sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Helena Soares, piloto de Rally e Musa da X-9 no Carnaval 2012



Ela já foi navegadora e hoje atua como piloto. Disputou o Rally dos Sertões, Mitsubishi Cup e o Paulista de regularidade. Foi na Escola de samba X-9 paulistana como piloto ( a X-9 terá o Rally dos Sertões como enredo) e saiu como a musa do carnaval da escola. Vejam abaixo o depoimento dela.

1- Como voce iniciou em corridas, o que te chamou para ficar, e quais os planos para 2012?
 Em 2006 participei de um rally em comemoração ao dia da mulher, na ocasião eu pilotei e minha irmã navegou... a gente nem sabia o que estava fazendo ali, mas eu me apaixonei, quis aprender , chamei o marido pra pilotar , comprei uma TR4 pra andar no campeonato Goiano de regularidade, neste mesmo ano, fiz o rally dos Sertões  na regularidade que foi uma escola pra mim. Andamos tambem no Mitsubishi Motorsports, e encerramos o ano de 2006 vice campeoes goianos.
Em 2007 disputamos o paulista de regularidade e o Brasileiro, fui campeã no Paulista e no brasileiro ficamos em terceiro lugar (vinhamos liderando ate que atolamos num riacho ) e em 2007 mesmo já partimos para um desafio maior, andar no cross country de velocidade. Começamos no mitsubishi cup e no rally dos Sertões, mas perdemos nossa caminhonete num incêndio durante a quinta etapa. Compramos outra e continuamos no esporte, mas a a partir disso somente no velocidade, por dificuldade de conciliar os calendários. A separação da dupla se deu por consequência do fim do casamento, embora ainda muito amigos. Continuei navegando até o ano passado quando decidi pilotar.
Minha estreia foi no rally dos amigos em Dezembro de 2010 e eu nem andei 4 kms de prova, bati numa árvore e acabei fora da competição, eu nunca havia nem sentado no banco do piloto e parti logo para um rally,  e aí que eu quis mesmo aprender, me senti desafiada por mim mesma, e abandonei de vez a navegação. A segunda prova foi este ano, em Barretos, duas especiais de 150 km, muita lama, lombas, trechos rápidos e trechos bem travados, tinha um pouco de tudo, e um super prime incrível com uma mega rampa de salto. Não deu outra, saltamos bem alto e foi um show a parte. Sem incidentes terminamos a etapa. E então esse ano, me aventurei em pilotar no Rally dos Sertões, o segundo maior do mundo e a edição mais difícil da história do rally. Fiz um rally de chegada, minha meta era colocar o carro no parque fechado da ultima etapa e conclui. Tivemos dois dias péssimos onde nao completamos a especial, em outros dias, tive problemas com embreagem, vinhamos em 7o. na categoria e eu percebi que dava pra chegar entre os cinco e pegar um podium... o que acabou não acontecendo devido a uma quebra. Na oitava etapa andamos forte, pulamos da 41a. colocação na geral pra 25a.,  e com isso veio a certeza que eu estava no caminho certo, que eu tenho potencial.
Então meu plano para 2012 é disputar na categoria. Antes eu andava com o mesmo carro de 2007, sem muita preparação, mas agora é diferente.Para o próximo ano vou investir mais no meu carro, na preparação e apoio nas provas, antes não adiantava muito pensar nisso , mas agora já é a hora de começar a dar trabalho para essa homarada ai. Para 2012 , vou continuar em dupla feminina, vamos disputar o Brasileiro e o Rally dos Sertões, havendo possbilidade de disputar o Paulista tambem, isso vai depender do calendário de provas.


2- Mãe e piloto de rally. Quais as semelhanças?

     Tento conciliar toda a minha vida ao esporte, pois claro que a familia é prioridade. Aqui em casa todos com excessão da minha filha mais velha gostamos de automobilismo e praticamos, meus dois filhos são pilotos de kart e disputam profissionalmente pelo Brasil todo. São muitas viagens e finais de semana dedicados ao esporte, eles tem planos para o futuro e eu incentivo muito, assim como eles me incentivam, se orgulham, e  a gente acaba trocando experiencias embora sejam modalidades distintas.



