sábado, 8 de outubro de 2011

Piloto Pedro Gomes

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       Piloto mais do que situado no automobilismo brasileiro, Pedro Gomes fala das dificuldades e dos planos da volta por cima em 2012.

       Voce está parado esse ano né?
     Na verdade eu fiz duas provas na F-truck este ano, em São Paulo e Londrina


        Como é andar de truck, para quem sempre andou de carro?
       É totalmente diferente. Em qualquer carro de corrida, quanto mais próximo do limite o piloto vai, mais rápido o tempo aparece no cronômetro. Nos trucks voce tem que achar um meio-termo, entre essa agressividade, mas levando em consideração que tem que ter muito cuidado, e a sensibilidade para não passar do limite, pois com 4,5 tons de peso, uma vez que se passa do limite fica muuuuito difiícil de trazer de volta, o que nos carros é uma constante...


       Voce, provavelmente está parado pelo mesmo motivo que param 99% das pessoas que conheço, falta de patrocinio não é?

      Eu sou piloto profissional há 13 anos, e sempre foi uma luta muito grande com relação a ter bons patrocínios, e durante todo esse tempo nunca pude reclamar, muito pelo contrário, sempre tive grandes empresas me apoiando, ocorre que na temporada de 2010, foi o 1o ano que realmente pude escolher a equipe que eu quisesse na Stock Car, e como sempre admirei muito o trabalho do Mauro Vogel acabei indo pra lá, aonde tinha o Thiago Camilo na equipe há quase seis anos, e nesse tempo todo ele sempre esteve disputando títulos, então das vagas que tinham acabou sendo uma questão lógica. Ocorreu que o Mauro não passou por um bom ano e tanto eu quanto o Thiago não conseguimos bons resultados, e eu estava com patrocinador novo,  a Ecopads e CompraFacil.com , portanto ficou quase impossível renovar para outra temporada. O convite da F Truck não foi de agora, já vem de um ano e meio ou dois que venho acompanhando a categoria, resolvi aceitar, e acabei tomando gosto de verdade pela categoria , tanto que meus planos pra 2012 são,  de firmar um contrato com uma equipe competitiva para poder disputar com o pessoal que anda na frente.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cláudio Reis fala sobre sua trajetória, Parakart, publico e muito mais. Confira




Entrevista com Claudio Reis, piloto, criador do melhor site de kart nacional, fotógrafo de competições. Acompanhe

Estou no automobilismo há 39 anos. Fui piloto 18 anos e hoje sou Editor dos websites Planet Kart (http://www.planetkart.com.br) e PlanetCar (http://www.planetcar.net.br), que como os nomes "explicam" são veículos especializados em notícias do mundo do kart e de automobilismo de competição. Também sou Editor de Automobilismo do Portal de notícias e entretenimento Éseu (http://www.eseu.com.br), que está chegando agora ao mercado.

Paralelamente sou fotógrafo de competições e mantenho uma agência fotográfica especializada em esportes à motor (PlanetKart Images), bem como uma empresa de marketing desportivo, a PlanetKart Marketing Desportivo. Essa empresa faz criação, desenvolvimento e consultoria de eventos de automobilismo e kart, assessoria de imprensa de pilotos, equipes, campeonatos e eventos especiais de esporte motorizado.

Pensa que acabou? Nada disso...

Tenho há 32 anos um escritório de advocacia e atuo na área desportiva, em especial nos tribunais de automobilismo.

Kartismo e automobilismo são esportes diferentes?

Kartismo é gênero da espécie automobilismo. Erroneamente muita gente pensa que automobilismo é só corrida de automóvel (como se chamava até os anos 70), mas o kartismo (ou karting, como é chamado no exterior) é um ramo autônomo da arvore frondosa que é o automobilismo, como também é o rally, que tem gente que pensa que não é automobilismo. Se não o fossem teríamos de ter uma Confederação Brasileira de Kartismo, outra de Rally e talvez mais uma de caminhões (F. Truck). Portanto, não existe diferença entre as modalidades!


 Qual seu envolvimento com os karts para pessoas especiais, o Parakart?

