segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Débora Rodrigues, piloto da Fórmula Truck




Débora Rodrigues

Ela já foi babá, motorista de ônibus de bóias-frias e de caminhão, frentista de posto de gasolina, recepcionista ,secretária e apresentadora. Sua virada começou em outubro de 1997 ao receber o título de Musa dos Sem-terra e posar para a revista Playboy.
Filha de caminhoneiro, aprendeu a dirigir caminhões aos 12 anos e hoje se destaca na Fórmula Truck aonde começou a se interessar em 1998.

1-    Como é conciliar ser mãe de família e piloto?
É normal,afinal a maioria das mulheres trabalham e cuidam da casa, da família e tem uma profissão. A diferença e que minha profissão é ser piloto.

2- Voce tem vontade de correr em alguma outra categoria?

Gosto muito da Itaipava GT Brasil,quem sabe um dia...


3- Qual a maior dificuldade que voce vê para o praticante do nosso esporte?

o                                                        A maior dificuldade é patrocínio,  afinal o esporte a motor depende sempre de desenvolvimento,  e isso custa caro!

4- O que voce definitivamente não gosta de fazer?
o                                                        Detesto malhar! Mas é um mal necessário, não dá para fugir.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Celsa Bermello mãe e ex-esposa de piloto, administra a Paioli Racing



Celsa Bermello, mãe da piloto Graziela Paioli e ex-esposa do piloto Marcos Paioli, administra a Paioli Racing e  dá um depoimento ao PdC

1-Mãe de Piloto (Zizi Paioli), foi casada com o Piloto e Chefe de equipe (Marcos Paioli), e totalmente envolvida com o automobilismo, como é seu dia a dia?
Esclarecendo,  eu e o Marcos estamos separados há alguns anos mas continuamos trabalhando juntos e somos muito amigos.Meu dia é praticamente: a oficina, a pista e as viagens.Gerencio tudo, desde a compra de material de limpeza até a compra dos carros. Mas gosto muito de cuidar em casa,  das plantas e dos meus gatos.



2- Qual a sensação de ver o Marcos e a Zizi competindo. Quando eles estão na pista o que passa na sua cabeça?

A sensação de vê-los na pista é a resposta de um trabalho em família.  Mas te falo,  fico muito mais preocupada com a Zizi, o sentimento de mãe é diferente  e mais forte. Mas tenho preocupação pela segurança de qualquer piloto que esteja em nossa equipe.




3- Algum tempo atrás, uma cegonha com vários carros de voces,  pegou fogo. Voce pode falar sobre isso e de que forma superaram?

Foi um choque muito grande, 13 anos construindo uma equipe, perdemos 4 carros, 90% de nosso ferramental e a estrutura completa para compor dois box em Interlagos.Superamos com muito apoio de amigos e de nossos funcionários. Precisei demitir alguns que hoje estão conosco novamente.

4- Quais os planos da Paioli racing para 2012?
Continuaremos na Mercedes Benz Grand Challenge, e com os Clios no Regional, temos intenção de fazer as 24 de Interlagos em Janeiro, alguns pilotos nos procuraram.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Luis Tedesco, piloto de rally


1- Voce sempre se destacou no rally. Como acha que está a categoria no momento e quais as perspectivas para 2012 no geral e para voce?

       Na verdade só comecei a me destacar após 8 anos de rally. Como nada na vida é fácil, tivemos muito trabalho e persistência, pois nossos primeiros anos de rally foram desastrosos no quesito resultado;
O Rally é um esporte único, onde quem participa de uma prova, nunca mais esquece, falo isto pelas experiências contadas de diversos pilotos, inclusive da F1. A plástica do rally é única e quem assiste fica fascinado.

A nível de Brasil, creio que 2012 será um ano difícil, devido ao pouco investimento dos patrocinadores em virtude da queda nas vendas e também pela falta de sensibilidade da CBA em ver que as coisas não estão boas após a troca de gestão.

2- Nunca se interessou por velocidade no asfalto?
       No início não tinha interessa em andar em pista por ver que 99% dos pilotos eram inimigos, coisa bem diferente no rally onde temos amigos do Chile à Suécia. Agora um pouco mais maduro, posso pensar na idéia. Quem sabe aparece uma boa oportunidade.



3- Piloto/navegador. Como é essa relação?
       É uma relação de cumplicidade e parceria. Não adianta o navegador ser bom dentro do carro e não participar fora dele. É um time e desta forma devemos tratar. Sou um dos pilotos que mais formou navegadores no Brasil e tenho a honra de poder vê-los campeões, tanto comigo quanto com outros amigos pilotos.


4- Qual a grande dificuldade que voce encontra ainda hoje em dia?

             A falta de interesse de fabricantes de carros investindo na categoria. Fico abismado com a falta de criatividade dos Marketeiros de fábrica que não vêem o rally como uma ferramenta de trabalho. No rally os carros são testados 120%, portanto, um carro campeão de rally é tudo que uma fábrica precisa para divulgar seu produto. Robustez, resistência, confiabilidade, etc... Além disto quem não gosta de ver um carro de rally fazendo uma curva de lado ? Independente da paixão que tenho por este esporte, acho que as fábricas nacionais deveriam alertar para isto.
5- O que voce acha das categorias monomarcas?
              Não creio que seja uma forma de divulgar os produtos, uma vez que o carro que vencerá será o mesmo. Isto só valoriza o produto. Creio que um campeonato de monomarca pode ser usado para novos pilotos. Como um centro de captação de novos talentos. Diferente disto cada fábrica deve apostar em um time oficial e tentar vencer a concorrência.
             
6- Fale cobre a TedRacing?
           A TedRacing Sport é uma empresa especializada em Off-Road, onde prepara carros  e camionetas de rally. Também tem um centro de treinamento para novos pilotos, chamado Projeto Piloto. Neste projeto fazemos um teste com jovens pilotos e caso vemos que ele serve, oferecemos um pacote de serviços do time; carro, apoio mecânico, trenamento em pista, treinamento de levantamentos, assessoria de imprensa e tudo que um jovem precisa saber para ser um campeão.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Hybernon Cysne no PdC

O piloto Hybernon Cysne, de Fortaleza, competindo em várias modalidades, responde a algumas perguntas para o PdC.


1- Como voce classifica o automobilismo brasileiro? Organização, pilotos e governo.

 O nosso auomobilismo ainda é muito empírico ou seja,  amador mesmo. O governo não ajuda em nada. Veja um exemplo: a Petrobrás patrocina um  carro de Fórmula 1, no entanto dá uma migalha de dinheiro para o automobilismo brasileiro. As fábricas nao ajudam em nada, e as leis de incentivo são muito difíceis de conseguir. Quanto a organização, só tem 02 categorias no país,  a Stock Car e a Fórmula Truck,  que ficam com um grupo de pessoas que ganham muito e nao ajudam em nada as equipes!! Os pilotos  são de um nível muito bom e respeitado no mundo todo,  mas no Brasil,  talvez uns 10 pilotos ganham salário,  o resto,  ou seja 99%,  pagam para correr ou tem um patrocínio que ajuda as custas parciais e o piloto completa o restante. Por isso quase todas as equipes de automobilismo do Brasil estão no vermelho  ficando de fora poucos times.
 