3- O que definitivamente voce não gosta nas corridas?

              De não participar! Por exemplo, esse fim de semana passado teve uma etapa que eu infelizmente não pude participar por questão de saúde, acho que todas as dificuldades, sejam qual for servem de experiência, e fazem parte do rally... não seria tão bom se não fosse difícil. Temos que contar com vários fatores, carro, competência, sorte, e imprevistos sempre acontecem. Pode ser que um regulamento falho ou alguma questão ligada a isso possa trazer certo descontentamento, o que geralmente, é raro acontecer. Sou definitivamente apaixonada pelo esporte, e quanto mais dificil, melhor.


4- Nunca pensou em competir numa categoria de asfalto?

           Gosto do clima do esporte off-road, não tem aquela rivalidade de pista, no rally é cada um querendo superar seu próprio limite, seu carro, a briga é dentro do carro, vence quem tem a melhor sincronia com o navegador, o melhor ajuste do carro dentro, do que é permitido no regulamento, quem tem mais sorte... No rally, cada um larga no seu tempo, e a diferença de uma largada para o outro carro é de dois minutos entre os ponteiros e um minuto do restante, vence quem completar o percurso em menos tempo, com isso, o carro alcançado é carro ultrapassado, não tem aquele mano a mano das pistas. Pelo contrário, a gente se ajuda, empresta peça, para pra dar uma forcinha... as vezes vc já vem na prova com algum problema e sabe que não esta mais na disputa e mesmo assim é prazeroso continuar andando forte , sentir a caminhonete escorregar, trazer de volta, e ai vê outro competidor atolado por exemplo, ai é ajudar, depois comemorar num churrasquinho no apoio... enfim... é uma grande familia. Claro que tem as disputas, mas é muito mais saudável. Quando eu penso em automobilismo de pista, logo penso na monotonia e previsibilidade, o rally me encanta pela imprevisão. A gente larga sem saber o que nos aguarda, o tipo de solo, as dificuldades, se é travada , se é rápida... a cada curva nao se sabe o que vem depois, se tem um barranco no escape ou se tem uma valeta na reta... fica tudo nas mãos do navegador que atua como se fosse os olhos do piloto.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Artmix, de Bruno Theil, no PdC


Bruno Theil, proprietário da Artmix e da Uracer, nos conta o que faz a cabeça dos pilotos.

Voce era um workholic, até que teve um problema de saúde. Quer nos contar sobre isso e como reagiu a essa situação?

Nunca deixei de ser workaholic, na verdade essa questão não se refere ao trabalho em si, mas é inerente tão somente a inquietude interna. A motivação que parece efervescer dentro de cada um de nós, mais em uns (mais criativos) e menos em outros (menos criativos, porém mais "calmos"). É ter uma idéia nova a cada três minutos, enquanto se faz cinco outras "coisas" simultaneamente. Isso não mudou, faz parte da minha essência... hoje em dia tento "dividir o uso dessa energia" entre trabalho, ser pai, ser marido, cuidar de si, o que faço com retiros estrategicamente posicionados entre as corridas e práticas diárias de meditação.