Talvez por ter um filho surdo, que ninguém acreditava que um dia pudesse pilotar competitivamente (a não ser ele mesmo), acabei me envolvendo com esse aspecto do esporte, que é a interação, a acessibilidade (que outros tantos pensam ser sinônimo de fazer rampa para cadeira de rodas). Trouxe para o Brasil a filosofia do ParaKart, uma ONG hoje baseada na França e que represento no Brasil desde 2002. O ParaKart faz um trabalho maravilhoso de mostrar que não existem limites para os deficientes, de qualquer espécie e, só para exemplificar, por três edições "largavam" na frente dos carros, motos, caminhões e quadriciclos do Paris-Dakar e fazia a recepção dos competidores ao final de cada dia de competições, com deficientes de cadeiras de rodas no meio do deserto.

Infelizmente, no Brasil alguns "espertos" se aproveitaram de nosso trabalho de desenvolvimento de adaptações de karts para deficientes físicos - especialmente paraplégicos e amputados - e criaram categorias que indevidamente utilizam a marca internacionalmente registrada do ParaKart, para fazerem disso fonte de renda. A questão se tornou meramente comercial para "aproveitamento financeiro" e, propositadamente nos afastaram dos desportistas, tirando deles todo tipo de informação que poderíamos dispor - vídeos, palestras e integração mundial -. E conseguiram até mesmo verbas governamentais, para nada fazerem, a não ser umas corridinhas sem visibilidade e em karts sem a correta adequação de segurança.

Trouxemos da Europa componentes para serem copiados e adotados, mas que foram abandonados em um canto qualquer de um kartódromo importante. Como diria Boris Casoy: "Isso é uma vergonha"!

Como deficiente físico não é só paraplégico, optamos por iniciar um projeto novo voltado aos surdos e portadores de síndrome de Down, que acabaram marginalizados nessa historia. A idéia central é mostrar que não existem limites e que talento e vocação superam qualquer dificuldade, sem segregar em categorias específicas, mas dando espaço aos deficientes para conviver harmoniosamente com os competidores normais. A expectativa é conseguirmos montar um kart "tripulado" apenas por pilotos surdos - e temos três de altíssimo nível: Julio Reis, Edson Junior e Aldo Neto -, para competir ainda este ano na 6 Horas Aldeia da Serra.

 O que você acha que deve ser feito para atrair público para as arquibancadas?

Tirando o brilhantismo do Clube Granja Viana, que organiza no kartódromo homônimo a Copa São Paulo de Kart Granja Viana (com cerca de 300 pilotos por etapa), Stock e Truck, fica claro que o que falta é competência. Via de regra a grande preocupação dos organizadores e cartolas do esporte é com o bolso. Tanto dos próprios, quanto os dos pais de pilotos. Preços despropositados, organizações pífias e praticamente nada em troca do que investem, são apenas alguns dos motivos que estão afastando os desportistas das pistas. Na verdade a ficha está caindo e hoje pouca gente ainda é boboca de cair nessas esparrelas.

Se você olhar para qualquer evento nos Estados Unidos, vai ver que junto às competições são promovidos verdadeiros shows de eventos. Cada um com mais criatividade que o outro, mas sempre buscando cativar o piloto, o dono de equipe e, claro, o público (que aqui não existe espontaneamente). E o publico não vai não porque não goste do esporte, mas sim porque quem organiza não quer gastar. Não existe a mais incipiente divulgação. ninguém sabe onde, quando e de que vai ter corrida. E isso é o "básico", o prêt-à-porter do beabá que deveriam saber de cor...

O kartismo na Europa também não ia lá bem das pernas. Mas aí chegou gente séria e profissional, criando alguns campeonatos chamados WSK. Com algum investimento, criatividade e honestidade, o karting europeu voltou a crescer. O curioso que se fizer as contas na ponta do lápis está quase o mesmo preço levar brasileiros para correr no WSK, do que participar dos eventos nacionais "chapa branca" da CBA. Isso sem ponderar a abissal diferença de tecnologia e qualidade nos equipamentos disponíveis por lá, com os que permitem ser usados por cá.

 Nunca pensou em ser dirigente?

Tá aí! Tem coisas na vida que não se explicam e, no meu caso, é essa questão de paixão imorredora pelo automobilismo. Nunca fiz nada no automobilismo com outro objetivo que o de simplesmente estar ali, de ver as paginas da história do esporte sendo viradas diante dos olhos e, claro, com muita diversão. Acho que cada macaco deve ficar em seu galho, sem ficar cobiçando o do outro, pelo que nunca me vi no papel de dirigente - até porque mal consigo dirigir minha própria vida -, organizador, promotor, ou chefe de equipe.

Claro, como apaixonado, quero ver minha amada cada vez mais linda e, por isso mesmo, sempre lutei pelo desenvolvimento do esporte. Como jornalista especializado acredito que tenha ao longo do tempo contribuído para isso. Sugerindo, palpitando, apontando erros, denunciando e, desbragadamente, torcendo.

