terça-feira, 25 de março de 2014

Voltando à Pista


Após um longo tempo hibernando, o Blog Piloto de Carro está de volta e em breve, com muitas novidades.
Vamos falar como sempre de automobilismo em geral, tendo foco maior no automobilismo paulista e mais precisamente na Fórmula Vee Brasil. A categoria, que em 2014 renasce após uma cisão vem com força total após um início de ano de recuperação. Vamos para a Quarta etapa do Campeonato Paulista almejando um grid maior, e com carros mais resistentes. Novidades estão no alvo, só aguardando algumas confirmações

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bomba!!! Bomba!!!

Com as palavras do título gostaria de anunciar que, a Fórmula Vee Brazil, conquistou, como mediadora,
feito inédito no automobilismo nacional. Através de uma empresa interessada, foi conseguido um pacote de apoio promocional para 20 pilotos proprietários escolhidos. Estes pilotos serão contemplados com um pacote de atualização dos bólidos, além de inscrição e combustível para as corridas. Não tenho notícia de algo parecido no automobilismo tupiniquim, nem nas mais bem geridas categorias. Prova mais uma vez que, quem se interessou pela Fórmula Vee, lá atrás, época de meia dúzia de apaixonados no grid, estava no caminho certo.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Esforço Humano Mental, Braçal e Burocrático


       


 Sei que muitos, ao lerem esse artigo,  vão achá-lo de um "puxa-saquismo" explícito. Aliás o termo "puxa-saco" vem originariamente dos índios que habitavam nossa "terra Brasilis" que, durante a colonização, carregavam os sacos de roupas e pertences dos portugueses que desembarcavam no litoral, rumo as recém criadas vilas do planalto. Assim reza a lenda. Pois voltando ao texto, gostaria de me explicar. Não se trata de uma ação de "puxa-sacar" nada, mas sim dar o devido valor a quem administra uma categoria.
          Pegarei como exemplo, os escapamentos do nosso F-Vee. Após um ano e tanto de categoria, o item escapamento, vem nos incomodando desde seu início. Coisas mais prementes, impediu a administração (Sr. Roberto Zullino e Sr. Joaquim Lopes) de dar o devido cuidado a peça. Com tubos de tamanhos diferentes, de difícil instalação, atrapalhando a suspensão e fora da ordem correta de explosão, essa peça estava com os dias contados, pois era motivo de críticas por grande parte dos pilotos. Isso sem contar o quesito segurança, aonde aquela peça serviria de "lança" caso ocorresse uma batida traseira em "T".
          Pois bem, antevendo o pior, e sem dar sorte ao azar, após um julgamento final, culpando os escapes, os pilotos e a administração chegaram ao acordo que era hora de mudar. Aos pilotos coube o mérito da reclamação, da insistência e da perseverança. E ponto. Aí começa o trabalho dos organizadores. Roberto Zullino vem até a Scuderia Cobeio pegar o carro da F-Vee para levá-lo ao Giba escapes. Fórmula preso a carreta, carreta engatada no carro, carro rumando para São Bernardo. Após 22 Km no trânsito fulgurante de São Paulo e adjacências, aporta o carro na fábrica da Giba escapes. Conversas com Giba e Luís sobre o que fazer com a peça e inverter operação. Carreta desengatada do carro, Fórmula solto da carreta, carreta engatada no carro e retorno a São Paulo. Após três dias, ligação do Giba, nova ida a São Bernardo para ver o formato da peça. Ainda sem as soldas definitivas, apenas apontado, Sr. Cláudio Cobeio e Zullino rumam novamente a Giba escapes. Conferem a peça, realizam alguns pequenos ajustes daqui e dali, e novo retorno. Mais quatro dias e nova ida ao ninho dos escapes. Dessa vez para conferir o trabalho semi-pronto, realizar mais algumas pequenas mudanças, contando com a presença do tambem administrador da Vee, Joaquim Lopes. Vocês pensam que acabou? Não. No sábado próximo, com o possível escapamento definitivo, a organização da categoria, juntamente com Cláudio Cobeio, voltam ao Giba, carreta engatada no carro e etc, etc, etc e levam o carro, já com o novo escape instalado, para testarem no dinamômetro o real ganho de potência e escolhermos a corneta ideal entre algumas de teste, fabricadas para esse fim.
          Ah sim, agora acabou né? É só passar o carro no dinamômetro e mandar a linha de produção iniciar a fabricação dos novos escapes ? Não, para ser autorizado pelos órgãos competentes (CBA, FASP e etc), é necessário redigir um adendo, especificando as mudanças na peça, dando sua descrição detalhada e explanando o porque das mudanças.
          Aí sim o serviço de quem gera a categoria vai se dar por concluído.
         
