segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Débora Rodrigues, piloto da Fórmula Truck




Débora Rodrigues

Ela já foi babá, motorista de ônibus de bóias-frias e de caminhão, frentista de posto de gasolina, recepcionista ,secretária e apresentadora. Sua virada começou em outubro de 1997 ao receber o título de Musa dos Sem-terra e posar para a revista Playboy.
Filha de caminhoneiro, aprendeu a dirigir caminhões aos 12 anos e hoje se destaca na Fórmula Truck aonde começou a se interessar em 1998.

1-    Como é conciliar ser mãe de família e piloto?
É normal,afinal a maioria das mulheres trabalham e cuidam da casa, da família e tem uma profissão. A diferença e que minha profissão é ser piloto.

2- Voce tem vontade de correr em alguma outra categoria?

Gosto muito da Itaipava GT Brasil,quem sabe um dia...


3- Qual a maior dificuldade que voce vê para o praticante do nosso esporte?

o                                                        A maior dificuldade é patrocínio,  afinal o esporte a motor depende sempre de desenvolvimento,  e isso custa caro!

4- O que voce definitivamente não gosta de fazer?
o                                                        Detesto malhar! Mas é um mal necessário, não dá para fugir.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Celsa Bermello mãe e ex-esposa de piloto, administra a Paioli Racing



Celsa Bermello, mãe da piloto Graziela Paioli e ex-esposa do piloto Marcos Paioli, administra a Paioli Racing e  dá um depoimento ao PdC

1-Mãe de Piloto (Zizi Paioli), foi casada com o Piloto e Chefe de equipe (Marcos Paioli), e totalmente envolvida com o automobilismo, como é seu dia a dia?
Esclarecendo,  eu e o Marcos estamos separados há alguns anos mas continuamos trabalhando juntos e somos muito amigos.Meu dia é praticamente: a oficina, a pista e as viagens.Gerencio tudo, desde a compra de material de limpeza até a compra dos carros. Mas gosto muito de cuidar em casa,  das plantas e dos meus gatos.



2- Qual a sensação de ver o Marcos e a Zizi competindo. Quando eles estão na pista o que passa na sua cabeça?

A sensação de vê-los na pista é a resposta de um trabalho em família.  Mas te falo,  fico muito mais preocupada com a Zizi, o sentimento de mãe é diferente  e mais forte. Mas tenho preocupação pela segurança de qualquer piloto que esteja em nossa equipe.




3- Algum tempo atrás, uma cegonha com vários carros de voces,  pegou fogo. Voce pode falar sobre isso e de que forma superaram?

Foi um choque muito grande, 13 anos construindo uma equipe, perdemos 4 carros, 90% de nosso ferramental e a estrutura completa para compor dois box em Interlagos.Superamos com muito apoio de amigos e de nossos funcionários. Precisei demitir alguns que hoje estão conosco novamente.

4- Quais os planos da Paioli racing para 2012?
Continuaremos na Mercedes Benz Grand Challenge, e com os Clios no Regional, temos intenção de fazer as 24 de Interlagos em Janeiro, alguns pilotos nos procuraram.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Luis Tedesco, piloto de rally


1- Voce sempre se destacou no rally. Como acha que está a categoria no momento e quais as perspectivas para 2012 no geral e para voce?

       Na verdade só comecei a me destacar após 8 anos de rally. Como nada na vida é fácil, tivemos muito trabalho e persistência, pois nossos primeiros anos de rally foram desastrosos no quesito resultado;
O Rally é um esporte único, onde quem participa de uma prova, nunca mais esquece, falo isto pelas experiências contadas de diversos pilotos, inclusive da F1. A plástica do rally é única e quem assiste fica fascinado.

A nível de Brasil, creio que 2012 será um ano difícil, devido ao pouco investimento dos patrocinadores em virtude da queda nas vendas e também pela falta de sensibilidade da CBA em ver que as coisas não estão boas após a troca de gestão.

2- Nunca se interessou por velocidade no asfalto?
       No início não tinha interessa em andar em pista por ver que 99% dos pilotos eram inimigos, coisa bem diferente no rally onde temos amigos do Chile à Suécia. Agora um pouco mais maduro, posso pensar na idéia. Quem sabe aparece uma boa oportunidade.



3- Piloto/navegador. Como é essa relação?
       É uma relação de cumplicidade e parceria. Não adianta o navegador ser bom dentro do carro e não participar fora dele. É um time e desta forma devemos tratar. Sou um dos pilotos que mais formou navegadores no Brasil e tenho a honra de poder vê-los campeões, tanto comigo quanto com outros amigos pilotos.