Quando voce sente a missão de "dever cumprido"?
 Por alguns minutos após entregar projetos grandiosos, mas essa sensação não dura mais de cinco minutos, então acredito que começo agora a sentir e aproveitar essa sensação, em especial após algumas perdas (Gustavo Sondermann, Dan Wheldon, ..) as quais também nos trazem sabedoria e nos abrem os olhos para os valores permanentes.
 Quais as dicas para fazer um capacete bonito? E o que deve ser evitado?
Para um capacete ficar realmente bonito, é necessário: percepção, planejamento, conceito, estilo, sensibilidade, e muito trabalho, muita dedicação, em todos os detalhes. Os detalhes fazem toda diferença e a Arte é algo que não tem fim, a Criação é algo abstrato até o momento de se materializar... então mesmo colocando todo seu esforço, sempre haverá pontos para serem melhorados. É por isso que a cada ano, a cada temporada e a cada Capacete, um fica mais bonito que o outro. O que deve ser evitado enquanto se cria e pinta um Capacete, é a postura negativa, isso acaba com qualquer tipo de trabalho. Para você ter uma idéia aqui nossos artistas trabalham sorrindo pelo prazer de criar com amor, mesmo quando estamos trabalhando sérios e compenetrados. Isso muda totalmente não só o resultado final do Capacete pronto, mas também purifica toda a atmosfera ao nosso redor, melhora o mundo e desperta o potencial criativo existente dentro de cada um nós.
Quais os planos da Artmix e da U-Racer para 2012?
 Os planos são de expansão, sobre Uracer muita coisa é estratégia e requer sigilo no momento. Já sobre ARTMIX nosso objetivo para 2012 é crescer no mínimo 20% em faturamento anual.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mãe de piloto, Mari Camilo nos conta um pouco das alegrias e preocupações




Ter um filho campeão em qualquer esporte, é, com certeza, orgulho para qualquer mãe. Mas no automobilismo esse orgulho vem junto com uma preocupação e cumplicidade inigualável. Thiago Camilo disputa a Stock Car, e sua mãe, Mari Camilo,  nos dá um depoimento bem interessante. Confira.


Eu gostaria que você falasse das agruras de ser mãe de piloto... de como lida com o perigo da pista, a deslealdade de alguns competidores, a injustiça que as vezes acontece por parte dos comissários ou da organização, a emoção de uma vitória, a tristeza de uma quebra.
                  Ser mãe de piloto, claro que não é fácil. Lido com emoções o tempo todo. Automobilismo é um esporte de risco, desde os 8 anos que Thiago está nas pistas e a cada prova existe uma emoção diferente. Impossível o coração não bater mais forte, ou eu permanecer calma, por mais que tente. Rezo muito pela proteção, peço a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que proteja a ele e a todos os pilotos SEMPRE.
DESLEALDADE. Piloto desleal! Não acredito nisso. Hoje em dia, falando de Stock Car, existe um alto nível de profissionalismo e regras estão sendo aplicadas com seriedade. Acredito em rivais dentro da pista, afinal todos estão lá por um mesmo objetivo.
INJUSTIÇA  = Tenho que ser espectadora nessa hora, pois às vezes, minha visão não é a mesma das autoridades competentes. O que não pode acontecer são erros ou precipitações em alguma penalização dada ao piloto. Aí sim diria que é injustiça. Qualquer erro, qualquer injustiça, pode custar um campeonato!
“LEIS E REGRAS SÃO FEITAS  PARA SEREM  CUMPRIDAS E SE ERROU TEM QUE PAGAR” !
Sobre a vitória, digo sempre que é o puro extase, a sensação única. Quanto as quebras, é uma tristeza e um peso na alma e uma dor no coração, porem nada acontece por acaso, Deus sabe o que faz. Neste esporte, temos que saber lidar com todo tipo de situação, o importante é seguir adiante de cabeça erguida.


 Quero saber como voce participa?? atuando ou apenas como espectadora?
Atuando sempre. Quando ele acelera, eu acelero junto, estou presente em cada momento, porem não me envolvo em assuntos PILOTO/EQUIPE/PILOTO. Se o Thiago me pergunta eu respondo, se me pede conselhos eu dou. Nada além disso.  Como espectadora, além de mãe e fã número 1, admiro o Thiago como pessoa, profissional dedicado e a cada ano me orgulho com a maturidade e evolução dele.
E por ultimo,voce gostaria que ele praticasse outro esporte??? ou que ganhasse a vida de outra forma.
Quando ele tinha 3 anos de idade ele já falava que seria piloto, eu dizia que piloto não era profissão e ele retrucava dizendo "é profissão e eu vou ser piloto".
Confesso que até tentei, por medo da velocidade, direcionar ele para outros esportes, mas em tudo que praticava sempre dizia que era apenas um hobby. E foi mesmo. Entrou na faculdade de propaganda e marketing, mas por conta das viagens e corridas, não conseguiu concluir. Enfim, ele escolheu automobilismo como profissão e hoje, não consigo vê-lo atuando em outra área.
             Para chegar aonde chegou, o caminho é longo, mas sei que com a dedicação e a paixão que tem pelo que faz, ainda vai muito longe. E nós, da família, estaremos sempre apoiando e torcendo. 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Orlando Sgarbi, da Corsa, no PdC