          Esse texto teve por objetivo, elucidar aos pilotos da categoria e aos demais esportistas do nosso amado esporte, que, se as coisas nem sempre correm no ritmo que deveria, existe um real motivo para isso. Qualquer simples alteração, tem que se encontrar o fornecedor, criar, desenhar, acompanhar, testar, homologar, para só então ser inserida nos carros.
          Pense nisso na hora de achar que os organizadores estão fazendo corpo mole porque já estão montados na grana. Doce ilusão cara-pálida.

P.S.: o escapamento das fotos acima ainda é o antigo. O novo escape será uma surpresa. Aguardem.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aconteceu o Big One.

Acidente na F-Vee prova a segurança do chassis e a seriedade da categoria.


Após quase 2 anos desde o ressurgimento da categoria, sempre pairava sobre todos os envolvidos, quando aconteceria algum acidente sério. Claro que ninguém queria que acontecesse. Mas em se tratando de corridas, os acidentes fazem parte do cotidiano. Tanto pairava sobre nós e nos rondava que esse acidente já tinha até nome antes mesmo de acontecer: Big One. O acidente de "respeito". Alguns pequenos acidentes aconteceram no decorrer das corridas. Uma mão luxada aqui, um vergão de cinto ali, mas nada demais, ainda bem. Esses acidentes não eram dignos do "Big One". Esse teria que ser um acidente para colocar a prova todo o tempo de testes, a experiência do resgate, e claro, escrever dele como um "teste de sobrevivência" realizado com sucesso. E foi assim. Para participar dessa árdua tarefa, obviamente ninguém se voluntariou. Coube ao piloto soteropolitano Raphael Soares ser "sorteado" para tal fim. As imagens falam tudo. O carro capotou respeitosamente e parou na posição de corrida, como se quisesse voltar para a pista para disputar as posições... Infelizmente não dava... O piloto precisava de cuidados e o carro também. Suspensão dianteira avariada e o Santo Antonio com algumas gramas a menos, deixados na pista por alguns metros arrastados não deixava o Veezinho voltar para o seu habitat natural. O piloto teve atendimento após meros 7 segundos pelo medical Car e 11 segundos pelo resgate, provando que, equipes bem treinadas só podem trabalhar com maestria. Assistam aos vídeos, vejam as fotos do nosso amigo e fotógrafo onipresente Rodrigo Ruiz e tirem suas conclusões.

http://www.youtube.com/watch?v=XvpTJdnldyQ&feature=youtu.be
Vídeo On Board do carro de Fernando Monis.


http://www.youtube.com/watch?v=6L5LGpP7IPw

Vídeo realizado por Rodrigo Daprá








Foto: E ai, vai encarar?

terça-feira, 8 de maio de 2012



O Blog PDC entrevista o piloto e dono de equipe Sérgio Silva. Nessa entrevista o aficcionado sobre competições fala sobre sua categoria, a Fórmula Vee.

Conte-nos um pouco da sua trajetória.


Comecei a acompanhar o automobilismo no fim dos anos 70 e início dos anos 80. Ia ao autódromo assistir as corridas no muro da Curva 3 do traçado antigo. Aquilo despertou minha paixão, mas a vida sempre acaba nos impondo outras prioridades. Só depois de adulto pude realizar uma parte do meu sonho, disputando o Campeonato Paulista e Kart Granja Vianna, me sagrando campeão na categoria Sport B e tambem fazendo meu primeiro curso de Pilotagem. Trabalhei como instrutor de pilotagem, junto a uma empresa de eventos automobilísticos, executando cursos para grandes montadoras e fábrica de autopeças. Mas daí vem as prioridades e precisamos corrigir um pouco a rota. Me afastei por alguns anos e com o ressurgimento da Fórmula Vee, encontrei o que procurava e "casava" exatamente com meu orçamento e meu sonho.

E porque a Fórmula Vee ?