Dirigente é em sua essência um político e todos sabem que função de político é falar. Embora seja um bom tagarela, prefiro fazer a falar, o que nos traz à questão de que são atividades diametralmente opostas e que não se misturam, como a água e o óleo. Mesmo sendo um crítico tenho bom transito entre os dirigentes, pelo que prefiro fazer as coisas acontecerem, criando, desenvolvendo e entregando para profissionais competentes a realização das idéias. O objetivo é mostrar, na pratica, que as coisas são simples e factíveis e podem ser copiadas por aqueles que só sabem falar. Nunca sonhei em ser um Tiririca!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Acidente, anos na UTI e morte





Algo vem acontecendo sem que os mais chegados percebam. Dada a largada na década de 40 no século passado, em algum lugar, em alguma curva não sabida deu-se o acidente. Hoje o paciente encontra-se internado na UTI após períodos de melhora e outros de morte cerebral. Essa UTI de agora parece um caminho sem volta para uma  morte mais do que anunciada. O Autódromo Internacional José Carlos Pace, mais conhecido como Interlagos é esse paciente em coma.
         Essa fase de agora eu acredito ser uma das piores. O paciente está se debatendo e poucos estão percebendo. O diagnóstico de agora é bem simples e direto. Interlagos não é interessante para se fazer corridas. É muito mais interessante para a administração locar o espaço para outros eventos pelo simples fato do aluguel ser muito maior. Quando se aluga a pista para uma corrida o valor do aluguel é irrisório comparado ao valor do aluguel para a locação de um evento. E olha que esse evento nem precisa ser de automobilismo. Já vimos desfiles de escola de samba no templo do automobilismo. Nada contra as escolas de samba, ao contrário, porem se não me falha a memória, foi erguido um local específico para realização desses desfiles, com muito mais conforto e visibilidade para os participantes e assistentes chamado Sambódromo. Cada coisa no seu lugar.
         A etapa de setembro do Campeonato Paulista de velocidade foi cancelada para a realização de um evento do setor de reparação automotiva. E há boatos que a etapa de dezembro será cancelada tambem, pondo um ponto final no campeonato de 2011. Ponto final não, mas reticências...
         Por último gostaria de salientar que não são apenas 150 pilotos em média que ficarão com um campeonato aleijado. Existem os preparadores, mecânicos, e todo o pessoal envolvido, o que pode chegar  muito maior de pessoas que dependem das corridas direta ou indiretamente.
         Fora a programação que os pilotos fazem junto aos patrocinadores que vai ser simplesmente jogada no lixo. E como alguém vai investir dinheiro no automobilismo paulista em 2012 se simplesmente não sabe o que vai acontecer. Algo precisa ser feito urgente para evitar o pior.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dirigente da Fórmula Vee fala da categoria



Relançada em 2011 pelas mãos de alguns apaixonados por automobilismo, a Fórmula Vee, através de seu dirigente Roberto Zullino, faz um resumo do que foi esse primeiro ano e quais as perspectivas para o futuro


1- O que voce achou do primeiro ano do ressurgimento da Fórmula vee?

Acho que o primeiro ano excedeu às nossas expectativas mais otimistas. Conseguimos fazer um campeonato paulista que termina em dezembro e a Copa Mobil com 3 corridas em Piracicaba dando prêmios aos vencedores. A categoria tem pelo menos 25 carros montados e correndo de um total de produção de 50 chassis e Kits.

2- O que deve mudar no regulamento para o ano que vem?
Muito pouca coisa. Estamos decidindo que venturi usar nos carburadores. Atualmente usamos 22 mm e estamos decidindo para 24 ou 26 mm. Os amortecedores traseiros e molas estão sendo desenvolvidos por um especialista para que tenhamos um equipamento adequado dentro dos parâmetros de custo da categoria. Não podemos produzir alterações muito grandes, isso pode tirar as equipes de rumo, pois quando se mexe em muita coisa é arriscado e não queremos aumentar os custos e nem tumultuar muito. Além disso, temos carros correndo, carros sendo feitos, pilotos e equipes fortes e experientes, mas muitos pilotos e equipes por estrear. Uma das coisas que dificulta é a ausência de datas em Interlagos para treinos livres e no final a kilometragem de testes e acertos é feita nos dias da corrida. o que não é o ideal.