4- Qual a grande dificuldade que voce encontra ainda hoje em dia?

             A falta de interesse de fabricantes de carros investindo na categoria. Fico abismado com a falta de criatividade dos Marketeiros de fábrica que não vêem o rally como uma ferramenta de trabalho. No rally os carros são testados 120%, portanto, um carro campeão de rally é tudo que uma fábrica precisa para divulgar seu produto. Robustez, resistência, confiabilidade, etc... Além disto quem não gosta de ver um carro de rally fazendo uma curva de lado ? Independente da paixão que tenho por este esporte, acho que as fábricas nacionais deveriam alertar para isto.
5- O que voce acha das categorias monomarcas?
              Não creio que seja uma forma de divulgar os produtos, uma vez que o carro que vencerá será o mesmo. Isto só valoriza o produto. Creio que um campeonato de monomarca pode ser usado para novos pilotos. Como um centro de captação de novos talentos. Diferente disto cada fábrica deve apostar em um time oficial e tentar vencer a concorrência.
             
6- Fale cobre a TedRacing?
           A TedRacing Sport é uma empresa especializada em Off-Road, onde prepara carros  e camionetas de rally. Também tem um centro de treinamento para novos pilotos, chamado Projeto Piloto. Neste projeto fazemos um teste com jovens pilotos e caso vemos que ele serve, oferecemos um pacote de serviços do time; carro, apoio mecânico, trenamento em pista, treinamento de levantamentos, assessoria de imprensa e tudo que um jovem precisa saber para ser um campeão.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Hybernon Cysne no PdC

O piloto Hybernon Cysne, de Fortaleza, competindo em várias modalidades, responde a algumas perguntas para o PdC.


1- Como voce classifica o automobilismo brasileiro? Organização, pilotos e governo.

 O nosso auomobilismo ainda é muito empírico ou seja,  amador mesmo. O governo não ajuda em nada. Veja um exemplo: a Petrobrás patrocina um  carro de Fórmula 1, no entanto dá uma migalha de dinheiro para o automobilismo brasileiro. As fábricas nao ajudam em nada, e as leis de incentivo são muito difíceis de conseguir. Quanto a organização, só tem 02 categorias no país,  a Stock Car e a Fórmula Truck,  que ficam com um grupo de pessoas que ganham muito e nao ajudam em nada as equipes!! Os pilotos  são de um nível muito bom e respeitado no mundo todo,  mas no Brasil,  talvez uns 10 pilotos ganham salário,  o resto,  ou seja 99%,  pagam para correr ou tem um patrocínio que ajuda as custas parciais e o piloto completa o restante. Por isso quase todas as equipes de automobilismo do Brasil estão no vermelho  ficando de fora poucos times.
 
2- Quais os planos para 2012?

Esse ano de 2011 dei uma parada para cuidar de problemas pessoais e me dedicar um pouco mais nas minhas empresas,  mas em 2012 volto,   na Stock ou na GT3,  nao sei ainda,  mas patrocínio já está certo que é o mas difícil.
 

3- Qual a maior dificuldade para um piloto e como resolver?

A maior dificuldade é só uma:  grana!!!!!  Patrocínio voce só consegue se tiver amizade e bom conhecimento,  então sem grana,  sem corrida,  pois voce sabe que temos pilotos maravilhosos, rápidos mas sem correr porque não tem patrocinio e as equipes não podem pagar salário.


4- O que definitivamente voce não gosta de fazer?
De ficar em casa sem fazer nada,  sou muito ativo,  100% elétrico. Adoro adrenalina então, ficar sem fazer nada, detesto.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Jan Balder Piloto veterano e amante do automobilismo no PdC


Nascido na Holanda, em Amsterdã, Jan Balder veio para o Brasil com 8 anos de idade. De cronometrista da equipe Vemag,  começou a correr de moto em 1964 e em 1966 começou a correr de carro, então com 20 anos. Não parou mais. Formou dupla com Emerson Fittipaldi nas Mil milhas e participou de várias corridas de longa duração com pilotos como ele, consagrados. Jan Balder nos concedeu a entrevista abaixo:

1- Claro que existem diferenças tecnológicas abissais entre as carreteras e um Stock Car, mas a essência do piloto é a mesma, não importa se a 5, 10 ou 50 anos atrás... O que, na sua opinião, faz uma pessoa correr de carro?

        Como voce já disse- Os equipamentos cada um na sua época- o piloto acompanha esse desenvolvimento e cada qual tem seu limite, e andar nesse limite é o grande desafio e o prazer de tentar realizar.