A F-Vee tem a melhor relação custo/ benefício do automobilismo brasileiro. Um orçamento girando em torno de R$ 1700,00 por corrida, para quem tem o carro, é irrisório quando a conversa é automobilismo. Mas não é só isso. Por esse valor, temos um carro moderno, com um projeto ousado e seguro, uma categoria com mais de 20 carros no grid, se tornando a maior categoria de fórmulas do Brasil e um campeonato disputadíssimo, aonde, não raro, 3 ou mais pilotos terminam a prova com diferença de décimos de segundo. Preciso dizer mais? Então está bem. A categoria faz investimentos incessantes para se tornar a maior categoria de carros de corrida do país.


E qual sua perspectiva para a categoria para esse ano?

Esse ano deixei um pouco de lado o cargo de "chefe de equipe" e vou estrear no ano como piloto. Estamos finalizando o motor do carro e a expectativa é de chegar no fim do ano entre os 6 primeiros mesmo entrando no meio do campeonato, e brigar para ficar entre os 3 primeiros nas corridas restantes. Sei que é um objetivo um tanto ousado, com tanta gente boa andando na categoria,  mas o foco agora é esse. Estamos desenvolvendo na Cobeio Car, com o Claudio Cobeio, um carro, pensando no todo da coisa e não apenas no motor. Acredito que aí pode estar o diferencial. Mais do que isso é segredo de equipe. (risos). Espero que tudo saia conforme o planejado e conto com a torcida de voce, caro leitor. Para quem quiser assistir a categoria dos boxes, é só entrar em contato comigo pelo Facebook ou pelo meu celular.

Valeu

Abraços

Sérgio Silva
Cel.: 9974-3111





segunda-feira, 16 de abril de 2012

Curiosidade



Impressionante como as palavras "acidente" e "morte" geram curiosidades. Ontem fiz um texto cujo título começava com essas 2 palavras. Em menos de 24 horas se tornou o segundo texto com maior visitação do meu blog. Infelizmente. Tive boas e más repercussões. Gostaria de salientar que criei esse blog para automobilismo, lazer e diversão. E não para criar inimizades. Longe disso. Pessoas com muito mais tempo de automobilismo deram sua opinião, o que me fez rever minha posição e excluir o texto em questão.
          Creio mesmo que a atitude certa a ser tomada é junto aos pilotos participantes da minha categoria, a Fórmula Vee, e não expondo todos a uma leitura não muito agradável. Em nenhum momento do texto disse que a Fórmula Vee é perigosa. E não acho isso até agora. Ao contrário. O projeto do carro pesa tranquilamente 20 kg  a mais do que poderia pesar, apenas por questão de segurança. O carro já passou por mais de 30.000 km nas pistas se levarmos em consideração os carros participantes e as etapas com treino, classificação e corrida. E nenhum, simplesmente nenhum problema, foi detectado com relação a segurança.
          Já,  a atitude dos pilotos,  realmente é preocupante. Mas isso será tratado caso a caso e sei que a FASP e a organização da categoria está de olho.
          Me considero parte da organização da F-Vee como muitos. Apesar de não ter participado da construção do carro, sei que colaborei e colaboro para a divulgação e crescimento da mesma. E como tal, vou insistir na punição de irresponsabilidades executadas na pista.
          Alguns pilotos parecem que se atrapalham ao  colocar o capacete e o colocam de forma invertida. Ou ainda alguns capacetes devem ter dispositivos de choque, ou algo assim. O que não quero é pagar pela insanidade de alguns. Ando todos os dias de motocicleta no trânsito caótico de São Paulo. Sei que o risco é exponencialmente maior do que participar de uma corrida. Só que nas ruas da nossa cidade, nada posso fazer. Qualquer reclamação são palavras ao vento.
          Já, na pista, vou continuar lutando incansavelmente por um automobilismo coerente, com disputas cada vez mais acirradas, porem com responsabilidade e segurança.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Quem venceu?