3- Quando vamos ter campeonatos em outros estados? E quais os estados que mais tem procurado?

Estamos estudando franquear a categoria para outros estados. O modelo básico é muito simples. A empresa franqueada teria que se entender com a Federação e Clubes do Estado, arregimentar os pilotos e encomendar os Kits. O regulamento tem que ser seguido à risca para que possamos fazer um torneio que reuniria os melhores de cada estado. Já fomos procurados por interessados do Paraná, RS, Bahia, Minas, Goiás e DF. Os parâmetros de custo da Formula Vee são muito acessíveis e isso a torna atraente, além da simplicidade e robustez da mecânica. Um dado interessante é que muitos falam que o motor VW a ar custa caro e quebra. Pois bem, os pilotos recebem a carcaça do motor gratuitamente da RIMA e motores 1600 não quebram, pois o nosso grau de preparação é muito pequeno.

4- Explique a Copa Mobil de Fórmula Vee?

A Copa Mobil de Formula Vee é um campeonato de 3 corridas disputadas no Autódromo do ECPA em Piracicaba. Achamos interessante se aproveitar o fechamento de Interlagos por causa da Formula 1. A bem da verdade desconfiamos que o público alvo esteja no interior do estado. A Copa Mobil é nosso segundo campeonato no primeiro ano de existência e graças ao patrocínio da Mobil pudemos oferecer prêmios aos participantes: Campeão R$ 3 mil, Vice R$ 2 mil e terceiro R$ 1 mil.
A primeira prova da Copa Mobil de Formula Vee ocorreu em Setembro passado, a segunda será dia 14/15 de Outubro e a final será dia 02/03 de Dezembro.
Com o patrocínio da Mobil pudemos oferecer prêmios para os pilotos, acho que isso não é inédito, mas não lembro quando pilotos tiveram prêmio aqui.

5- O que é, para voce, a Fórmula Vee?

A Formula Vee é a realização de um sonho conceitual. Estive a vida inteira metido em corridas de moto e carro e sei quanto custam essas coisas. Acho que não precisa se gastar rios de dinheiro para se ter a emoção de pilotar um formula em Interlagos. Tive essa impressão reforçada quando andei nos fórmulas do Museu do Automobilismo Brasileiro dirigido pelo Paulo Trevisan em Passo Fundo. Andei em Guaporé, uma pista linda, com o Fitti-Vê, Kaiman FFiat (um Formula Vee com motor Fiat) e no FFord do Barichello. O carro que mais gostei é justamente o que tem menos motor,o Fitti Vê. Com um motor 1200 de uns 40/50 cavalos no máximo ele é um carro em que qualquer um se sente um Jim Clark dentro dele. É um carro muito simples, bem feito e muito equilibrado e um osso duro para se passar. O conceito de um carro acessível e de desempenho bom foi capital no desenvolvimento do chassis Naja 01 da Formula Vee e acho que conseguimos simplificar as coisas o máximo possível para nos mantermos dentro de faixas de custo e investimento e operação razoáveis.
No entanto, para se ter um empreendimento sustentável apenas o carro não basta. Temos que nos tornar uma ferramenta de marketing para empresas. Uma corrida de Formula Vee é sempre emocionante para o público, pois a igualdade entre os carros permite disputa que é o que o público quer ver. Se tivermos público, mesmo que pequeno porém segmentado, seremos atraentes como ferramenta de marketing. Agora essa é a nossa missão, tornar a Formula Vee atraente para investimentos de marketing de empresas. A empresa Formula Vee tem como princípio distribuir parte de suas receitas líquidas aos pilotos/equipes. O objetivo é ajudar a equilibrar as contas e garantir a participação deles de maneira sustentável.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Danilo Dirani nos brindando com 3 respostas...


Multicampeão de kart, agora na Super Kart Brasil, aonde só disputam feras, Danilo Dirani pilota tambem um Fórmula Truck de 4 toneladas com o mesmo sucesso. Se os números ainda não traduziram essa mesma execelencia na pilotagem, no campeonato de gigantes é apenas uma questão de tempo. Como sempre, 3 perguntas do PdC e 3 respostas de Danilo Dirani. Aí vai

1- Voce pilota hoje o menor(kart) e o maior (fórmula Truck) instrumento de corrida motorizado no qual o piloto está dentro dele. Qual a semelhança entre eles?
 Na verdade, é até engraçado dizer,mas são parecidos! Piloto shifter que é o mais rápido e o mais pesado dos karts,com um torque e potência altos,numa faixa de torque pequena, assim como é o Truck,o mais pesado, com muito torque e muita potência, por ser diesel e turbo,também com uma faixa de torque pequena e totalmente blocado na parte traseira.
Claro que um pesa 180kgs comigo dentro e o outro 4000 kgs...Mas consigo usar muito do kart no Truck,principalmente na parte física e de reações,que sao muito maiores no kart,claro.