2- Quais os planos para 2012?

Esse ano de 2011 dei uma parada para cuidar de problemas pessoais e me dedicar um pouco mais nas minhas empresas,  mas em 2012 volto,   na Stock ou na GT3,  nao sei ainda,  mas patrocínio já está certo que é o mas difícil.
 

3- Qual a maior dificuldade para um piloto e como resolver?

A maior dificuldade é só uma:  grana!!!!!  Patrocínio voce só consegue se tiver amizade e bom conhecimento,  então sem grana,  sem corrida,  pois voce sabe que temos pilotos maravilhosos, rápidos mas sem correr porque não tem patrocinio e as equipes não podem pagar salário.


4- O que definitivamente voce não gosta de fazer?
De ficar em casa sem fazer nada,  sou muito ativo,  100% elétrico. Adoro adrenalina então, ficar sem fazer nada, detesto.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Jan Balder Piloto veterano e amante do automobilismo no PdC


Nascido na Holanda, em Amsterdã, Jan Balder veio para o Brasil com 8 anos de idade. De cronometrista da equipe Vemag,  começou a correr de moto em 1964 e em 1966 começou a correr de carro, então com 20 anos. Não parou mais. Formou dupla com Emerson Fittipaldi nas Mil milhas e participou de várias corridas de longa duração com pilotos como ele, consagrados. Jan Balder nos concedeu a entrevista abaixo:

1- Claro que existem diferenças tecnológicas abissais entre as carreteras e um Stock Car, mas a essência do piloto é a mesma, não importa se a 5, 10 ou 50 anos atrás... O que, na sua opinião, faz uma pessoa correr de carro?

        Como voce já disse- Os equipamentos cada um na sua época- o piloto acompanha esse desenvolvimento e cada qual tem seu limite, e andar nesse limite é o grande desafio e o prazer de tentar realizar.

2- Qual o carro de corrida que voce gostaria de ter pilotado e não teve seu sonho realizado.

Pilotei muitos modelos entre carros de Turismo, Protótipos e Fórmulas. Senti falta de não poder participar em prova longa na velha e longa pista de Nurburgring, com 22 Km. Estava quase tudo arranjado pelo meu amigo Antonio Carlos Scavone, mas infelizmente ele recebeu a bandeirada perto da chegada. Fiquei tão triste com a falta dele que abandonei o projeto. 


3- O que acha do renascimento da Fórmula Vee? O que deve ser feito para aprimorar a categoria?

 Acho que o automobilismo brasileiro precisa e muito de categorias intermediárias. Ao sair do kart, passar por uma categoria-escola é fundamental. A Fórmula Vee, recriada pelo Roberto zullino e outros é um bom passo, porem ficaria melhor com equipamento atualizado. Os motores Vw a ar fizeram muito, e atualmente sem produção, ficam obrigados a recorrer de peças no mercado paralelo.

4- Hoje, tirando a Stock Car e a Fórmula Truck, as demais categorias são combalidas no quesito arquibancada. O que voce acha que deve ser feito para atrair público aos autódromos?

As corridas brasileiras precisam de mais ações paralelas para atrair mais público. Ações ligadas diretamente ao automóvel. Falta, por exemplo em Interlagos  um museu com a história de como tudo se desenvolveu e evoluiu, esportiva e tecnicamente. Afinal a indústria automobilística mudou a cara do Brasil que em novo ciclo obteve inúmeros títulos em todas categorias internacionais.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pé de Pato Mangalô, mandingas e afins...


É sabido historicamente que o Homem é um ser supersticioso. É sabido tambem que o Brasileiro é mais supersticioso que a média mundial. Piloto de carro de corrida então, nem se fala. É um tal de fitinha no capacete, amuleto no bolso, entrar no carro com o pé direito, orações rezas e afins. Descobriu-se que na Fórmula 1 não é diferente. O atual bi-campeão Sebastian Vettel corre com um amuleto no bolso. O pluricampeão Michael Schumacher adotou um cachorro no Brasil e disse que ele lhe dava sorte. Sorte nesse caso, foi do animal, que antes era um cachorro de rua e agora vive uma vida de privilégios. Mas gostaria que cada um que lesse esse texto, postasse abaixo, nos comentários, qual a proteção que se utiliza. Eu por exemplo, sempre oro e peço a Deus por mim e pelos demais companheiros que estão na pista, principalmente com as condições adversas que a Fórmula Vee anda correndo ultimamente. Vamos lá, vamos ver as respostas

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Helena Soares, piloto de Rally e Musa da X-9 no Carnaval 2012



Ela já foi navegadora e hoje atua como piloto. Disputou o Rally dos Sertões, Mitsubishi Cup e o Paulista de regularidade. Foi na Escola de samba X-9 paulistana como piloto ( a X-9 terá o Rally dos Sertões como enredo) e saiu como a musa do carnaval da escola. Vejam abaixo o depoimento dela.

1- Como voce iniciou em corridas, o que te chamou para ficar, e quais os planos para 2012?
 Em 2006 participei de um rally em comemoração ao dia da mulher, na ocasião eu pilotei e minha irmã navegou... a gente nem sabia o que estava fazendo ali, mas eu me apaixonei, quis aprender , chamei o marido pra pilotar , comprei uma TR4 pra andar no campeonato Goiano de regularidade, neste mesmo ano, fiz o rally dos Sertões  na regularidade que foi uma escola pra mim. Andamos tambem no Mitsubishi Motorsports, e encerramos o ano de 2006 vice campeoes goianos.
Em 2007 disputamos o paulista de regularidade e o Brasileiro, fui campeã no Paulista e no brasileiro ficamos em terceiro lugar (vinhamos liderando ate que atolamos num riacho ) e em 2007 mesmo já partimos para um desafio maior, andar no cross country de velocidade. Começamos no mitsubishi cup e no rally dos Sertões, mas perdemos nossa caminhonete num incêndio durante a quinta etapa. Compramos outra e continuamos no esporte, mas a a partir disso somente no velocidade, por dificuldade de conciliar os calendários. A separação da dupla se deu por consequência do fim do casamento, embora ainda muito amigos. Continuei navegando até o ano passado quando decidi pilotar.
Minha estreia foi no rally dos amigos em Dezembro de 2010 e eu nem andei 4 kms de prova, bati numa árvore e acabei fora da competição, eu nunca havia nem sentado no banco do piloto e parti logo para um rally,  e aí que eu quis mesmo aprender, me senti desafiada por mim mesma, e abandonei de vez a navegação. A segunda prova foi este ano, em Barretos, duas especiais de 150 km, muita lama, lombas, trechos rápidos e trechos bem travados, tinha um pouco de tudo, e um super prime incrível com uma mega rampa de salto. Não deu outra, saltamos bem alto e foi um show a parte. Sem incidentes terminamos a etapa. E então esse ano, me aventurei em pilotar no Rally dos Sertões, o segundo maior do mundo e a edição mais difícil da história do rally. Fiz um rally de chegada, minha meta era colocar o carro no parque fechado da ultima etapa e conclui. Tivemos dois dias péssimos onde nao completamos a especial, em outros dias, tive problemas com embreagem, vinhamos em 7o. na categoria e eu percebi que dava pra chegar entre os cinco e pegar um podium... o que acabou não acontecendo devido a uma quebra. Na oitava etapa andamos forte, pulamos da 41a. colocação na geral pra 25a.,  e com isso veio a certeza que eu estava no caminho certo, que eu tenho potencial.
Então meu plano para 2012 é disputar na categoria. Antes eu andava com o mesmo carro de 2007, sem muita preparação, mas agora é diferente.Para o próximo ano vou investir mais no meu carro, na preparação e apoio nas provas, antes não adiantava muito pensar nisso , mas agora já é a hora de começar a dar trabalho para essa homarada ai. Para 2012 , vou continuar em dupla feminina, vamos disputar o Brasileiro e o Rally dos Sertões, havendo possbilidade de disputar o Paulista tambem, isso vai depender do calendário de provas.