     


   Sei que os compêndios de redação sempre nos ensinam a não começar um texto, com uma pergunta. Até  hoje ainda não descobri o porque. Então, me achei no direito de começar a falar da Terceira etapa do Campeonato Paulista de Fórmula Vee, dessa forma. E voces vão entender o motivo.
          Nos treinos de Sexta-feira, já antevíamos 2 recordes. Um facilmente detectado, seria o de inscritos (tivemos 19 carros alinhando no grid) e o outro, seria o recorde da pista para a categoria. O anterior de 2:06:650 seria pulverizado, dado os tempos do treino.
          Na tomada de tempo do sábado, já tivemos os 2 recordes quebrados. Os 19 carros que alinharam no grid encheu os olhos de todos (apesar de 20 carros irem para tomada, Flavio Gomes da Tj Competições teve problemas e não largou). Dois carros estrearam, o de Adriano Griecco pela Duka preparações e o do nosso simpático Juquinha de Piracicaba pela Juka Motors. Um terceiro carro estreante, do pessoal de Minas, deve ter dado algum problema, pois abandonaram o autódromo após o treino de quinta. Mais sorte na próxima e saibam que a categoria é uma irmandade, caso precisem de algo. A volta de Rodrigo Rosset foi voadora e seguem os tempos


1 Rodrigo Rosset            2:05:444
2 Fernando Monis           2:07:791
3 Adolpho Rossi             2:07:827
4 Bruno Leme                 2:07:832
5 Marcos Leão               2:08:924
6 José Moreira                2:09:037
7 Marcelo Chamma         2:09:504
8 Gustavo Santos            2:09:652
9 Cristiano Gameiro        2:09:758
10 Lucca Paulinelli          2:09:986
11 Raphael Soares          2:11:115
12 Juliano Gandelin         2:12:088
13 Roberto Novembre    2:12:748
14 Marco Vale                2:12:892
15 Flavio Gomes             2:13:822
16 Kenner Garcia            2:14:440
17 Ademar Spallini          2:14:512
18 Arthur Leme               2:19:495
19 Adriano Griecco          Sem Tempo
20 Glaucio Doreto            Sem Tempo




          Para não descumprir a regra, a largada foi emocionante, Fernando Monis assumiu a ponta e ficou revezando com Rosset num briga limpa até o final. Dois acidentes de pequeno porte tiraram Bruno Leme e Marco Vale da prova. Cada um com um companheiro diferente. Segue os tempos da chegada


1 Rodrigo Rosset            25:18:551      12 voltas
2 Fernando Monis           25:18:879      12 voltas         .328
3 Marcos Leão                25:59:175      12 voltas     40.624
4 Glaucio Doreto             26:01:241      12 voltas     42.690
5 Lucca Paulinelli             26:02:373      12 voltas     43.822
6 Gustavo Santos            26:02:496      12 voltas      44.395
7 Raphael Soares            26:32:396      12 voltas      1:13:845
8 José Moreira                26:33:784       12 voltas     1:15:233
9 Juliano Gandelin            26:40:613      12 voltas      1:22:062
10 Roberto Novembre     26:52:861      12 voltas      1:34:210
11 Marcelo Chamma       27:10:416       12 voltas      1:51:865
12 Ademar Spallini           27:18:731       12 voltas     2:00:180
13 Kenner Garcia            26:01:301        11 voltas
14 Arthur Leme               26:02:482         11 voltas
15 Adolpho Rossi                                      7 voltas
16 Bruno Leme                                          3 voltas
17 Cristiano Gameiro                                  1 volta
18 Marco Vale                                            0 volta
19 Adriano Griecco                                     0 volta

          A lembrar que o recorde que foi pulverizado por Rodrigo Rosset, foi novamente pulverizado, dessa vez por Fernando Monis que cravou a marca de 2:04:702.
          Após mais uma excelente corrida veio a vistoria. Os 5 primeiros tiveram seus cabeçotes desmontados, seus carburadores inspecionados. O regulamento existe e foi feito para ser cumprido. Nenhum problema foi constatado nos carburadores, o mesmo não acontecendo com os cabeçotes. 4 carros tiveram seus cabeçotes enviados a FASP e por enquanto o resultado está em suspenso.
          Porque do título da matéria? Não vamos ficar sabendo quem foi o vitorioso? Engano seu caro leitor, o grande vencedor dessa etapa foi a própria Fórmula Vee, que além de ter 20 carros para sua corrida, ainda teve uma vistoria para mostrar seriedade, experiência e competência. Não me cabe aqui dizer que fulano ou ciclano estavam fora do regulamento. Acho mesmo que, se alguem o fez, não o fez com a intenção de melhorar o carro e sim corrigir uma falha ou defeito que surgiu. Mas a organização da Fórmula Vee nos faz crer que automobilismo sério se faz aqui. E isso me enche de vontade de aprontar meu carro para alinhar na quarta etapa e bater novamente o recorde de inscritos. Aguardem...