2- Qual o carro de corrida que voce gostaria de ter pilotado e não teve seu sonho realizado.

Pilotei muitos modelos entre carros de Turismo, Protótipos e Fórmulas. Senti falta de não poder participar em prova longa na velha e longa pista de Nurburgring, com 22 Km. Estava quase tudo arranjado pelo meu amigo Antonio Carlos Scavone, mas infelizmente ele recebeu a bandeirada perto da chegada. Fiquei tão triste com a falta dele que abandonei o projeto. 


3- O que acha do renascimento da Fórmula Vee? O que deve ser feito para aprimorar a categoria?

 Acho que o automobilismo brasileiro precisa e muito de categorias intermediárias. Ao sair do kart, passar por uma categoria-escola é fundamental. A Fórmula Vee, recriada pelo Roberto zullino e outros é um bom passo, porem ficaria melhor com equipamento atualizado. Os motores Vw a ar fizeram muito, e atualmente sem produção, ficam obrigados a recorrer de peças no mercado paralelo.

4- Hoje, tirando a Stock Car e a Fórmula Truck, as demais categorias são combalidas no quesito arquibancada. O que voce acha que deve ser feito para atrair público aos autódromos?

As corridas brasileiras precisam de mais ações paralelas para atrair mais público. Ações ligadas diretamente ao automóvel. Falta, por exemplo em Interlagos  um museu com a história de como tudo se desenvolveu e evoluiu, esportiva e tecnicamente. Afinal a indústria automobilística mudou a cara do Brasil que em novo ciclo obteve inúmeros títulos em todas categorias internacionais.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pé de Pato Mangalô, mandingas e afins...


É sabido historicamente que o Homem é um ser supersticioso. É sabido tambem que o Brasileiro é mais supersticioso que a média mundial. Piloto de carro de corrida então, nem se fala. É um tal de fitinha no capacete, amuleto no bolso, entrar no carro com o pé direito, orações rezas e afins. Descobriu-se que na Fórmula 1 não é diferente. O atual bi-campeão Sebastian Vettel corre com um amuleto no bolso. O pluricampeão Michael Schumacher adotou um cachorro no Brasil e disse que ele lhe dava sorte. Sorte nesse caso, foi do animal, que antes era um cachorro de rua e agora vive uma vida de privilégios. Mas gostaria que cada um que lesse esse texto, postasse abaixo, nos comentários, qual a proteção que se utiliza. Eu por exemplo, sempre oro e peço a Deus por mim e pelos demais companheiros que estão na pista, principalmente com as condições adversas que a Fórmula Vee anda correndo ultimamente. Vamos lá, vamos ver as respostas

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Helena Soares, piloto de Rally e Musa da X-9 no Carnaval 2012



Ela já foi navegadora e hoje atua como piloto. Disputou o Rally dos Sertões, Mitsubishi Cup e o Paulista de regularidade. Foi na Escola de samba X-9 paulistana como piloto ( a X-9 terá o Rally dos Sertões como enredo) e saiu como a musa do carnaval da escola. Vejam abaixo o depoimento dela.