2- Mãe e piloto de rally. Quais as semelhanças?

     Tento conciliar toda a minha vida ao esporte, pois claro que a familia é prioridade. Aqui em casa todos com excessão da minha filha mais velha gostamos de automobilismo e praticamos, meus dois filhos são pilotos de kart e disputam profissionalmente pelo Brasil todo. São muitas viagens e finais de semana dedicados ao esporte, eles tem planos para o futuro e eu incentivo muito, assim como eles me incentivam, se orgulham, e  a gente acaba trocando experiencias embora sejam modalidades distintas.



3- O que definitivamente voce não gosta nas corridas?

              De não participar! Por exemplo, esse fim de semana passado teve uma etapa que eu infelizmente não pude participar por questão de saúde, acho que todas as dificuldades, sejam qual for servem de experiência, e fazem parte do rally... não seria tão bom se não fosse difícil. Temos que contar com vários fatores, carro, competência, sorte, e imprevistos sempre acontecem. Pode ser que um regulamento falho ou alguma questão ligada a isso possa trazer certo descontentamento, o que geralmente, é raro acontecer. Sou definitivamente apaixonada pelo esporte, e quanto mais dificil, melhor.


4- Nunca pensou em competir numa categoria de asfalto?

           Gosto do clima do esporte off-road, não tem aquela rivalidade de pista, no rally é cada um querendo superar seu próprio limite, seu carro, a briga é dentro do carro, vence quem tem a melhor sincronia com o navegador, o melhor ajuste do carro dentro, do que é permitido no regulamento, quem tem mais sorte... No rally, cada um larga no seu tempo, e a diferença de uma largada para o outro carro é de dois minutos entre os ponteiros e um minuto do restante, vence quem completar o percurso em menos tempo, com isso, o carro alcançado é carro ultrapassado, não tem aquele mano a mano das pistas. Pelo contrário, a gente se ajuda, empresta peça, para pra dar uma forcinha... as vezes vc já vem na prova com algum problema e sabe que não esta mais na disputa e mesmo assim é prazeroso continuar andando forte , sentir a caminhonete escorregar, trazer de volta, e ai vê outro competidor atolado por exemplo, ai é ajudar, depois comemorar num churrasquinho no apoio... enfim... é uma grande familia. Claro que tem as disputas, mas é muito mais saudável. Quando eu penso em automobilismo de pista, logo penso na monotonia e previsibilidade, o rally me encanta pela imprevisão. A gente larga sem saber o que nos aguarda, o tipo de solo, as dificuldades, se é travada , se é rápida... a cada curva nao se sabe o que vem depois, se tem um barranco no escape ou se tem uma valeta na reta... fica tudo nas mãos do navegador que atua como se fosse os olhos do piloto.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Artmix, de Bruno Theil, no PdC


Bruno Theil, proprietário da Artmix e da Uracer, nos conta o que faz a cabeça dos pilotos.

Voce era um workholic, até que teve um problema de saúde. Quer nos contar sobre isso e como reagiu a essa situação?

Nunca deixei de ser workaholic, na verdade essa questão não se refere ao trabalho em si, mas é inerente tão somente a inquietude interna. A motivação que parece efervescer dentro de cada um de nós, mais em uns (mais criativos) e menos em outros (menos criativos, porém mais "calmos"). É ter uma idéia nova a cada três minutos, enquanto se faz cinco outras "coisas" simultaneamente. Isso não mudou, faz parte da minha essência... hoje em dia tento "dividir o uso dessa energia" entre trabalho, ser pai, ser marido, cuidar de si, o que faço com retiros estrategicamente posicionados entre as corridas e práticas diárias de meditação.

Quando voce sente a missão de "dever cumprido"?
 Por alguns minutos após entregar projetos grandiosos, mas essa sensação não dura mais de cinco minutos, então acredito que começo agora a sentir e aproveitar essa sensação, em especial após algumas perdas (Gustavo Sondermann, Dan Wheldon, ..) as quais também nos trazem sabedoria e nos abrem os olhos para os valores permanentes.
 Quais as dicas para fazer um capacete bonito? E o que deve ser evitado?
Para um capacete ficar realmente bonito, é necessário: percepção, planejamento, conceito, estilo, sensibilidade, e muito trabalho, muita dedicação, em todos os detalhes. Os detalhes fazem toda diferença e a Arte é algo que não tem fim, a Criação é algo abstrato até o momento de se materializar... então mesmo colocando todo seu esforço, sempre haverá pontos para serem melhorados. É por isso que a cada ano, a cada temporada e a cada Capacete, um fica mais bonito que o outro. O que deve ser evitado enquanto se cria e pinta um Capacete, é a postura negativa, isso acaba com qualquer tipo de trabalho. Para você ter uma idéia aqui nossos artistas trabalham sorrindo pelo prazer de criar com amor, mesmo quando estamos trabalhando sérios e compenetrados. Isso muda totalmente não só o resultado final do Capacete pronto, mas também purifica toda a atmosfera ao nosso redor, melhora o mundo e desperta o potencial criativo existente dentro de cada um nós.
Quais os planos da Artmix e da U-Racer para 2012?
 Os planos são de expansão, sobre Uracer muita coisa é estratégia e requer sigilo no momento. Já sobre ARTMIX nosso objetivo para 2012 é crescer no mínimo 20% em faturamento anual.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mãe de piloto, Mari Camilo nos conta um pouco das alegrias e preocupações




Ter um filho campeão em qualquer esporte, é, com certeza, orgulho para qualquer mãe. Mas no automobilismo esse orgulho vem junto com uma preocupação e cumplicidade inigualável. Thiago Camilo disputa a Stock Car, e sua mãe, Mari Camilo,  nos dá um depoimento bem interessante. Confira.