 Orlando Sgarbi, proprietário da Corsa, fala de segurança, inovações e futuro. Confira.
1- A Corsa hoje é uma das referências em equipamentos de segurança para competições. Gostaria que voce nos contasse qual a preocupação com desenvolvimento de novos produtos/materiais e qual a perspectiva da Corsa para o ano que vem?
A Corsa está sempre pesquisando novos materiais e equipamentos que possam minimizar danos aos pilotos em caso de acidentes ou melhorar o conforto na pilotagem de carros e karts.Os macacões evoluíram bastante neste últimos anos ficando mais leves, confortáveis e seguros. A disseminação do uso do Hans (restritor de movimento cervical) tem salvado vidas apesar de pouco divulgado. Creio que no próximo ano teremos uma novidade no que se refere a protetores cervicais com mais proteção e conforto. Este assunto tem muito a evoluir.
2- Em que situação voce acredita que está o automobilismo brasileiro. O que pode ser feito para incrementá-lo.
O automobilismo brasileiro precisa de “Planejamento” . A grande incógnita é o “o que irá acontecer no próximo ano e nos outros que se seguem?” .
Para incrementar e fortalecer o que já existe,  já valeria fazer um portfólio das categorias nacionais e rever o perfil dos pilotos a fim de restringir a participação em algumas delas.
Neste sentido o automobilismo regional precisa ser melhor valorizado e planejado também.
Se tivéssemos categorias de formulas regionais como temos no RS poderíamos treinar e garimpar novos talentos dos jovens que deixam o kart.
Hoje estes jovens de 15/16 anos saem do kart para participar de provas de fórmula nacionais e muitos vão direto para campeonatos internacionais sem a devida experiência.
3- Depois de trabalhar durante tanto tempo no backstage do esporte, numa das funções mais críticas (segurança), como voce vê o nível de segurança do automobilismo brasileiro em comparação a outros países
O que citei acima é um dos problemas;”pilotos sem experiência correndo em categorias rápidas”
Quanto à segurança propriamente dita, existe falta de exigência dos comissários técnicos quanto ao uso de equipamento adequado. Vejo provas regionais em que vários pilotos usam macacões de Kart, que são resistentes a rasgos e protegem os kartistas porem são péssimos em caso de incêndio. Podem virar uma tocha com a queima do materiais sintéticos. Brinco dizendo, “seria melhor correr pelado”.
Banco e cintos de má qualidade e vencidos também são comuns nestas provas.
Outro item que tem causado danos aos pilotos são os autódromos sem conservação com  áreas de escape inadequadas e guard rails ruins.
4- Não tem vontade de participar ativamente de competições, competindo, organizando uma categoria, sendo dirigente de equipe ou coisa assim?
Comecei como a maioria pilotando karts, em 1969. Depois de correr de kart muitos anos promovi e corri de F-200, umas provas de Copa Corsa e fiz três Mil Milhas, porem acho que não fui bom o suficiente como piloto e acho que me dei melhor como empresário mesmo.
Outras atividades como Promotor e dono de equipe não seriam compatíveis com o meu negocio principal que é a CORSA que não pretendo deixar.
Ser dirigente, não sei !! Acho que não é muito o meu perfil pois a política é muito necessária nestas funções e me acho muito pragmático.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Segunda Etapa Copa Mobil de Fórmula Vee




