ª. Etapa Copa Mobil Fórmula Vee
1º.  19  -  Rodrigo Rosset                       
2º.  84  -  Emmanuel Calonico 
3º.  27  -  Sérgio Silva
4º.  89  -  Gláucio Doreto
5º.  78  -   Bruno Leme            
6º.  16  -   Ricardo Soares        
7º.  53  -  William Ayer