Eu gostaria que você falasse das agruras de ser mãe de piloto... de como lida com o perigo da pista, a deslealdade de alguns competidores, a injustiça que as vezes acontece por parte dos comissários ou da organização, a emoção de uma vitória, a tristeza de uma quebra.
                  Ser mãe de piloto, claro que não é fácil. Lido com emoções o tempo todo. Automobilismo é um esporte de risco, desde os 8 anos que Thiago está nas pistas e a cada prova existe uma emoção diferente. Impossível o coração não bater mais forte, ou eu permanecer calma, por mais que tente. Rezo muito pela proteção, peço a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que proteja a ele e a todos os pilotos SEMPRE.
DESLEALDADE. Piloto desleal! Não acredito nisso. Hoje em dia, falando de Stock Car, existe um alto nível de profissionalismo e regras estão sendo aplicadas com seriedade. Acredito em rivais dentro da pista, afinal todos estão lá por um mesmo objetivo.
INJUSTIÇA  = Tenho que ser espectadora nessa hora, pois às vezes, minha visão não é a mesma das autoridades competentes. O que não pode acontecer são erros ou precipitações em alguma penalização dada ao piloto. Aí sim diria que é injustiça. Qualquer erro, qualquer injustiça, pode custar um campeonato!
“LEIS E REGRAS SÃO FEITAS  PARA SEREM  CUMPRIDAS E SE ERROU TEM QUE PAGAR” !
Sobre a vitória, digo sempre que é o puro extase, a sensação única. Quanto as quebras, é uma tristeza e um peso na alma e uma dor no coração, porem nada acontece por acaso, Deus sabe o que faz. Neste esporte, temos que saber lidar com todo tipo de situação, o importante é seguir adiante de cabeça erguida.


 Quero saber como voce participa?? atuando ou apenas como espectadora?
Atuando sempre. Quando ele acelera, eu acelero junto, estou presente em cada momento, porem não me envolvo em assuntos PILOTO/EQUIPE/PILOTO. Se o Thiago me pergunta eu respondo, se me pede conselhos eu dou. Nada além disso.  Como espectadora, além de mãe e fã número 1, admiro o Thiago como pessoa, profissional dedicado e a cada ano me orgulho com a maturidade e evolução dele.
E por ultimo,voce gostaria que ele praticasse outro esporte??? ou que ganhasse a vida de outra forma.
Quando ele tinha 3 anos de idade ele já falava que seria piloto, eu dizia que piloto não era profissão e ele retrucava dizendo "é profissão e eu vou ser piloto".
Confesso que até tentei, por medo da velocidade, direcionar ele para outros esportes, mas em tudo que praticava sempre dizia que era apenas um hobby. E foi mesmo. Entrou na faculdade de propaganda e marketing, mas por conta das viagens e corridas, não conseguiu concluir. Enfim, ele escolheu automobilismo como profissão e hoje, não consigo vê-lo atuando em outra área.
             Para chegar aonde chegou, o caminho é longo, mas sei que com a dedicação e a paixão que tem pelo que faz, ainda vai muito longe. E nós, da família, estaremos sempre apoiando e torcendo. 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Orlando Sgarbi, da Corsa, no PdC


 Orlando Sgarbi, proprietário da Corsa, fala de segurança, inovações e futuro. Confira.
1- A Corsa hoje é uma das referências em equipamentos de segurança para competições. Gostaria que voce nos contasse qual a preocupação com desenvolvimento de novos produtos/materiais e qual a perspectiva da Corsa para o ano que vem?
A Corsa está sempre pesquisando novos materiais e equipamentos que possam minimizar danos aos pilotos em caso de acidentes ou melhorar o conforto na pilotagem de carros e karts.Os macacões evoluíram bastante neste últimos anos ficando mais leves, confortáveis e seguros. A disseminação do uso do Hans (restritor de movimento cervical) tem salvado vidas apesar de pouco divulgado. Creio que no próximo ano teremos uma novidade no que se refere a protetores cervicais com mais proteção e conforto. Este assunto tem muito a evoluir.
2- Em que situação voce acredita que está o automobilismo brasileiro. O que pode ser feito para incrementá-lo.
O automobilismo brasileiro precisa de “Planejamento” . A grande incógnita é o “o que irá acontecer no próximo ano e nos outros que se seguem?” .
Para incrementar e fortalecer o que já existe,  já valeria fazer um portfólio das categorias nacionais e rever o perfil dos pilotos a fim de restringir a participação em algumas delas.
Neste sentido o automobilismo regional precisa ser melhor valorizado e planejado também.
Se tivéssemos categorias de formulas regionais como temos no RS poderíamos treinar e garimpar novos talentos dos jovens que deixam o kart.
Hoje estes jovens de 15/16 anos saem do kart para participar de provas de fórmula nacionais e muitos vão direto para campeonatos internacionais sem a devida experiência.
3- Depois de trabalhar durante tanto tempo no backstage do esporte, numa das funções mais críticas (segurança), como voce vê o nível de segurança do automobilismo brasileiro em comparação a outros países
O que citei acima é um dos problemas;”pilotos sem experiência correndo em categorias rápidas”
Quanto à segurança propriamente dita, existe falta de exigência dos comissários técnicos quanto ao uso de equipamento adequado. Vejo provas regionais em que vários pilotos usam macacões de Kart, que são resistentes a rasgos e protegem os kartistas porem são péssimos em caso de incêndio. Podem virar uma tocha com a queima do materiais sintéticos. Brinco dizendo, “seria melhor correr pelado”.
Banco e cintos de má qualidade e vencidos também são comuns nestas provas.
Outro item que tem causado danos aos pilotos são os autódromos sem conservação com  áreas de escape inadequadas e guard rails ruins.
4- Não tem vontade de participar ativamente de competições, competindo, organizando uma categoria, sendo dirigente de equipe ou coisa assim?
Comecei como a maioria pilotando karts, em 1969. Depois de correr de kart muitos anos promovi e corri de F-200, umas provas de Copa Corsa e fiz três Mil Milhas, porem acho que não fui bom o suficiente como piloto e acho que me dei melhor como empresário mesmo.
Outras atividades como Promotor e dono de equipe não seriam compatíveis com o meu negocio principal que é a CORSA que não pretendo deixar.
Ser dirigente, não sei !! Acho que não é muito o meu perfil pois a política é muito necessária nestas funções e me acho muito pragmático.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Segunda Etapa Copa Mobil de Fórmula Vee