Para esta segunda etapa da Copa Mobil de Fórmula Vee, além da minha presença como piloto e de Claudio Cobeio como Chefe da equipe e mecânico, recebemos o reforço de seu neto Daniel, para a função de intendência e "faz tudo" na equipe. O que antes era apenas um dueto, agora se transformara num trio. E trio é uma coisa arriscada. Da mesma forma que poderíamos ser os Três Mosqueteiros, a sombra dos Três Patetas nos rondava.
            A chegada em Piracicaba se deu na quarta-feira, dia 12 de Outubro na oficina da TJ onde estava guardado nosso carro. Cobeio e Daniel começaram a retirada do câmbio antigo, para colocação do que levamos. A esperança era que esse, mais curto, fosse funcionar melhor no travado traçado da ECPA. Enquanto eles se atinham no câmbio, e ajustes no carro, eu e o Thomaz, sócio da TJ, nos encarregamos da difícil tarefa de providenciar um churrasco. Tudo ficou pronto com a rapidez de sempre, em se tratando do “Seo” Cobeio. E agora a confiança no carro era total, já que o câmbio foi a única peça que ainda não tínhamos mexido.
            Quinta-feira, tudo pronto, carro carregado na carreta, nos dirigimos ao ECPA para treinar. O Sol do dia anterior, já tinha nos abandonado, migrando para outros prados, nos preparando para o final de semana aquático. Chegamos à pista, e devido ao tempo ruim, com muita chuva, apenas acompanhamos um treino de um carro da TJ alugado para o piloto soteropolitano Rafael. Por razões econômicas e de clima abortamos nosso treino.
            Na sexta-feira, inscrição para a prova feita tinha o dia todo para treinar. Carro pronto, vários acertos feitos. Cambio novo, alavanca do cambio modificada para melhor manejo, amortecedores traseiros originais, para não causar polêmica no regulamento, ponto um pouco adiantado e fui para a pista. Molhada, muito molhada. O carro parecia bem na mão e eu me sentia bem a vontade, terminando o treino com a nítida sensação que estava tudo tranqüilo. Não cronometramos o tempo e percebo agora, a importância do GPS nessa fase de testes. Vai ser providenciado. A expectativa do treino cronometrado do sábado, aonde iria me comparar com os demais carros, era grande.
            No sábado pela manhã, treino livre cronometrado sem chuva, e entro na pista acompanhando o ritmo dos demais. Ao final do treino o quinto  lugar, me deixou bem estupefato, já que por ter apenas oito carros, achei que ia ficar mais para frente. A lição de casa foi feita com a sensação que estava tudo certo, e qual nossa surpresa, quando o “professor” cronômetro, nos coloca no nosso devido lugar. Tinha feito tudo que podia, acertos que só melhorariam a performance, estava pilotando com a sensação de fazer um traçado perfeito e o tempo não condizia com minha condição de pista. Mas é claro que tinha algo errado.
            Fomos para a tomada de tempo, e qual não foi nossa decepção ao ficarmos na sétima e penúltima posição, tomando mais de 2 segundos do pole position, Rodrigo Rosset.
            Segue classificação da tomada.
1º.  19  -  Rodrigo Rosset          1:17.082
2º.  26  -  Andre Nohra              1:17.378
3º.  78  -  Bruno Leme               1:18.412
4º.  84  -  Emmanuel Calonico   1:18.540
5º.  16  -  Ricardo Soares           1:18.666
6º.  89  -  Gláucio Doreto          1:18.980
7º.  27  -  Sérgio Silva                1:19.350
8º.  53  -  William Ayer             1:30.386

                   Vamos ao relato da corrida. Após uma hora do término da tomada de tempo, a chuva começou a cair, o que seria uma rotina até o término do dia. Saímos para formar o grid de largada e já dava pra perceber que minha situação ia ser de espera. Não tinha motor para acompanhar o resto do pelotão e não fosse o Thomaz da TJ insistir comigo para mexer na calibragem, eu não conseguiria ficar na pista nem por uma volta. Dada a largada o “spray” que levantava impedia de enxergar até o bico do carro. Saía do traçado dos carros da frente para tentar enxergar alguma coisa, mas me mantinha na mesma sétima posição da largada. Por volta da quinta ou sexta volta, Bruno Leme e Ricardo Soares, da mesma equipe, se enroscam na saída do “S” de baixa e o Bruno fica fora, entalado na zebra. Passo por ele cumprindo minha tarefa de terminar a prova, tão somente. Com Ricardo Soares poucos metros na minha frente, tomo um susto ao vê-lo rodar na saída da ferradura, quase causando um acidente comigo, no “Negro 27”. Consigo desviar, mas nem me animo muito, pois sabia que o teria no meu encalço em pouco tempo. Enquanto isso, lá na frente Rodrigo Rosset, capitaneava a fila, seguido por André Nohra, Emmanuel e Gláucio Doreto. William Ayer, que não conseguiu acertar seu carro, havia parado, sendo a única quebra de equipamento, entre os Vees.