2- Como é disputar uma freada com seu irmão Dennis?
É muito legal correr junto com o Dennis. Hoje,alem de corrermos juntos,trabalhamos para fabricas rivais (eu Kart Mini e ele, Birel). Mas sempre fomos muito parceiros e sempre que posso eu o ajudo nas pistas. É uma cumplicidade incrível e somos no final, muito amigos. E por competirmos juntos e sermos de empresas rivais, não muda nada nosso relacionamento. É que na verdade, por sermos unidos desde criança, criamos muita força na corrida, procuramos nos ajudar também durante a corrida e isso nos torna ainda mais fortes.


3- Alguma corrida de carro para o ano que vem? Quais os planos para 2012?

 Ano que vem continuo na Formula Truck, que é uma categoria que me recebeu de braços abertos e que me apaixonei completamente. Lá foi aonde tive a oportunidade de me tornar profissional em automobilismo e vou ser sempre grato. Estou negociando com a Ford a renovação e já estamos avançados.
E continuar também trabalhando com o SKB(Shifter Kart Brasil), correndo e trabalhando com o Shifter e a Kart Mini nos principais campeonatos de kart profissional.
Corridas de carro, não penso. Qualquer categoria de turismo ou fórmula hoje, o piloto tem que levar muita grana e pra mim, isso não é o correto. Entao mantenho minha cabeça aberta pra todas as oportunidades que surgirem, mas atualmente,corrida de carros não há possibilidade.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Piloto de carro: Entrevista completa com Michelle de Jesus

Piloto de carro: Entrevista completa com Michelle de Jesus: Sem dúvida, ela é um dos expoentes femininos do Automobilismo e nessa entrevista completa nos mostra a que veio. PdC só tem a agradecer a es...

Entrevista completa com Michelle de Jesus

Sem dúvida, ela é um dos expoentes femininos do Automobilismo e nessa entrevista completa nos mostra a que veio. PdC só tem a agradecer a essa grande mulher. 


1.      Como que surgiu o interesse pelo automobilismo?
Com 14 anos de idade eu fui trabalhar na oficina do meu pai, de lá para cá foram 15 anos envolvida com carros, mecânica etc..., por volta de 2004, comecei a acompanhar corridas da Stock Car, aí me apaixonei...

2.      Quem foi o seu grande incentivador?
Jesus Cristo, é o meu maior incentivador e protetor. Minha família tambem colaborou e em especial meu pai e meu avô, me influenciaram para que eu tivesse paixão por carros.

3.      Na família há outros pilotos?
Na geração anterior a minha não, tenho primos que tambem gostam muito de corridas e participam de campeonatos de Moto Velocidade.

4.      Além da Copa de Marcas e Pilotos e do Brasileiro de Marca você já participou de outras categorias?
A Copa Engebrás de Marcas e Pilotos foi a primeira e até eu participar do Brasileiro era a única, agora estou começando aprender novamente em um carro totalmente novo para mim, é tudo muito diferente, mas acredito que pelo pouco tempo de carreira (2 anos e meio) desenvolvi um bom trabalho e evolui muito rápido, espero continuar nesta evolução no Brasileiro.


5.      Quantos títulos coleciona na carreira?
No meu segundo ano de automobilismo em 2010, consegui o VICE CAMPEONATO no Marcas Paulista, com mais de 32 carros.


6.      Quais são os seus ídolos?
Não sou de ter ídolos, admiro muito a força das mulheres que tambem estão neste esporte, pois conheço as dificuldades....podemos citar a Bia (Figueiredo), a Débora (Rodrigues) a Rosito (Cristina Rosito) etc...entre tantas outras que já passaram pelo automobilismo...e claro, sempre me emociono com as histórias e a vida do Senna, assisti o documentário e fico impressionada com a personalidade dele, não só na pista, pois isso para mim é o menor valor dele, admiro muito a fé que ele tinha dentro de um cockpit e o quanto ele era próximo de Deus.