Para esta segunda etapa da Copa Mobil de Fórmula Vee, além da minha presença como piloto e de Claudio Cobeio como Chefe da equipe e mecânico, recebemos o reforço de seu neto Daniel, para a função de intendência e "faz tudo" na equipe. O que antes era apenas um dueto, agora se transformara num trio. E trio é uma coisa arriscada. Da mesma forma que poderíamos ser os Três Mosqueteiros, a sombra dos Três Patetas nos rondava.
            A chegada em Piracicaba se deu na quarta-feira, dia 12 de Outubro na oficina da TJ onde estava guardado nosso carro. Cobeio e Daniel começaram a retirada do câmbio antigo, para colocação do que levamos. A esperança era que esse, mais curto, fosse funcionar melhor no travado traçado da ECPA. Enquanto eles se atinham no câmbio, e ajustes no carro, eu e o Thomaz, sócio da TJ, nos encarregamos da difícil tarefa de providenciar um churrasco. Tudo ficou pronto com a rapidez de sempre, em se tratando do “Seo” Cobeio. E agora a confiança no carro era total, já que o câmbio foi a única peça que ainda não tínhamos mexido.
            Quinta-feira, tudo pronto, carro carregado na carreta, nos dirigimos ao ECPA para treinar. O Sol do dia anterior, já tinha nos abandonado, migrando para outros prados, nos preparando para o final de semana aquático. Chegamos à pista, e devido ao tempo ruim, com muita chuva, apenas acompanhamos um treino de um carro da TJ alugado para o piloto soteropolitano Rafael. Por razões econômicas e de clima abortamos nosso treino.
            Na sexta-feira, inscrição para a prova feita tinha o dia todo para treinar. Carro pronto, vários acertos feitos. Cambio novo, alavanca do cambio modificada para melhor manejo, amortecedores traseiros originais, para não causar polêmica no regulamento, ponto um pouco adiantado e fui para a pista. Molhada, muito molhada. O carro parecia bem na mão e eu me sentia bem a vontade, terminando o treino com a nítida sensação que estava tudo tranqüilo. Não cronometramos o tempo e percebo agora, a importância do GPS nessa fase de testes. Vai ser providenciado. A expectativa do treino cronometrado do sábado, aonde iria me comparar com os demais carros, era grande.
            No sábado pela manhã, treino livre cronometrado sem chuva, e entro na pista acompanhando o ritmo dos demais. Ao final do treino o quinto  lugar, me deixou bem estupefato, já que por ter apenas oito carros, achei que ia ficar mais para frente. A lição de casa foi feita com a sensação que estava tudo certo, e qual nossa surpresa, quando o “professor” cronômetro, nos coloca no nosso devido lugar. Tinha feito tudo que podia, acertos que só melhorariam a performance, estava pilotando com a sensação de fazer um traçado perfeito e o tempo não condizia com minha condição de pista. Mas é claro que tinha algo errado.
            Fomos para a tomada de tempo, e qual não foi nossa decepção ao ficarmos na sétima e penúltima posição, tomando mais de 2 segundos do pole position, Rodrigo Rosset.
            Segue classificação da tomada.
1º.  19  -  Rodrigo Rosset          1:17.082
2º.  26  -  Andre Nohra              1:17.378
3º.  78  -  Bruno Leme               1:18.412
4º.  84  -  Emmanuel Calonico   1:18.540
5º.  16  -  Ricardo Soares           1:18.666
6º.  89  -  Gláucio Doreto          1:18.980
7º.  27  -  Sérgio Silva                1:19.350
8º.  53  -  William Ayer             1:30.386

                   Vamos ao relato da corrida. Após uma hora do término da tomada de tempo, a chuva começou a cair, o que seria uma rotina até o término do dia. Saímos para formar o grid de largada e já dava pra perceber que minha situação ia ser de espera. Não tinha motor para acompanhar o resto do pelotão e não fosse o Thomaz da TJ insistir comigo para mexer na calibragem, eu não conseguiria ficar na pista nem por uma volta. Dada a largada o “spray” que levantava impedia de enxergar até o bico do carro. Saía do traçado dos carros da frente para tentar enxergar alguma coisa, mas me mantinha na mesma sétima posição da largada. Por volta da quinta ou sexta volta, Bruno Leme e Ricardo Soares, da mesma equipe, se enroscam na saída do “S” de baixa e o Bruno fica fora, entalado na zebra. Passo por ele cumprindo minha tarefa de terminar a prova, tão somente. Com Ricardo Soares poucos metros na minha frente, tomo um susto ao vê-lo rodar na saída da ferradura, quase causando um acidente comigo, no “Negro 27”. Consigo desviar, mas nem me animo muito, pois sabia que o teria no meu encalço em pouco tempo. Enquanto isso, lá na frente Rodrigo Rosset, capitaneava a fila, seguido por André Nohra, Emmanuel e Gláucio Doreto. William Ayer, que não conseguiu acertar seu carro, havia parado, sendo a única quebra de equipamento, entre os Vees.

            Na volta seguinte, ao passar pela ferradura, noto o carro do Ricardo Soares parado, indicando que ele também estava fora. Para mim, essa quinta colocação estava mais do suficiente, frente ao equipamento que dispúnhamos.
            Mais uma volta e Gláucio Doreto, perde o controle do carro no traçado encharcado da ECPA e roda. O suficiente para que eu pudesse ultrapassá-lo. Sabia que para segurar a quarta posição seria um milagre, pois o carro dele estava muito mais acertado que o meu. E não deu outra. Por mais de 10 voltas travamos um dos duelos mais bonitos já vistos por quem acompanha a Vee. Ele, com o carro muito mais forte, não conseguia enxergar o suficiente para me ultrapassar, em função do “spray” de água que meu carro jogava sobre o dele. Eu, só tinha uma coisa para fazer, encaixá-lo nos meus retrovisores e fazer a marcação de forma limpa e com esportividade. E foi o que foi feito até o fim da prova, me fazendo cruzar em quarto, ficando o Gláucio com a quinta posição e na frente nenhuma alteração.
            Grid de chegada
1º.  19  -  Rodrigo Rosset         
2º.  26  -  Andre Nohra             
3º.  84  -  Emmanuel Calonico 
4º.  27  -  Sérgio Silva
5º.  89  -  Gláucio Doreto
6º.  78  -   Bruno Leme            
7º.  16  -   Ricardo Soares        
8º.  53  -  William Ayer          

            Bandeira quadriculada agitada e com o sentimento de dever cumprido com o quarto lugar me encaminho para o parque fechado. O Comissário desportivo da FASP,  José Roberto Ricciardi, pede aos 3 primeiros colocados que retirem os carburadores para verificação do Venturi. O comissário tem uma ferramenta na mão com a exata medida de 22,12 mm, dando uma “sobra” de 0,12 mm no regulamento. Nos carburadores do carro 19 do Rosset e nos do carro 84 do Emmanuel, a ferramenta não passa pelo Venturi, mostrando que estavam dentro da medida. Porem nos carburadores do 26 de André Nohra, o gabarito passa, mostrando que estava “fora”. Só que aqui cabe uma ressalva. A peça era da medida especificada no regulamento e não havia nenhum indício de retrabalho. Além do que, a medida acusada na peça era de 22,42. Ficou público e notório que o ocorrido foi uma verdadeira fatalidade. Numa consulta jurídica rápida, deu-se o nome de “culpa de terceiro” para o ocorrido (quem fabricou ou quem vendeu).
            De caráter indiscutível, a TJ Competições vem trabalhando para o crescimento da categoria desde sua criação, sendo a equipe com o maior número de carros no grid. Improvável pensar, além de tudo, que um Venturi 0,42 mm maior, traria qualquer benefício, no estado em que se encontrava a pista. Porém, como regulamento é para ser seguido, o carro do piloto André Nohra, teve que ser desclassificado para manter a retidão e precisão da vistoria técnica, deixando o preparador Thomaz desconsolado. Um recurso será entregue na FASP essa semana, senão para tentar reverter o resultado final da corrida, para mostrar que a equipe preparadora de Piracicaba foi vítima de toda essa situação por um fator externo.
            Com a desclassificação de André Nohra, trago para São Paulo o troféu de terceiro lugar. Confesso que não me senti a vontade com a posição de terceiro no podium, porem, seria mais constrangedor ainda contestar o resultado dado pelos vistoriadores.
            Meu agradecimento aqui a todos que nos acolheram em Piracicaba, em especial ao Emmanuel e Thomaz, que nos cederam a TJ para que pudéssemos fazer ajustes no “negro 27” além de guardar o carro para a etapa de dezembro. Até lá.
Classificação final 2ª. Etapa Copa Mobil Fórmula Vee
1º.  19  -  Rodrigo Rosset                       
2º.  84  -  Emmanuel Calonico 
3º.  27  -  Sérgio Silva
4º.  89  -  Gláucio Doreto
5º.  78  -   Bruno Leme            
6º.  16  -   Ricardo Soares        
7º.  53  -  William Ayer   
       