            Na volta seguinte, ao passar pela ferradura, noto o carro do Ricardo Soares parado, indicando que ele também estava fora. Para mim, essa quinta colocação estava mais do suficiente, frente ao equipamento que dispúnhamos.
            Mais uma volta e Gláucio Doreto, perde o controle do carro no traçado encharcado da ECPA e roda. O suficiente para que eu pudesse ultrapassá-lo. Sabia que para segurar a quarta posição seria um milagre, pois o carro dele estava muito mais acertado que o meu. E não deu outra. Por mais de 10 voltas travamos um dos duelos mais bonitos já vistos por quem acompanha a Vee. Ele, com o carro muito mais forte, não conseguia enxergar o suficiente para me ultrapassar, em função do “spray” de água que meu carro jogava sobre o dele. Eu, só tinha uma coisa para fazer, encaixá-lo nos meus retrovisores e fazer a marcação de forma limpa e com esportividade. E foi o que foi feito até o fim da prova, me fazendo cruzar em quarto, ficando o Gláucio com a quinta posição e na frente nenhuma alteração.
            Grid de chegada
1º.  19  -  Rodrigo Rosset         
2º.  26  -  Andre Nohra             
3º.  84  -  Emmanuel Calonico 
4º.  27  -  Sérgio Silva
5º.  89  -  Gláucio Doreto
6º.  78  -   Bruno Leme            
7º.  16  -   Ricardo Soares        
8º.  53  -  William Ayer          

            Bandeira quadriculada agitada e com o sentimento de dever cumprido com o quarto lugar me encaminho para o parque fechado. O Comissário desportivo da FASP,  José Roberto Ricciardi, pede aos 3 primeiros colocados que retirem os carburadores para verificação do Venturi. O comissário tem uma ferramenta na mão com a exata medida de 22,12 mm, dando uma “sobra” de 0,12 mm no regulamento. Nos carburadores do carro 19 do Rosset e nos do carro 84 do Emmanuel, a ferramenta não passa pelo Venturi, mostrando que estavam dentro da medida. Porem nos carburadores do 26 de André Nohra, o gabarito passa, mostrando que estava “fora”. Só que aqui cabe uma ressalva. A peça era da medida especificada no regulamento e não havia nenhum indício de retrabalho. Além do que, a medida acusada na peça era de 22,42. Ficou público e notório que o ocorrido foi uma verdadeira fatalidade. Numa consulta jurídica rápida, deu-se o nome de “culpa de terceiro” para o ocorrido (quem fabricou ou quem vendeu).
            De caráter indiscutível, a TJ Competições vem trabalhando para o crescimento da categoria desde sua criação, sendo a equipe com o maior número de carros no grid. Improvável pensar, além de tudo, que um Venturi 0,42 mm maior, traria qualquer benefício, no estado em que se encontrava a pista. Porém, como regulamento é para ser seguido, o carro do piloto André Nohra, teve que ser desclassificado para manter a retidão e precisão da vistoria técnica, deixando o preparador Thomaz desconsolado. Um recurso será entregue na FASP essa semana, senão para tentar reverter o resultado final da corrida, para mostrar que a equipe preparadora de Piracicaba foi vítima de toda essa situação por um fator externo.
            Com a desclassificação de André Nohra, trago para São Paulo o troféu de terceiro lugar. Confesso que não me senti a vontade com a posição de terceiro no podium, porem, seria mais constrangedor ainda contestar o resultado dado pelos vistoriadores.
            Meu agradecimento aqui a todos que nos acolheram em Piracicaba, em especial ao Emmanuel e Thomaz, que nos cederam a TJ para que pudéssemos fazer ajustes no “negro 27” além de guardar o carro para a etapa de dezembro. Até lá.
Classificação final 2ª. Etapa Copa Mobil Fórmula Vee
1º.  19  -  Rodrigo Rosset                       
2º.  84  -  Emmanuel Calonico 
3º.  27  -  Sérgio Silva
4º.  89  -  Gláucio Doreto
5º.  78  -   Bruno Leme            
6º.  16  -   Ricardo Soares        
7º.  53  -  William Ayer   
       