7.      Como é a sua rotina de trabalho e os treinos?
Trabalho às segundas e quintas feiras em São Bernardo, com o programa de esportes da TV ABCD e desenvolvendo uma marca nova no segmento automotivo. Terças e quartas, cuido de uma cartela de clientes de uma empresa, e vou à minha aula de inglês e às sextas procuro marcar a entrevistas quando não dão para serem feitas durante semana...
            Estou começando a treinar de kart, e tenho feito no intervalo dos meus compromissos, por enquanto, pois em breve irei conciliar melhor os dias de treino.

8.      Antes você corria de Chevrolet Corsa no Campeonato de Marcas. Agora, está na Copa Petrobrás de Marcas e Pilotos. Como surgiu o convite? E a sua adaptação ao novo equipamento?
      Tive um convite do Sr Carlos Col, presidente da Vicar, para eu fazer parte da equipe Bassani Racing na Etapa de SãoPaulo, e isso se deu acredito graças a minha evolução nas pistas e aos amigos que tenho que sempre me ajudaram muito.
Me adaptei bem com o Toyota, gostei de pilotar um carro com câmbio sequencial e pneus slicks, ainda falta treinar muito, não cheguei a andar 25 voltas com o carro, preciso “vestir”o carro melhor e saber quais são as reações, e isso só tempo de pista e muito treino.

9.      Qual o seu preparo físico para suportar o esforço físico durante as provas?
Eu treinava muito, com personal e academia todos os dias, até eu quebrar o pé direito e por eu não seguir corretamente a recomendação médica para a recuperação, tive que parar de fazer minhas corridas de rua e automaticamente todo o resto, parei as aulas de dança e hj estou tratando do problema na Universidade Metodista com um Fisiatra, para poder voltar a fazer minhas atividades normalmente.




10.  Como é ser a única mulher competindo na Copa Petrobrás?
É um privilégio, espero poder contribuir com o crescimento e a visibilidade da categoria, assim como pude fazer no paulista.

11.  Tem que agüentar muitas piadinhas dos outros oponentes?
Do tipo: vai pilotar fogão? Rssss  sim, isso sempre têm, mas quem me conhece sabe que eu piloto melhor o carro.....rssss (sou um verdadeiro desastre na cozinha)

12.  Na última etapa de Interlagos você roubou a cena. Como é lidar com o assédio dos fãs?
É emocionante poder ter contato com as pessoas, eu gosto de pessoas verdadeiras, humanas e que tenham calor, sou de descendência Italiana, onde falam alto, com as mãos e as menores festas não caberiam em uma sala de um apartamento comum....rsss, acho tudo isso incrível e faz eu me sentir viva, gosto de dar atenção um sorriso e um abraço, isso faz parte da minha essência.


13.  Quais as dificuldades de conseguir um patrocinador?
Todas...rss,

14.  Você é formada em Direito. Por que não seguiu a carreira de advogada?
Eu tive uma experiência fazendo um estágio em um núcleo de práticas jurídicas aqui em Jundiaí, notei que para ganhar dinheiro no direito eu teria que mudar os meus valores pessoais, por muitas vezes, durante o estágio, tive que tomar medidas processuais nas quais eu não concordava, eu não gosto de complicar uma situação que eu já vejo que existe uma solução....é mais ou menos isso....o papel aceita tudo.

15.   Como seria disputar uma corrida ao lado de Bia Figueredo e Danica Patrick? E o que elas representam para você?
São as duas pilotas que eu mais admiro, com certeza seria um sonho....torço muito por elas, como falei antes...é a mulher com toda sua força interior e determinação, um verdadeiro exemplo para todas nós.

16.   Você tem planos de competir na Stock Car?
Tenho, acredito que a evolução natural seria eu ir para a Stock, quem sabe, estarei trabalhando para isso...
17.  Nos momentos de folga o que costuma fazer?
Ficar com as pessoas que eu amo, andar no meio do mato (literalmente – tenho umas terras em Jarinu que é mata fechada, e fazemos umas caminhadas por lá), amo praia e sol...gosto muito de tomar sol, mas agora que entra o inverno fica mais difícil....rsss, meu humor até muda, prefiro o calor, não sou de lugares fechados como shopping e cinema.

18.  Qual a mensagem que você deixa para os jovens pilotos que estão no início da carreira.
Não importa como você vai terminar a prova, no momento que estiver pilotando, faça com prazer e alegria, isso deve te dar muita alegria, e com toda certeza o resultado será a consequência do seu desempenho e esforço, da dedicação e do treino, multiplicado quando se faz com prazer. Sempre que eu ganho a corrida meu estado de espírito está  muito elevado.