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vigilante Rodoviário - Carlos Miranda no PdC


" De noite ou de dia, firme no volante, vai pela rodovia, bravo vigilante..." quem tem 40 e alguns anos ou mais, lembra dessa música,  que era o tema do primeiro seriado da TV brasileira e habitou o imaginário da infância de muitos brasileiros. Hoje no PdC, Carlos Miranda conta um pouco do seu personagem.


Voce, através de seu personagem, o Vigilante Carlos, do seriado Vigilante Rodoviário, o primeiro da TV brasileira teve uma participação importante na infância de muitas pessoas, hoje já homens feitos. Como voce vê isso?

A importância na vida de várias crianças, hoje adultos foi fruto de um trabalho sério e  preocupado com a ética e os bons exemplos.


Porque, na sua opinião,  não tivemos uma segunda fase do programa, ou um programa mais atualizado? Teve vontade de fazê-lo?

A série terminou porque a Nestlé que era a patrocinadora não viu mais interesse em continuar. Na época pensamos em fazer uma continuação, mas os recursos eram poucos, e eu entrei para a Polícia 3 anos após o término da série (chegou a tenente coronel da Polícia Rodoviária).


Voce já foi político,e,  se aposentou na  polícia rodoviária. Qual sua atividade hoje em dia?

Hoje em dia eu me apresento em Encontro de Carros Antigos - resgatando a memória da tv brasileira -; dou palestras em escolas sobre educação no trânsito, e participo de comemorações cívicas em varias cidades por todo o Brasil.


Voce tinha um cachorro fiel,  o Lobo,  e um Simca Chambord, além de uma moto Harley Davidson. Hoje em dia, nas filmagens, se utilizam vários animais para se fazer um mesmo personagem. O Lobo era apenas um? Era seu mesmo?

O Lobo era apenas um, e era de um policial amigo meu. Ele já trabalhava em comerciais, inclusive era o logotipo dos Móveis de aço "Fiel".
Para mais informações é só visitarem meu site meu site: www.vigilantecarlosmiranda.com.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Djalma Fogaça no PdC

Djalma Fogaça, chefe da equipe DF motorsport de Fórmula truck e pai do piloto Fabio Fogaça fala sobre equipes e planos para o futuro.






Como é ser pai e chefe de equipe ao mesmo tempo?



Sem duvida, estou curtindo muito ser pai de piloto, pois ele está em uma equipe muito bem organizada, com pessoas altamente profissionais como é a equipe ProGP do Duda Pamplona, então lá,sou um mero espectador ,e na truck com a Dfmotorsport, é bem punk, pois tem todo o compromisso com a fábrica (Ford) e todos os patrocinadores tambem. é bem dificil.



Voce já foi piloto. Como isso influencia a análise dos seus pilotos?




Eu sou muito crítico na análise dos pilotos, penso que hoje tem muito piloto preocupado com a TV, com assessor de imprensa, academia, capacete e sapatilhas bonitas, mas que na realidade não guiam nada, nao se dedicam e não tem foco naquilo que estão ali pra fazer, que é o desenvolvimento do equipamento e a corrida em si e todo trabalho com os engenheiros.


Quais os planos da DF para 2012?

Os planos são de continuar os trabalhos desse ano com os pilotos que estão conosco (Cristina Rosito e Danilo Dirani) e tentar um fechar com mais um piloto  para ter um poder maior de disputa com outras fábricas e times!

sábado, 8 de outubro de 2011

Piloto Pedro Gomes

o      

  
       Piloto mais do que situado no automobilismo brasileiro, Pedro Gomes fala das dificuldades e dos planos da volta por cima em 2012.

       Voce está parado esse ano né?
     Na verdade eu fiz duas provas na F-truck este ano, em São Paulo e Londrina


        Como é andar de truck, para quem sempre andou de carro?
       É totalmente diferente. Em qualquer carro de corrida, quanto mais próximo do limite o piloto vai, mais rápido o tempo aparece no cronômetro. Nos trucks voce tem que achar um meio-termo, entre essa agressividade, mas levando em consideração que tem que ter muito cuidado, e a sensibilidade para não passar do limite, pois com 4,5 tons de peso, uma vez que se passa do limite fica muuuuito difiícil de trazer de volta, o que nos carros é uma constante...


       Voce, provavelmente está parado pelo mesmo motivo que param 99% das pessoas que conheço, falta de patrocinio não é?

      Eu sou piloto profissional há 13 anos, e sempre foi uma luta muito grande com relação a ter bons patrocínios, e durante todo esse tempo nunca pude reclamar, muito pelo contrário, sempre tive grandes empresas me apoiando, ocorre que na temporada de 2010, foi o 1o ano que realmente pude escolher a equipe que eu quisesse na Stock Car, e como sempre admirei muito o trabalho do Mauro Vogel acabei indo pra lá, aonde tinha o Thiago Camilo na equipe há quase seis anos, e nesse tempo todo ele sempre esteve disputando títulos, então das vagas que tinham acabou sendo uma questão lógica. Ocorreu que o Mauro não passou por um bom ano e tanto eu quanto o Thiago não conseguimos bons resultados, e eu estava com patrocinador novo,  a Ecopads e CompraFacil.com , portanto ficou quase impossível renovar para outra temporada. O convite da F Truck não foi de agora, já vem de um ano e meio ou dois que venho acompanhando a categoria, resolvi aceitar, e acabei tomando gosto de verdade pela categoria , tanto que meus planos pra 2012 são,  de firmar um contrato com uma equipe competitiva para poder disputar com o pessoal que anda na frente.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cláudio Reis fala sobre sua trajetória, Parakart, publico e muito mais. Confira




Entrevista com Claudio Reis, piloto, criador do melhor site de kart nacional, fotógrafo de competições. Acompanhe

Estou no automobilismo há 39 anos. Fui piloto 18 anos e hoje sou Editor dos websites Planet Kart (http://www.planetkart.com.br) e PlanetCar (http://www.planetcar.net.br), que como os nomes "explicam" são veículos especializados em notícias do mundo do kart e de automobilismo de competição. Também sou Editor de Automobilismo do Portal de notícias e entretenimento Éseu (http://www.eseu.com.br), que está chegando agora ao mercado.