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vigilante Rodoviário - Carlos Miranda no PdC


" De noite ou de dia, firme no volante, vai pela rodovia, bravo vigilante..." quem tem 40 e alguns anos ou mais, lembra dessa música,  que era o tema do primeiro seriado da TV brasileira e habitou o imaginário da infância de muitos brasileiros. Hoje no PdC, Carlos Miranda conta um pouco do seu personagem.


Voce, através de seu personagem, o Vigilante Carlos, do seriado Vigilante Rodoviário, o primeiro da TV brasileira teve uma participação importante na infância de muitas pessoas, hoje já homens feitos. Como voce vê isso?

A importância na vida de várias crianças, hoje adultos foi fruto de um trabalho sério e  preocupado com a ética e os bons exemplos.


Porque, na sua opinião,  não tivemos uma segunda fase do programa, ou um programa mais atualizado? Teve vontade de fazê-lo?

A série terminou porque a Nestlé que era a patrocinadora não viu mais interesse em continuar. Na época pensamos em fazer uma continuação, mas os recursos eram poucos, e eu entrei para a Polícia 3 anos após o término da série (chegou a tenente coronel da Polícia Rodoviária).


Voce já foi político,e,  se aposentou na  polícia rodoviária. Qual sua atividade hoje em dia?

Hoje em dia eu me apresento em Encontro de Carros Antigos - resgatando a memória da tv brasileira -; dou palestras em escolas sobre educação no trânsito, e participo de comemorações cívicas em varias cidades por todo o Brasil.


Voce tinha um cachorro fiel,  o Lobo,  e um Simca Chambord, além de uma moto Harley Davidson. Hoje em dia, nas filmagens, se utilizam vários animais para se fazer um mesmo personagem. O Lobo era apenas um? Era seu mesmo?

O Lobo era apenas um, e era de um policial amigo meu. Ele já trabalhava em comerciais, inclusive era o logotipo dos Móveis de aço "Fiel".
Para mais informações é só visitarem meu site meu site: www.vigilantecarlosmiranda.com.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Djalma Fogaça no PdC

Djalma Fogaça, chefe da equipe DF motorsport de Fórmula truck e pai do piloto Fabio Fogaça fala sobre equipes e planos para o futuro.






Como é ser pai e chefe de equipe ao mesmo tempo?



Sem duvida, estou curtindo muito ser pai de piloto, pois ele está em uma equipe muito bem organizada, com pessoas altamente profissionais como é a equipe ProGP do Duda Pamplona, então lá,sou um mero espectador ,e na truck com a Dfmotorsport, é bem punk, pois tem todo o compromisso com a fábrica (Ford) e todos os patrocinadores tambem. é bem dificil.



Voce já foi piloto. Como isso influencia a análise dos seus pilotos?




Eu sou muito crítico na análise dos pilotos, penso que hoje tem muito piloto preocupado com a TV, com assessor de imprensa, academia, capacete e sapatilhas bonitas, mas que na realidade não guiam nada, nao se dedicam e não tem foco naquilo que estão ali pra fazer, que é o desenvolvimento do equipamento e a corrida em si e todo trabalho com os engenheiros.


Quais os planos da DF para 2012?

Os planos são de continuar os trabalhos desse ano com os pilotos que estão conosco (Cristina Rosito e Danilo Dirani) e tentar um fechar com mais um piloto  para ter um poder maior de disputa com outras fábricas e times!