1- Como voce iniciou em corridas, o que te chamou para ficar, e quais os planos para 2012?
 Em 2006 participei de um rally em comemoração ao dia da mulher, na ocasião eu pilotei e minha irmã navegou... a gente nem sabia o que estava fazendo ali, mas eu me apaixonei, quis aprender , chamei o marido pra pilotar , comprei uma TR4 pra andar no campeonato Goiano de regularidade, neste mesmo ano, fiz o rally dos Sertões  na regularidade que foi uma escola pra mim. Andamos tambem no Mitsubishi Motorsports, e encerramos o ano de 2006 vice campeoes goianos.
Em 2007 disputamos o paulista de regularidade e o Brasileiro, fui campeã no Paulista e no brasileiro ficamos em terceiro lugar (vinhamos liderando ate que atolamos num riacho ) e em 2007 mesmo já partimos para um desafio maior, andar no cross country de velocidade. Começamos no mitsubishi cup e no rally dos Sertões, mas perdemos nossa caminhonete num incêndio durante a quinta etapa. Compramos outra e continuamos no esporte, mas a a partir disso somente no velocidade, por dificuldade de conciliar os calendários. A separação da dupla se deu por consequência do fim do casamento, embora ainda muito amigos. Continuei navegando até o ano passado quando decidi pilotar.
Minha estreia foi no rally dos amigos em Dezembro de 2010 e eu nem andei 4 kms de prova, bati numa árvore e acabei fora da competição, eu nunca havia nem sentado no banco do piloto e parti logo para um rally,  e aí que eu quis mesmo aprender, me senti desafiada por mim mesma, e abandonei de vez a navegação. A segunda prova foi este ano, em Barretos, duas especiais de 150 km, muita lama, lombas, trechos rápidos e trechos bem travados, tinha um pouco de tudo, e um super prime incrível com uma mega rampa de salto. Não deu outra, saltamos bem alto e foi um show a parte. Sem incidentes terminamos a etapa. E então esse ano, me aventurei em pilotar no Rally dos Sertões, o segundo maior do mundo e a edição mais difícil da história do rally. Fiz um rally de chegada, minha meta era colocar o carro no parque fechado da ultima etapa e conclui. Tivemos dois dias péssimos onde nao completamos a especial, em outros dias, tive problemas com embreagem, vinhamos em 7o. na categoria e eu percebi que dava pra chegar entre os cinco e pegar um podium... o que acabou não acontecendo devido a uma quebra. Na oitava etapa andamos forte, pulamos da 41a. colocação na geral pra 25a.,  e com isso veio a certeza que eu estava no caminho certo, que eu tenho potencial.
Então meu plano para 2012 é disputar na categoria. Antes eu andava com o mesmo carro de 2007, sem muita preparação, mas agora é diferente.Para o próximo ano vou investir mais no meu carro, na preparação e apoio nas provas, antes não adiantava muito pensar nisso , mas agora já é a hora de começar a dar trabalho para essa homarada ai. Para 2012 , vou continuar em dupla feminina, vamos disputar o Brasileiro e o Rally dos Sertões, havendo possbilidade de disputar o Paulista tambem, isso vai depender do calendário de provas.


2- Mãe e piloto de rally. Quais as semelhanças?

     Tento conciliar toda a minha vida ao esporte, pois claro que a familia é prioridade. Aqui em casa todos com excessão da minha filha mais velha gostamos de automobilismo e praticamos, meus dois filhos são pilotos de kart e disputam profissionalmente pelo Brasil todo. São muitas viagens e finais de semana dedicados ao esporte, eles tem planos para o futuro e eu incentivo muito, assim como eles me incentivam, se orgulham, e  a gente acaba trocando experiencias embora sejam modalidades distintas.



3- O que definitivamente voce não gosta nas corridas?

              De não participar! Por exemplo, esse fim de semana passado teve uma etapa que eu infelizmente não pude participar por questão de saúde, acho que todas as dificuldades, sejam qual for servem de experiência, e fazem parte do rally... não seria tão bom se não fosse difícil. Temos que contar com vários fatores, carro, competência, sorte, e imprevistos sempre acontecem. Pode ser que um regulamento falho ou alguma questão ligada a isso possa trazer certo descontentamento, o que geralmente, é raro acontecer. Sou definitivamente apaixonada pelo esporte, e quanto mais dificil, melhor.


4- Nunca pensou em competir numa categoria de asfalto?

           Gosto do clima do esporte off-road, não tem aquela rivalidade de pista, no rally é cada um querendo superar seu próprio limite, seu carro, a briga é dentro do carro, vence quem tem a melhor sincronia com o navegador, o melhor ajuste do carro dentro, do que é permitido no regulamento, quem tem mais sorte... No rally, cada um larga no seu tempo, e a diferença de uma largada para o outro carro é de dois minutos entre os ponteiros e um minuto do restante, vence quem completar o percurso em menos tempo, com isso, o carro alcançado é carro ultrapassado, não tem aquele mano a mano das pistas. Pelo contrário, a gente se ajuda, empresta peça, para pra dar uma forcinha... as vezes vc já vem na prova com algum problema e sabe que não esta mais na disputa e mesmo assim é prazeroso continuar andando forte , sentir a caminhonete escorregar, trazer de volta, e ai vê outro competidor atolado por exemplo, ai é ajudar, depois comemorar num churrasquinho no apoio... enfim... é uma grande familia. Claro que tem as disputas, mas é muito mais saudável. Quando eu penso em automobilismo de pista, logo penso na monotonia e previsibilidade, o rally me encanta pela imprevisão. A gente larga sem saber o que nos aguarda, o tipo de solo, as dificuldades, se é travada , se é rápida... a cada curva nao se sabe o que vem depois, se tem um barranco no escape ou se tem uma valeta na reta... fica tudo nas mãos do navegador que atua como se fosse os olhos do piloto.