Paralelamente sou fotógrafo de competições e mantenho uma agência fotográfica especializada em esportes à motor (PlanetKart Images), bem como uma empresa de marketing desportivo, a PlanetKart Marketing Desportivo. Essa empresa faz criação, desenvolvimento e consultoria de eventos de automobilismo e kart, assessoria de imprensa de pilotos, equipes, campeonatos e eventos especiais de esporte motorizado.

Pensa que acabou? Nada disso...

Tenho há 32 anos um escritório de advocacia e atuo na área desportiva, em especial nos tribunais de automobilismo.

Kartismo e automobilismo são esportes diferentes?

Kartismo é gênero da espécie automobilismo. Erroneamente muita gente pensa que automobilismo é só corrida de automóvel (como se chamava até os anos 70), mas o kartismo (ou karting, como é chamado no exterior) é um ramo autônomo da arvore frondosa que é o automobilismo, como também é o rally, que tem gente que pensa que não é automobilismo. Se não o fossem teríamos de ter uma Confederação Brasileira de Kartismo, outra de Rally e talvez mais uma de caminhões (F. Truck). Portanto, não existe diferença entre as modalidades!


 Qual seu envolvimento com os karts para pessoas especiais, o Parakart?

Talvez por ter um filho surdo, que ninguém acreditava que um dia pudesse pilotar competitivamente (a não ser ele mesmo), acabei me envolvendo com esse aspecto do esporte, que é a interação, a acessibilidade (que outros tantos pensam ser sinônimo de fazer rampa para cadeira de rodas). Trouxe para o Brasil a filosofia do ParaKart, uma ONG hoje baseada na França e que represento no Brasil desde 2002. O ParaKart faz um trabalho maravilhoso de mostrar que não existem limites para os deficientes, de qualquer espécie e, só para exemplificar, por três edições "largavam" na frente dos carros, motos, caminhões e quadriciclos do Paris-Dakar e fazia a recepção dos competidores ao final de cada dia de competições, com deficientes de cadeiras de rodas no meio do deserto.

Infelizmente, no Brasil alguns "espertos" se aproveitaram de nosso trabalho de desenvolvimento de adaptações de karts para deficientes físicos - especialmente paraplégicos e amputados - e criaram categorias que indevidamente utilizam a marca internacionalmente registrada do ParaKart, para fazerem disso fonte de renda. A questão se tornou meramente comercial para "aproveitamento financeiro" e, propositadamente nos afastaram dos desportistas, tirando deles todo tipo de informação que poderíamos dispor - vídeos, palestras e integração mundial -. E conseguiram até mesmo verbas governamentais, para nada fazerem, a não ser umas corridinhas sem visibilidade e em karts sem a correta adequação de segurança.

Trouxemos da Europa componentes para serem copiados e adotados, mas que foram abandonados em um canto qualquer de um kartódromo importante. Como diria Boris Casoy: "Isso é uma vergonha"!

Como deficiente físico não é só paraplégico, optamos por iniciar um projeto novo voltado aos surdos e portadores de síndrome de Down, que acabaram marginalizados nessa historia. A idéia central é mostrar que não existem limites e que talento e vocação superam qualquer dificuldade, sem segregar em categorias específicas, mas dando espaço aos deficientes para conviver harmoniosamente com os competidores normais. A expectativa é conseguirmos montar um kart "tripulado" apenas por pilotos surdos - e temos três de altíssimo nível: Julio Reis, Edson Junior e Aldo Neto -, para competir ainda este ano na 6 Horas Aldeia da Serra.

 O que você acha que deve ser feito para atrair público para as arquibancadas?

Tirando o brilhantismo do Clube Granja Viana, que organiza no kartódromo homônimo a Copa São Paulo de Kart Granja Viana (com cerca de 300 pilotos por etapa), Stock e Truck, fica claro que o que falta é competência. Via de regra a grande preocupação dos organizadores e cartolas do esporte é com o bolso. Tanto dos próprios, quanto os dos pais de pilotos. Preços despropositados, organizações pífias e praticamente nada em troca do que investem, são apenas alguns dos motivos que estão afastando os desportistas das pistas. Na verdade a ficha está caindo e hoje pouca gente ainda é boboca de cair nessas esparrelas.

Se você olhar para qualquer evento nos Estados Unidos, vai ver que junto às competições são promovidos verdadeiros shows de eventos. Cada um com mais criatividade que o outro, mas sempre buscando cativar o piloto, o dono de equipe e, claro, o público (que aqui não existe espontaneamente). E o publico não vai não porque não goste do esporte, mas sim porque quem organiza não quer gastar. Não existe a mais incipiente divulgação. ninguém sabe onde, quando e de que vai ter corrida. E isso é o "básico", o prêt-à-porter do beabá que deveriam saber de cor...

O kartismo na Europa também não ia lá bem das pernas. Mas aí chegou gente séria e profissional, criando alguns campeonatos chamados WSK. Com algum investimento, criatividade e honestidade, o karting europeu voltou a crescer. O curioso que se fizer as contas na ponta do lápis está quase o mesmo preço levar brasileiros para correr no WSK, do que participar dos eventos nacionais "chapa branca" da CBA. Isso sem ponderar a abissal diferença de tecnologia e qualidade nos equipamentos disponíveis por lá, com os que permitem ser usados por cá.

 Nunca pensou em ser dirigente?

Tá aí! Tem coisas na vida que não se explicam e, no meu caso, é essa questão de paixão imorredora pelo automobilismo. Nunca fiz nada no automobilismo com outro objetivo que o de simplesmente estar ali, de ver as paginas da história do esporte sendo viradas diante dos olhos e, claro, com muita diversão. Acho que cada macaco deve ficar em seu galho, sem ficar cobiçando o do outro, pelo que nunca me vi no papel de dirigente - até porque mal consigo dirigir minha própria vida -, organizador, promotor, ou chefe de equipe.

Claro, como apaixonado, quero ver minha amada cada vez mais linda e, por isso mesmo, sempre lutei pelo desenvolvimento do esporte. Como jornalista especializado acredito que tenha ao longo do tempo contribuído para isso. Sugerindo, palpitando, apontando erros, denunciando e, desbragadamente, torcendo.

Dirigente é em sua essência um político e todos sabem que função de político é falar. Embora seja um bom tagarela, prefiro fazer a falar, o que nos traz à questão de que são atividades diametralmente opostas e que não se misturam, como a água e o óleo. Mesmo sendo um crítico tenho bom transito entre os dirigentes, pelo que prefiro fazer as coisas acontecerem, criando, desenvolvendo e entregando para profissionais competentes a realização das idéias. O objetivo é mostrar, na pratica, que as coisas são simples e factíveis e podem ser copiadas por aqueles que só sabem falar. Nunca sonhei em ser um Tiririca!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Acidente, anos na UTI e morte





Algo vem acontecendo sem que os mais chegados percebam. Dada a largada na década de 40 no século passado, em algum lugar, em alguma curva não sabida deu-se o acidente. Hoje o paciente encontra-se internado na UTI após períodos de melhora e outros de morte cerebral. Essa UTI de agora parece um caminho sem volta para uma  morte mais do que anunciada. O Autódromo Internacional José Carlos Pace, mais conhecido como Interlagos é esse paciente em coma.
         Essa fase de agora eu acredito ser uma das piores. O paciente está se debatendo e poucos estão percebendo. O diagnóstico de agora é bem simples e direto. Interlagos não é interessante para se fazer corridas. É muito mais interessante para a administração locar o espaço para outros eventos pelo simples fato do aluguel ser muito maior. Quando se aluga a pista para uma corrida o valor do aluguel é irrisório comparado ao valor do aluguel para a locação de um evento. E olha que esse evento nem precisa ser de automobilismo. Já vimos desfiles de escola de samba no templo do automobilismo. Nada contra as escolas de samba, ao contrário, porem se não me falha a memória, foi erguido um local específico para realização desses desfiles, com muito mais conforto e visibilidade para os participantes e assistentes chamado Sambódromo. Cada coisa no seu lugar.
         A etapa de setembro do Campeonato Paulista de velocidade foi cancelada para a realização de um evento do setor de reparação automotiva. E há boatos que a etapa de dezembro será cancelada tambem, pondo um ponto final no campeonato de 2011. Ponto final não, mas reticências...
         Por último gostaria de salientar que não são apenas 150 pilotos em média que ficarão com um campeonato aleijado. Existem os preparadores, mecânicos, e todo o pessoal envolvido, o que pode chegar  muito maior de pessoas que dependem das corridas direta ou indiretamente.
         Fora a programação que os pilotos fazem junto aos patrocinadores que vai ser simplesmente jogada no lixo. E como alguém vai investir dinheiro no automobilismo paulista em 2012 se simplesmente não sabe o que vai acontecer. Algo precisa ser feito urgente para evitar o pior.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dirigente da Fórmula Vee fala da categoria



Relançada em 2011 pelas mãos de alguns apaixonados por automobilismo, a Fórmula Vee, através de seu dirigente Roberto Zullino, faz um resumo do que foi esse primeiro ano e quais as perspectivas para o futuro


1- O que voce achou do primeiro ano do ressurgimento da Fórmula vee?

Acho que o primeiro ano excedeu às nossas expectativas mais otimistas. Conseguimos fazer um campeonato paulista que termina em dezembro e a Copa Mobil com 3 corridas em Piracicaba dando prêmios aos vencedores. A categoria tem pelo menos 25 carros montados e correndo de um total de produção de 50 chassis e Kits.

2- O que deve mudar no regulamento para o ano que vem?
Muito pouca coisa. Estamos decidindo que venturi usar nos carburadores. Atualmente usamos 22 mm e estamos decidindo para 24 ou 26 mm. Os amortecedores traseiros e molas estão sendo desenvolvidos por um especialista para que tenhamos um equipamento adequado dentro dos parâmetros de custo da categoria. Não podemos produzir alterações muito grandes, isso pode tirar as equipes de rumo, pois quando se mexe em muita coisa é arriscado e não queremos aumentar os custos e nem tumultuar muito. Além disso, temos carros correndo, carros sendo feitos, pilotos e equipes fortes e experientes, mas muitos pilotos e equipes por estrear. Uma das coisas que dificulta é a ausência de datas em Interlagos para treinos livres e no final a kilometragem de testes e acertos é feita nos dias da corrida. o que não é o ideal.


3- Quando vamos ter campeonatos em outros estados? E quais os estados que mais tem procurado?

Estamos estudando franquear a categoria para outros estados. O modelo básico é muito simples. A empresa franqueada teria que se entender com a Federação e Clubes do Estado, arregimentar os pilotos e encomendar os Kits. O regulamento tem que ser seguido à risca para que possamos fazer um torneio que reuniria os melhores de cada estado. Já fomos procurados por interessados do Paraná, RS, Bahia, Minas, Goiás e DF. Os parâmetros de custo da Formula Vee são muito acessíveis e isso a torna atraente, além da simplicidade e robustez da mecânica. Um dado interessante é que muitos falam que o motor VW a ar custa caro e quebra. Pois bem, os pilotos recebem a carcaça do motor gratuitamente da RIMA e motores 1600 não quebram, pois o nosso grau de preparação é muito pequeno.

4- Explique a Copa Mobil de Fórmula Vee?

A Copa Mobil de Formula Vee é um campeonato de 3 corridas disputadas no Autódromo do ECPA em Piracicaba. Achamos interessante se aproveitar o fechamento de Interlagos por causa da Formula 1. A bem da verdade desconfiamos que o público alvo esteja no interior do estado. A Copa Mobil é nosso segundo campeonato no primeiro ano de existência e graças ao patrocínio da Mobil pudemos oferecer prêmios aos participantes: Campeão R$ 3 mil, Vice R$ 2 mil e terceiro R$ 1 mil.
A primeira prova da Copa Mobil de Formula Vee ocorreu em Setembro passado, a segunda será dia 14/15 de Outubro e a final será dia 02/03 de Dezembro.
Com o patrocínio da Mobil pudemos oferecer prêmios para os pilotos, acho que isso não é inédito, mas não lembro quando pilotos tiveram prêmio aqui.

5- O que é, para voce, a Fórmula Vee?

A Formula Vee é a realização de um sonho conceitual. Estive a vida inteira metido em corridas de moto e carro e sei quanto custam essas coisas. Acho que não precisa se gastar rios de dinheiro para se ter a emoção de pilotar um formula em Interlagos. Tive essa impressão reforçada quando andei nos fórmulas do Museu do Automobilismo Brasileiro dirigido pelo Paulo Trevisan em Passo Fundo. Andei em Guaporé, uma pista linda, com o Fitti-Vê, Kaiman FFiat (um Formula Vee com motor Fiat) e no FFord do Barichello. O carro que mais gostei é justamente o que tem menos motor,o Fitti Vê. Com um motor 1200 de uns 40/50 cavalos no máximo ele é um carro em que qualquer um se sente um Jim Clark dentro dele. É um carro muito simples, bem feito e muito equilibrado e um osso duro para se passar. O conceito de um carro acessível e de desempenho bom foi capital no desenvolvimento do chassis Naja 01 da Formula Vee e acho que conseguimos simplificar as coisas o máximo possível para nos mantermos dentro de faixas de custo e investimento e operação razoáveis.
No entanto, para se ter um empreendimento sustentável apenas o carro não basta. Temos que nos tornar uma ferramenta de marketing para empresas. Uma corrida de Formula Vee é sempre emocionante para o público, pois a igualdade entre os carros permite disputa que é o que o público quer ver. Se tivermos público, mesmo que pequeno porém segmentado, seremos atraentes como ferramenta de marketing. Agora essa é a nossa missão, tornar a Formula Vee atraente para investimentos de marketing de empresas. A empresa Formula Vee tem como princípio distribuir parte de suas receitas líquidas aos pilotos/equipes. O objetivo é ajudar a equilibrar as contas e garantir a participação deles de maneira sustentável.